Mike Portnoy elege a capa mais prog de todos os tempos - mas banda passa longe do gênero
Por Bruce William
Postado em 04 de junho de 2025
As capas de álbuns de rock progressivo são verdadeiras obras de arte, muitas vezes tão emblemáticas quanto a música que representam. A capa de "In the Court of the Crimson King", do King Crimson, com seu rosto vermelho berrante e expressão angustiada, tornou-se um ícone visual do gênero. Bandas como Eloy também contribuíram com capas que mergulham o espectador em paisagens cósmicas e surrealistas, refletindo a complexidade e a ambição sonora de seus discos.
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Nesse contexto, é surpreendente que Mike Portnoy, baterista do Dream Theater e figura central do prog metal, tenha escolhido a capa de "Their Satanic Majesties Request", dos Rolling Stones, como sua favorita no universo prog. Em declaração à revista Prog, Portnoy declarou: "A capa mais prog de todos os tempos! Os fãs dos Stones odeiam esse álbum, mas eu amo cada música dele – 'Citadel', 'In Another Land'..."
Lançado em dezembro de 1967, "Their Satanic Majesties Request" marcou uma incursão dos Rolling Stones no território psicodélico, distanciando-se de suas raízes no blues e no rock'n'roll. O álbum apresenta experimentações sonoras com Mellotron, efeitos especiais e arranjos orquestrais, além de faixas como "2000 Light Years from Home" e "She's a Rainbow", que exploram temas cósmicos e psicodélicos.

Conforme a wikipedia, a capa do álbum, criada pelo fotógrafo Michael Cooper, é uma imagem lenticular tridimensional que mostra os membros da banda em trajes coloridos e cenário psicodélico, remetendo à arte de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles. Curiosamente, ao observar atentamente a capa, é possível identificar os rostos dos quatro Beatles escondidos entre as flores, uma resposta à inclusão de uma boneca vestindo um suéter com a inscrição "Welcome The Rolling Stones" na capa de "Sgt. Pepper's".
Embora "Their Satanic Majesties Request" tenha sido inicialmente recebido com críticas mistas e até desdém por parte de alguns fãs e críticos, o álbum ganhou status cult ao longo dos anos, sendo reavaliado por sua ousadia e experimentação. A escolha de Portnoy destaca como, mesmo estando fora do que se convencionou chamar de rock progressivo, certas obras podem ressoar profundamente com os princípios do gênero, seja pela inovação sonora, pela estética visual ou pela disposição de desafiar convenções.
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