Slash revela quem é o top dos tops na guitarra: "Não tem como ser mais bacana"
Por Bruce William
Postado em 07 de maio de 2025
Durante a explosão do hair metal nos anos 1980, os clubes de Los Angeles estavam saturados de bandas com laquê no cabelo e solos enfeitados. Foi nesse cenário que Slash apareceu com algo diferente. Em vez de seguir o visual exagerado ou riffs plastificados, ele trouxe uma pegada suja, direta e carregada de referências ao blues e ao hard rock dos anos 1970. Seu visual desleixado, a cartola e a Les Paul derrubada no quadril pareciam mais próximos de Keith Richards do que de qualquer aspirante a astro do Sunset Strip.
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Mas Slash nunca se iludiu com a própria imagem. Mesmo sendo celebrado como um dos últimos guitarristas que ainda soavam como rock and roll de verdade, ele sabia que havia gente em outro patamar. Uma figura, em especial, o deixava em reverência desde a adolescência: Jimi Hendrix. Slash cresceu assistindo a um filme sobre Hendrix que passava nos finais de semana, junto com "The Song Remains the Same" do Led Zeppelin. Foi ali que entendeu que estilo e musicalidade podiam caminhar juntos.
"Há uma fascinação com a persona do Hendrix - sua postura - que parecia muito, muito legal. Não tem como ser mais bacana do que Jimi Hendrix", disse Slash em conversa com The Quietus, destacando que o magnetismo do ex-Experience não vinha apenas do som, mas de como ele se apresentava. O jeito como segurava a guitarra, a forma como tocava e até o silêncio entre as notas pareciam dizer mais do que qualquer discurso.
Slash nunca tentou imitar Hendrix, mas reconhece que existe um ponto em comum entre os dois: a naturalidade com que tratavam a guitarra como parte do próprio corpo. Não havia truque, nem malabarismo para impressionar. Cada nota tinha função. "Machine Gun" era puro ódio e tensão, "If 6 Was 9" era psicodelia pura, e "The Wind Cries Mary" parecia escrita com delicadeza de despedida. Hendrix não precisava se esforçar para soar autêntico, ele apenas era de forma natural.
Na época em que o Guns N' Roses surgiu, essa sinceridade sonora era rara. Muitos guitarristas estavam mais preocupados com poses do que com timbre. Slash fugia disso, mas não se via como herói. Pelo contrário, vivia citando nomes como Joe Walsh, Eric Clapton e Joe Perry. Ainda assim, nenhum desses nomes provocava nele o tipo de respeito que Hendrix inspirava. Era como se Hendrix tivesse colocado a régua tão alto que competir não fazia sentido.
Slash também destacava o fato de que Hendrix sabia respeitar a música. Mesmo com todo o talento, evitava cair na armadilha de solar por ego. Tocava em função da canção. Isso era algo que Slash sempre buscou, mesmo em músicas explosivas como "Paradise City" ou "Sweet Child O' Mine". O solo podia ser longo, mas nunca gratuito. Era extensão da melodia, não vitrine de técnica.
Hoje, enquanto muitos ainda o veem como o último "guitar hero" da velha escola, Slash sabe que o verdadeiro molde foi feito décadas antes. Hendrix já havia mostrado como se faz: com sentimento, com atitude e sem pedir licença. Entre uniformes militares, roupas lisérgicas e a fumaça dos palcos, o que ficava era a música — e isso, pra Slash, sempre foi o que importava.
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