Resenha - Strong Mind - Mad Dragzter
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 24 de fevereiro de 2004
Nota: 9 ![]()
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O Whiplash! tem alguma participação na história dos novos queridinhos do metal nacional, já que o baterista Evandro Júnior se juntou à banda a partir de um anúncio publicado no site.
Depois das várias mudanças de nomes (Bulldozer, Dragster, Dragster S.A. e finalmente Mad Dragzter), da boa repercussão da demo New Times, chegou a hora do superestimado debut.

Com certeza vocês já devem ter ouvido falar nesses caras nos últimos meses. O Mad Dragzter vem fazendo muito barulho na mídia especializada, resultado de um suado e profissional trabalho de marketing e um ótimo álbum de estréia.
O vocal é grave e agressivo, nada de engraçadinho, lembrando os mestres Paul Baloff e Tom Araya, os timbres de guitarra acompanham o legado, encorpado e pronto para quebrar pescoços, sem a "doçura" que estraga outras bandas.
Se não chegam a ganhar o título de "riff machine", passam perto. Temos solos e riffs em profusão, que além de muitos, soam ótimos, técnicos e polivalentes.
Fazer thrash metal de qualidade não é fácil, e fazê-lo com competência e criatividade é mais difícil ainda, e nisso a banda se sai muito bem. O entrosamento e poder de fogo dos integrantes saltam aos ouvidos. Destacar qualquer um seria fácil, mas é melhor prestar atenção no papel individual de cada músico executado com perfeição durante o álbum.
A influência de progressivo e heavy tradicional fica mais fácil de perceber nas faixas mais longas e/ou variadas, como New Times, Sordid Planet e 402.
Paixão, técnica, criatividade, bom gosto e uma pegada matadora exalam dos músicos e são refletidas nas músicas (pegue como melhor exemplo a instrumental 7 Years), o que não é pouco em tempos que artificialidade e cópias dominam.
Destroying My Life, Lost, Unknown, Raging City e Mad Dragzter(que deve dinamitar qualquer casa de shows) são puro thrash metal, com a melhor qualidade possível, produto de quem entende do assunto e sabe onde quer chegar.
A produção está nítida e perfeita, provando que é possível fazer trabalhos dessa qualidade em solo brasileiro, outra coisa bem acertada e definida é a ordem das músicas no cd – contribuindo para que os mais de 70 minutos do álbum passem agradavelmente, detalhes importantes que muitas vezes passam despercebidos.
Uma nova e forte cena de thrash metal desponta no Brasil. Andralls, Flashover e agora o Mad Dragzter são alguns desses representantes. Seria muita ambição vislumbrar uma influência brasileira para que o estilo viesse a estourar novamente em todo o mundo? Penso que não, se aconteceu com o death brutal, porque não deveria ocorrer o mesmo com o thrash?
É apoiar, valorizar e divulgar. Parabéns não só ao Mad Dragzter, mas a todos que lutam para que a bandeira brasileira fique hasteada firmemente no topo do heavy metal mundial.
Formação:
Tiago Torres (Vocal, Guitarra)
Gabriel Spazziani (Guitarra)
Armando Benedetti (Baixo)
Evandro Júnior (Bateria)
Track List:
01 – Break Down
02 – Lost
03 – Strong Mind
04 – The Chase
05 – Day Of Sadness
06 – New Times
07 – Destroying My Life
08 – 402
09 – Unknown
10 – Sordid Planet
11 – Love Us or Hate Us
12 – Raging City
13 – 7 Years
14 – Mad Dragzter
Tempo Total: 71:17 min.
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