Angus Young disse que uma banda gigante era "um Led Zeppelin de pobre"; "isso é ridículo"
Por Bruce William
Postado em 13 de março de 2026
Angus Young sempre teve fama de falar o que pensa - e, em algumas entrevistas antigas, ele não economizou quando o assunto foi outra banda enorme do rock britânico. Em 1984, numa conversa com a Guitar World, ele disse que "odiava" Deep Purple e grupos daquela linha, e soltou uma frase que ficou: "um Led Zeppelin de pobre".
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Na fala, replicada pela Far Out, ele descreve o que aconteceu: "Eu vi o Deep Purple ao vivo uma vez, e eu paguei dinheiro por isso, e eu pensei: 'Pô, isso é ridículo'. Você enxerga através desse tipo de coisa. Eu nunca gostei desses Deep Purples ou dessas coisas assim. Eu sempre odiei isso. Então eu sempre achei que era um Led Zeppelin de pobre."
Esse tipo de comentário combina com outra ideia que aparece no mesmo pacote de declarações: Angus como um cara que mede bandas pelo que ele entende como rock'n'roll "direto", e que se irrita quando vê gente famosa mudando demais de trilho. Em 2019, por exemplo, ele criticou os Rolling Stones por, segundo ele, tocar "soul music" em vez de rock, dizendo que isso deveria ficar com quem faz melhor.
O Deep Purple não foi o único a entrar na mira. Angus também já falou mal de Eric Clapton (como alguém que teria montado o estilo juntando licks de outros guitarristas) e citou o Ramones como um exemplo de banda que não o pegou - e aí ele desce o sarrafo de novo, comparando com a própria banda de infância. "Os Ramones, eu só ouvi uma vez; ouvi uma música e não me fez nada. Pra mim, parecia a primeira banda em que eu toquei, e tenho certeza de que até aquela era melhor - e isso quando eu tinha 12 anos."
No meio de tudo isso, dá pra perceber um padrão: Angus não faz crítica "técnica", de partitura. Ele fala como fã e como músico que tem um ideal bem rígido de energia, simplicidade e identidade e, quando acha que uma banda está fora disso, ele não tenta parecer educado.
E é justamente por isso que essas frases continuam circulando: porque ele não fala "mais ou menos". Ele vai direto no pescoço, escolhe um alvo grande e deixa registrado.
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