Arsis: tendo o Trivium como sua principal influência
Resenha - Starve for the Devil - Arsis
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 03 de dezembro de 2010
Nota: 7 ![]()
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Quem acompanha a cena metalcore sabe o quanto ela é prolífica. Bandas surgem em cada esquina, novos grupos são formados a todo momento. Isso faz que, naturalmente, para cada Trivium – uma banda realmente inovadora, com discos consistentes e que merece o espaço que conquistou – venham à tona dezenas de bandas não tão boas assim. Esse é o caso do Arsis.

Natural de Virginia Beach, nos Estados Unidos, o Arsis é um quarteto formado atualmente por James Malone (vocal e guitarra), Nick Cordle (guitarra), Nathaniel Carter (baixo) e David Kinkade (bateria). O grupo já tem quatro discos gravados – "A Celebration of Guilt" (2004), "United in Regret" (2006), "We are the Nightmare" (2008) e "Starve for the Devil" (2010). Vamos nos prender nesse último nessa resenha.
Lançado em 9 de fevereiro de 2010 lá fora, "Starve for the Devil" ganha agora uma versão nacional pela Paranoid Records. O som do Arsis é um metalcore repleto de melodias de guitarra e com vocais bastante raivosos. O destaque imediato vai para os solos, muito bem construídos e que merecem atenção.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O CD abre com "Forced to Rock", com variações rítmicas e boas melodias, além de algumas características que beiram o thrash. "A March for the Sick" tem guitarras bastante similares à clássica e imortal "Raining Blood", do Slayer. Mais uma vez, os solos e as melodias de guitarra se destacam. O disco segue por esse caminho, trilhando um caminho seguro, sem maiores inovações, e que deve agradar quem curte metalcore. A melhor faixa, para mim, é "Closer to Cold", onde a banda não tem medo de ousar um pouco e mostra personalidade e solidez. Outro bom momento ocorre em "Sable Rising", com um riff de melodias cíclicas influenciadíssimo pelo black metal norueguês do início dos anos noventa.
"Starve for the Devil" conta com duas faixas bônus. A primeira, "A Pound of Flesh", não difere em nada das presentes no tracklist principal, e poderia estar no disco sem maiores problemas. Já a segunda é "The Lake", versão para a canção de King Diamond, presente aqui em uma releitura que deu à faixa as características da banda – ou seja, transformaram-na em um metalcore -, fazendo com que o resultado final soe apenas como mera curiosidade.
De uma maneira geral, "Starve for the Devil" traz em suas faixas um metal acelerado, sempre temperado por fartas doses de melodia. As bases e as estruturas das músicas trazem características de thrash metal, enquanto as guitarras, nos trechos mais pesados, lembram um pouco o In Flames dos primeiros discos. Mas, indiscutivelmente, a principal influência do Arsis é o Trivium, seja pela pegada que une thrash ao metal tradicional, seja pelo uso constante de melodias criadas pela dupla de guitarristas James Malone e Nick Cordle.
Na minha opinião falta originalidade e um som com cara própria ao Arsis. É tudo muito bem feito, bem executado e bem produzido, mas nada original, soando apenas como mais do mesmo.
Se você gosta de metalcore, vale a conferida. Agora, se você não curte o gênero, passe longe.
Faixas:
1 Forced to Rock
2 A March for the Sick
3 From Soulless to Shattered (Art in Dying)
4 Beyond Forlorn
5 The Ten of Swords
6 Closer to Cold
7 Sick Perfection
8 Half Past Corpse O'Clock
9 Escape Artist
10 Sable Rising
Bonus Tracks:
11 A Pound of Flesh
12 The Lake
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