BMU: uma esperança de "virada" do metal nacional?

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Por Durr Campos
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No começo da década de 2000 o Brasil Metal Union, apelidada de “A Seleção Brasileira de Heavy Metal” e popularmente conhecido como BMU, consagrou-se como o primeiro e maior festival dedicado exclusivamente ao heavy metal nacional. O evento criado por Richard Navarro, à época responsável pelo fanzine Heavy Melody, tinha por objetivo mostrar que o metal feito no país ia muito além de Angra, Krisiun e Sepultura, até então as únicas bandas que tinham espaço na mídia não especializada.

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As primeiras edições foram realizadas na hoje extinta casa Ledslay, onde algumas das bandas de maior destaque no underground brasileiro puderam executar seus shows de forma profissional, respeitosa e com bom público. Desde aqueles tempos a ideia girava em torno de um festival com duas datas distintas, bem como um padrão de qualidade de produção até então inédito nesse cenário.

A segunda edição manteve o nível, acrescido de alguns benefícios para bandas e fãs, mas foi com sua terceira edição que o Brasil Metal Union consolidou-se e o Ledslay deixou de ser a casa do evento pelo imite de espaço. Na mesma época Navarro firmou uma parceria com a produtora Toplink, rendendo a histórica edição de 2004, a qual ajudou a elevar as bandas participantes para uma casa “mainstream”, no caso a DirectTV Music Hall, uma conquista inédita e comemorada por todo o cenário. No ano seguinte, felizmente, o sucesso se repetiu reunindo cerca de 6 mil pessoas, praticamente a mesma média das edições anteriores que era acima dos cinco mil pagantes.

Já para a edição em 2006 o festival sofreu algumas mudanças. A primeira delas foi que, pela primeira vez em sua história, o BMU reuniu todas as bandas em uma única data, desta feita no Espaço das Américas, além de ter contado com a participação de bandas já consagradas, a exemplo dos já citados mais acima Krisiun e Angra. Esta também acabou sendo a última edição do Brasil Metal Union, fato que provocou comoção pela ausência de um evento que desde seus primeiros dias visava o metal brazuca como foco central em um pacote digno dos shows internacionais de pequeno e médio portes da capital paulista. É bom lembrar ainda que esta (até o momento) derradeira edição marcou o debut da banda Hibria nos palcos paulistanos, época em que lançavam o primeiro álbum.

Para situar o leitor de pouco contato com o BMU sobre sua importância, bandas como Dark Avenger, Eterna e Tuatha de Danann, só para ficarmos nestas, indicam grande parte de seu reconhecimento atual à massiva campanha ao longo das edições do festival, que projetou seus nomes não apenas em São Paulo, mas em todo o território nacional. Em suas seis edições, o “BMU” reuniu 45 bandas de 10 diferentes estados brasileiros, desde representantes do hard/heavy, metal tradicional, melódico, prog, power e white metal, até bandas de gothic/doom, black/death e thrash metal.

Confira a lista completa das bandas que já se passaram pelo BMU:

Akashic (RS)
Andralls (SP)
Angra (SP)
Antidemon (SP)
Avec Tristesse (RJ)
Burning in Hell (RS)
Claustrofobia (SP)
Dark Avenger (DF)
Delpht (SP)
Dr Sin (SP)
Dragonheart (PR)
Drowned (MG)
Eterna (SP)
Fates Prophecy (SP)
Glory Opera (AM)
Hangar (RS)
Harllequin (DF)
Heavens Guardian (GO)
Hibria (RS)
Holy Sagga(SP)
Imago Mortis (RJ)
Karma (SP)
Khallice (DF)
Korzus (SP)
Krisiun (RS)
Liar Symphony (SP)
Mad Dragzter (SP)
Malefactor (BA)
Massacration (SP)
Mind Flow (SP)
Monster (SP)
Ocultan (SP)
Portrait (SP)
Sagitta (SP)
Shadow Mask (PR)
Silent Cry (MG)
Steel Warrior (SC)
Symbols (SP)
Thoten (RJ)
Toccata Magna (RS)
Torture Squad (SP)
Tribuzy (RJ)
Tuatha de Danann (MG)
Venin Noir (RJ)
Wizards (SP)

Além das 45 bandas da lista acima algumas participações especiais fizeram-se presentes no BMU no decorrer de suas seis edições, como Andreas Kisser (Sepultura), integrantes do Viper, Shaman, etc. Outras curiosidades incluem o fato de o último show do Edu Falaschi com o Symbols ter sido no primeiro Brasil Metal Union (Nota do redator: Ele tinha acabado de entrar pro Angra), assim como o Aquiles Priester, o qual se fazia presente com seu Hangar na mesma edição de Edu, pouco antes de ser anunciado no Angra. Os dois primeiros shows oficiais do Massacration também foram realizados no palco do BMU, onde iniciou de fato sua carreira como “uma banda de verdade”, por assim dizer.

Já se passaram sete anos desde o último BMU, e desde então muitas bandas encerraram suas atividades, e outras tantas surgiram no cenário, com qualidade de exportação. No entanto, o cenário de hoje para as bandas nacionais parece atravessar um momento delicado, quando cada vez mais as bandas precisam sair do Brasil para buscar o espaço e reconhecimento que não encontram no próprio país.

Com base em dados da própria organização, nunca houve tanto investimento e apoio exclusivo ao metal brasileiro se somarmos as seis edições do Brasil Metal Union. A publicidade incluía, por exemplo, mídias em TV, jornais, no Metrô de SP, etc, sem falar no fato de assistirmos nomes nacionais como headliners em casas de espetáculos voltadas às atrações de fora na maioria das vezes.

Daí fica uma pergunta: Será que a “volta do BMU” poderia ser uma esperança para a atual e tão discutida situação do Metal nacional? O espaço abaixo está aberto, deem suas opiniões e sugestões de bandas no caso de uma volta do festival. Em tempo, que façamos isso com respeito.

Facebook Oficial do BMU:
https://www.facebook.com/pages/BMU-Brasil-Metal-Union/495162...

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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