Horizon Ignited chega ao terceiro disco e acha seu lugar no concorrido cenário do death melódico
Resenha - Tides - Horizon Ignited
Por Mário Pescada
Postado em 05 de julho de 2025
Nota: 8 ![]()
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Diretamente da Finlândia, o Horizon Ignited é outro bom nome dentro do concorridíssimo segmento do death metal melódico, segmento em que brotam bandas, sobretudo na Europa.
Construindo sua carreira aos poucos, com lançamentos espaçados e muitos shows pela região, o grupo chegou ao seu terceiro disco, "Tides" (2025), lançado no Brasil pela parceria Shinigami Records com a Reaper Entertainment.

O sexteto segue à risca o tripé que os fãs do estilo esperam encontrar em um disco de death metal melódico: peso, melodia e gravação impecável, tudo convivendo harmoniosamente.
Começando pelo peso. Para dar uma temperada ou mesmo como uma maneira de se diferenciar no meio desse mar de bandas, o Horizon Ignited propositadamente deixou seu som mais pesado nesse lançamento graças ao metalcore e a distorção alta e afinação baixa das guitarras, beirando o djent. Os fãs tradicionais do estilo podem ficar tranquilos: foram intervenções pontuais que não fizeram o grupo tirar os dois pés do death metal melódico.
Segundo pilar, da melodia. Os destaques ficam para o tecladista Miska Ek e o vocalista Okko Solanterä. Discreto nas suas intervenções, Miska criou boas ambientações, efeitos de fundo e intervenções curtas, porém certeiras. Já Okko, uma revelação, consegue alternar seus vocais com facilidade, seja cantando de forma limpa, rasgada ou urrada, demonstrando muita versatilidade. Se vai conseguir replicar ao vivo essas variações na voz com essa mesma desenvoltura do estúdio...
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Por fim, a gravação. Com a tecnologia de gravação digital cada vez mais acessível, ter um disco bem gravado já não é um diferencial, a questão é saber gravá-lo e o resultado aqui ficou muito bom. Juho Räihä, guitarrista do Swallow The Sun, assina a gravação que durou apenas três semanas. A mixagem e masterização ficaram por conta de Chris Clancy (Amon Amarth, Machine Head, Overkill, Kataklysm).
Os quarenta minutos de "Tides" (2025) passam rápido, as faixas estão bem niveladas, mas se for para apontar destaques, eu fico com a abertura "Beneath The Dark Waters" com uma intro bem legal de sintetizadores; "Ashes", que teve a participação de Jaakko Mäntymaa (Marianas Rest, ex- ID: Exorcist) que tem baixo distorcido, bons vocais, teclados carregados, um trecho metalcore com parada bruta e peso na volta; "Welcome To This House Of Hate" (não se assustem com o começo techno/eletro) e seu refrão que vai soar bem ao vivo; "Fraction Of Eternity" que traz uma boa combinação de guitarra de metal moderno com bom refrão e a faixa título, quase um prog metal, bem agradável graças a bela voz de Okko.
Não é fácil ter um trabalho se destacando em um meio em que bandas como In Flames, Dark Tranquility, The Halo Effect lideram, mas aos poucos, o Horizon Ignited vai conquistando seu lugar no sol - ainda que lá no Norte escandinavo ele não seja tão quente assim.
Formação:
Okko Solanterä: vocais
Johannes Mäkinen: guitarra
Vili Vottonen: guitarra
Miska Ek: teclados
Jiri Vanhatalo: bateria
Jukka "jugi" Haarala: baixo
Faixas:
01 Beneath The Dark Waters
02 Ashes feat. Jaakko Mäntymaa
03 Baptism By Fire
04 Welcome To This House Of Hate
05 My Grave Shall Be The Sea (Leviathan Pt. II)
06 Prison Of My Mind
07 Fraction Of Eternity
08 Aurora’s Dance
09 Tides
10 Fragments
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