Resenha - Demolished - Imperial Sodomy

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Por Clóvis Eduardo
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Diamond Production – importado
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A França é um país cheio de frescuras, repleto de empoadas madames sem ligar para os males que assolam a humanidade. Para quem não tem nada a ver com isso, e busca mais diversão no hostil país, é só ficar de ouvidos bem abertos. Enquanto estas chiques senhoras acompanhadas de maridos com bolsos bem recheados tomam refinados vinhos de frente para a Torre Eiffel na avenida Champs Elysée, elas nem imaginam que na mesma requintada cidade, em palcos menos produzidos do que os utilizados em concertos de violinos, a banda Imperial Sodomy faz um apocalipse sonoro bem mais atrativo aos ouvidos metálicos.

Estas formalidades existentes na cidade luz são simplesmente massacradas com o segundo trabalho de uma banda formada em 1997. Não há como definir o integrante mais destacado, pois o vocal de Mordred é urrado e vibrante, com variações entre tons guturais e rasgados, os guitarristas Bleuargh e Mordrir apresentam os riffs e solos rápidos e cortantes, o baterista Orifist é uma máquina de fazer barulho, principalmente no bumbo e ainda assim tem o baixista Blaspho que luta com maestria ao acompanhar toda esta velocidade de pancadas e riffs.

A definição mais precisa do som da banda é o brutal death metal. A proximidade com o grind lembram muito Brutal Truth e Angelcorpse. As letras são cheias de termos instigantes como “fuckings”, “sodomise”, “lacerate” e “destruction”. Aliás, a destruição que o grupo fez neste álbum está perfeitamente mixada e audível. Os pratos ressoam sem aquele espalho que encobre os instrumentos, e os bumbos estão incríveis. Único problema foi com o encarte, que o estilo e a cor da fonte utilizada para as letras foi muito escura e são muito difíceis de ler. (O quê, você não lê as letras de cds de death metal? Então fique tentando decifrar o que o cara diz). Seria através da letra que você descobriria que a faixa Suicidation possui a palavra death repetida por 16 vezes no refrão.

E em destaque de todo o cd, cada música tem uma participação. Seja em velocidade, em técnica, em pancadaria ou musicalidade. O importante é que cada uma das 10 faixas tem muito que acrescentar no quesito “quebrar o pescoço”. E para isso, ouça Disfigured Lacerator, Castrated, Mortal Unleashed, e a melhor, I Hate Humans.

Lançado em 2004, e com aproximadamente 40 minutos de ódio e culturas grindcore, o novo trabalho é parte de uma história francesa que não é contada em nenhum site de turismo. Fica aí a dica, caso esteja de passagem pela cidade luz, e o tédio tomar conta do civilizado chá, procure por shows da Imperial Sodomy, e berre as músicas de Demolished, pois são fantásticas.

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Sobre Clóvis Eduardo

Clóvis Eduardo Cuco é catarinense, jornalista e metaleiro.

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