O dia que Lars Ulrich criticou radicalismo e afirmou que "o heavy metal é uma m*rda"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 04 de junho de 2025
Muito se comenta que os fãs de heavy metal costumam ser radicais. Lendas urbanas à parte — como aquela em que alguém pede para outra pessoa citar três músicas da banda estampada em sua camiseta —, o universo da música pesada ainda é marcado por posturas inflexíveis e opiniões extremas.
Esse radicalismo foi um dos temas abordados em uma entrevista do Metallica à revista Bizz, publicada em maio de 1996, pouco antes do lançamento de seu sexto álbum de estúdio, o polêmico "Load". O disco marcou uma guinada sonora: o grupo deixou de lado o thrash metal dos anos 1980 para apostar em composições mais lentas e acessíveis.

Além da mudança musical, os integrantes da banda transformaram seu visual. Eles abandonaram as longas madeixas e as tradicionais camisetas pretas dos headbangers. O baterista Lars Ulrich comentou sobre a transição:
"Não sou mais moleque. Praticamente nasci de cabelo comprido. Cansei daquele look metaleiro com camiseta preta e calça apertada. No heavy metal, as pessoas são radicais e ficam te forçando a se enquadrar naquele estilo. Isso é ridículo."
Ulrich foi ainda mais direto ao criticar o ambiente da cena metálica. Em sua visão, o excesso de purismo e a resistência a mudanças estavam sufocando o próprio público que se dizia fã do estilo.
"O público está sufocando com o radicalismo que sempre imperou no meio do metal. Tem uma hora que a brincadeira perde a graça. Aquele blábláblá metálico enche o saco. O heavy metal é uma merda."
James Hetfield, vocalista e guitarrista da banda, também questionou os rótulos do gênero. Ele demonstrou incerteza sobre o que ainda poderia ser considerado heavy metal, incluindo até o próprio Metallica nessa dúvida:
"Eu nem sei mais o que é heavy metal. Soundgarden é heavy metal? Alice in Chains é heavy metal? Não sei sequer se o Metallica é heavy metal."
No mês seguinte à entrevista, "Load" chegou às lojas e chocou os fãs mais tradicionalistas. Mal sabiam esses seguidores que o pior ainda estava por vir: em 2003, o grupo lançaria "St. Anger", um dos trabalhos mais constrangedores da história do metal. Mas isso já é pauta para outra matéria.
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