Resenha - Strong Mind - Mad Dragzter
Por Iron Corpse
Postado em 07 de janeiro de 2004
Nota: 10 ![]()
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Quem acha que o Metal nacional está morto, está muito enganado; a cena metálica no Brasil passa por um grande momento. O Estado de São Paulo, por exemplo, tem revelado grandes bandas. "Strong Mind", do Mad Dragzter, lançado há poucos dias, trata-se de um álbum de Thrash Metal puro, do bom e do melhor. Nada de passagens comerciais ou melodias baratas, o que se encontra por aqui é muita agressividade, aliada a uma boa dose de técnica, virtuosismo e melodias, mas melodias metálicas, com muita garra e feeling.

Os riffs estão bem variados e diversificados, os solos magníficos, o trabalho vocal é excelente, mesclando Thrash e Death. A bateria é muito bem tocada, varia bastante e tem boa pegada. O baixista é ótimo também, executando linhas bastante marcantes e empolgantes. A ótima produção também é uma das marcas registradas deste trabalho magnífico, permitindo o discernimento entre todos os instrumentos.
Outro ponto que de fato me agrada é a versatilidade das músicas. Há músicas numa linha 100% Thrash Metal, extremamente rápidas e pesadas e, ao mesmo tempo, há outras que revelam todo o virtuosismo da banda, incrementando excelentes melodias de Heavy Metal ao peso do Thrash, variando bastante as passagens, implantando climas nas músicas, fazendo com que elas se tornem diferentes umas das outras e, garantindo a diversidade, digo, não há uma música sequer que seja ruim e monótona. A banda tem uma ampla visão sobre o Metal.
Vamos a um comentário faixa por faixa:
Break Down - Um dos maiores clássicos deste álbum. A intro nas guitarras é matadora e, segue de maneira incrivelmente pesada. Os riffs são de extremo bom gosto, o refrão é magnífico, os solos são curtos e não tão velozes, mas dão um clima a mais a algumas passagens da música. O trabalho vocal é excelente, a exemplo de todas as faixas do álbum.
Lost - A única que não tem a participação do chefão da banda, o Tiago Torres, que é guitarrista e vocalista, além de ter participação importante na produção do álbum. Mas o também guitarrista Gabriel Spazziani mandou muito bem sozinho nesta música, que também é excelente. os riffs são matadores, o refrão é extraordinário, os solos, incríveis. As melodias aqui são mais notadas que na faixa de abertura, mas ainda assim eu acho a primeira insuperável. Também é uma excelente música, bastante versátil e empolga bastante.
Strong Mind - A faixa-título sempre desperta bastante interesse e geralmente figura entre as melhores do álbum. Neste caso não é diferente. Strong Mind é um grande clássico, uma das melhores do álbum com toda a certeza. Ela é iniciada com climas épicos; os primeiros acordes dão um clima incrível à música. Após a intro de um minuto de duração, os riffs pesados entram em cena. Os acordes épicos ainda tem espaço em alguns momentos, mas o que se nota no decorrer do andamento é puro peso. Na verdade a banda mescla soberbamente os climas épicos ao peso e velocidade.
The Chase - Esta é certamente uma das mais "melódicas" do álbum. As melodias incríveis aplicadas sobre o peso constante são a marca registrada desta música. A intro é bastante épica. A banda revela aqui todo sua técnica, talento e maestria metálica. Realmente empolgante.
Day Of Sadness - Começa com tudo, rápida e pesada, violência pura! Após este furacão que se ouve no início, a banda dá uma acalmada e executa riffs mais cadenciados. O solo é ótimo e, quanto ao vocal, excelente também. Nesta faixa, principalmente, o vocalista é bastante influeciado por Phil Anselmo, do grande Pantera. Grande música, me empolga, mas não tanto quanto as anteriores.
New Times - Eis aqui um dos maiores clássicos do Thrash Metal nacional. Esta música realmente é impressionante. Sua introdução é longa e bastante empolgante. Alguns climas mais cadenciados e "melódicos" são facilmente notados em algumas passagens. Os riffs que dão sequência à intro são de arrepiar e variam bastante também. Conforme eu já havia dito sobre outras faixas, a versatilidade é outro ponto que merece ser destacado, aqui mais que em qualquer outra do CD.
Destroying My Life - Música bem Thrash Metal. Os riffs estão bastante pesados e revezando entre momentos bastante rápidos e outros mais cadenciados. O pedal da guitarra é bastante utilizado aqui, os "auá" estão em evidência. Grande música, uma das mais empolgantes.
402 - Mais uma rifferama clássica, digna de bandas lendárias do Thrash Metal mundial como o Exodus, por exemplo. Mais uma vez a banda dá um show de Thrash Metal, e é realmente impressionante o modo com que a banda mescla o peso do Thrash a melodias muitíssimo bem trabalhadas.
Unknown - Esta é, na minha opinião, a segunda melhor do CD, perdendo somente para a faixa de abertura, a clássica Break Down. A intro dela possui um clima bastante sinistro, e segue com peso puro nas guitarras. As melodias são evidentes em vários momentos, os riffs são 100% empolgantes e variam bastante, o trabalho do baixo é marcante, a bateria é a melhor deste álbum, e o vocal, brilhante! O solo é um dos grandes momentos deste clássico, mas o momento mais marcante é o refrão, simplesmente perfeito.
Sordid Planet - Também é uma grande música, muito bem composta e bem trabalhada. Possui um clima bastante tenso e ritmos bem diversificados. Os riffs se alternam em momentos rápidos e mais cadenciados. É bastante longa, mas não é nem um pouco monótona.
Love Us Or Hate Us - A intro me lembra algumas manobras que são feitas no ritmo Blues, me lembra algumas coisas também do primeiro álbum do Black Sabbath. Os caras realmente fizeram uma músicas muito bem elaborada. As melodias que acompanham o peso do riff são marcantes, a performance vocal sempre firme e forte. O solo que se inicia por volta dos 3 minutos de música é um dos grandes momentos deste álbum, e o riff que segue é absolutamente genial.
Raging City - Uma das mais cadenciadas do álbum. Até os 3 minutos, os riffs variam pouco, mas a partir daí o andamento sofre algumas mudanças de ritmo. Bastante empolgante, mas longe de ser um grande clássico, na minha opinião.
7 Years - Música totalmente instrumental. Revela todo o brilhantismo da banda em termos de técnica, e mostra que o Thrash Metal também pode ser algo bem trabalhado, com direito até a passagens épicas e melodias muito bem empregadas. Esta é certamente a música mais cerebral que o grupo já fez: climas, peso aliado a técnica, feeling, versatilidade e muita categoria.
Mad Dragzter - A música que dá nome à banda é nada menos que um clássico! Esta é a mais curta do CD, mas apesar de pequena duração, o tempo é muito bem aproveitado. Os riffs estão pesados e mais rápidos do que qualquer outro momento do álbum. Clássico bastante inspirado, e deve ser melhor ainda ao vivo.
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