O maior nome do metal brasileiro atual, segundo jornalista que cobriu o Bangers
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de maio de 2025
Nem o calor abrasador do início da tarde de domingo (4) impediu que uma multidão se reunisse diante do Sun Stage no Bangers Open Air 2025, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O motivo? O show do Black Pantera, que, segundo o jornalista Marcelo Vieira no IgorMiranda.com.br, "fez muita gente chegar cedo ao festival para assistir à sua apresentação, que é tão musical quanto política".

Vieira, que cobriu o festival para o site de Igor Miranda, foi direto: "Em um festival com múltiplos palcos e atrações se apresentando simultaneamente, um bom termômetro para medir a relevância de um artista nacional é a quantidade de público que ele consegue mobilizar mesmo quando há uma banda internacional — teoricamente mais rara — tocando no mesmo horário."
Formado pelos irmãos Charles Gama (guitarra e vocais) e Chaene da Gama (baixo e vocais), junto ao baterista Rodrigo "Pancho" Augusto, o Black Pantera transformou o palco em trincheira e reafirmou sua posição como força motriz do metal brasileiro contemporâneo.

O trio, originário de Uberaba, subiu ao palco sob o sol inclemente e entregou um show potente e carregado de mensagens sociais. "Sob o sol inclemente e o calor digno de uma fornalha, uma multidão se aglomerava diante do trio mineiro, formada por fãs fervorosos e curiosos de olhar desconfiado prestes a serem convertidos pela força de um show que é tão musical quanto político", escreveu Vieira.
A banda tem um discurso claro e afiado, refletido em músicas que abordam racismo, machismo, LGBTfobia e desigualdade. E faz isso sem soar didática ou panfletária. "Porque, por mais cristalina que seja a mensagem — não basta não ser racista, misógino ou LGBTfóbico, é preciso combater ativamente todo e qualquer preconceito —, ela ainda encontra resistência em um meio dominado por homens, brancos, cis e heterossexuais, onde bandeiras progressistas muitas vezes são tratadas com desdém."
Ainda segundo o jornalista, a força do show está justamente nessa combinação de técnica, energia e consciência. "A mensagem antirracista, feminista e anti-homofobia que permeia suas letras não é panfletária — é visceral, vivida, urgente. E se engana quem pensa que isso diminui a força do show. Ao contrário: potencializa."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música de 1993 que atingiu a nota mais alta da história do rock
O baterista que Lars Ulrich coloca acima de Neil Peart na história do rock
Tony Iommi agenda anúncio especial para a próxima quarta-feira
A banda de heavy metal com mais álbuns em primeiro lugar nos Estados Unidos
O gigante do rock que Angus Young disse ser uma imitação pobre do The Who
A música do Kiss que fez (muito) mais sucesso na Europa do que nos EUA
5 clássicos do thrash metal cujas letras envelheceram muito mal
Quando Jeff Beck percebeu que Jimi Hendrix estava com sérios problemas
O compositor dos anos 80 que Paulo Ricardo coloca acima de Cazuza e Renato Russo
A música dos Stones dos 60s que Mick Jagger considera uma fórmula perfeita de sucesso pop
Rob Halford encontrou a fé depois que parou de beber e usar drogas
5 clássicos do metal que você nunca se deve usar para apresentar o estilo para alguém
Os 3 artistas que se queimaram com os Beatles, segundo George Harrison
A instrumental do Iron Maiden que é a preferida de Mike Portnoy
5 clássicos do rock nacional que não seriam lançados hoje


Com Strokes e Gorillaz, Primavera Sound Brasil divulga programação por dia e venda de ingressos
10 músicas do metal brasileiro lançadas após 2000 que já entraram para a história
Mesmo com chuva, Korn preenche o Allianz Parque em apresentação única
5 álbuns que marcaram Chaene da Gama, do Black Pantera


