Ideologia Rock: Alabama Shakes, a novidade que vale a pena

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por David Oaski, Fonte: Ideologia Rock
Enviar correções  |  Comentários  | 

Fiz um post sobre o Black Keys com esse título um tempo atrás e resolvi ampliá-lo a uma sessão, onde pretendo apresentar a quem possa interessar novidades musicais que realmente valem a pena ser ouvidas e não essas porcarias indies que os críticos musicais tentam forçar goela abaixo como nova sensação da Europa ou de um festivalzinho no interior do Missouri.

5000 acessosPhotoshop: Luan Morrison, Ivete Osbourne, Axl Teló e mais5000 acessosHelter Skelter: a música que Charles Manson "roubou" dos Beatles

Dando prosseguimento a sessão, falaremos do Alabama Shakes, excelente banda norte americana formada em 2009, pela vocalista e guitarrista Brittany Howard, pelo baixista Zac Cockrell e pelo baterista Steve Johnson, após o lançamento do primeiro EP fecharia a formação da banda, o guitarrista Heath Fogg.

O som da banda é uma mescla entre soul, r&b, pop, rock e blues, num caldeirão que funciona muito bem, bastante devido ao vozeirão de Brittany, que já foi comparada por algumas publicações a Janis Joplin. Realmente a cantora já pode ser considerada uma das melhores da atualidade, pois sua potência, afinação e feeling de transmitir exatamente o que a música pede são de uma eficácia impressionante para quem tem banda há apenas três anos.

O embrião do Alabama Shakes teve início na escola quando Brittany e Zac começaram a compor e tocar um som mais calcado no rock clássico e rock progressivo. Algum tempo depois, com a entrada de Steve, a banda que tocava covers de Led Zeppelin a Ottis Redding, começou a gravar demos, obtendo boa repercussão. Em Setembro de 2011, gravaram um EP, com quatro músicas, que foi o cartão de visitas da banda para entrar de vez no mainstream.

Em Abril desse ano, a banda lançou seu primeiro álbum, “Boys & Girls”, que saiu pela Rough Trade Records e os alavancou instantaneamente a sensação da música mundial. No disco, em diversos momentos, a banda soa como um artista vindo da década de 60, direto dos estúdios da Motown, com aquele climão triste, característico do blues, uma aura pesada nas canções, oriundo do soul e um poder arrebatador em cada faixa, tornando a audição marcante. Os primeiros singles do álbum foram: a cadenciada e bela “Hold On”, em que dá vontade de pegar uma garrafa de whisky, puxar uma cadeira e viajar no som; e a densa “I Ain’t Alone”, que esbanja melancolia em cada levada do acompanhamento de piano que há na canção. Foi lançado também um videoclipe para “I Ain’t the Same”, esta mais pop, com uma melodia mais ensolarada, sempre com performance vocal excelente de Brittany e acompanhamentos agradáveis na guitarra dela própria e de Fogg, com direito a um bom solo. Além dessas, também valem destaque, a pop “Hang Loose”, a rockabilly “Heavy Chevy” e a curtinha e ótima “Goin’ to the Party”.

O único pecado do Alabama talvez seja justamente pecar pelo excesso na utilização das influências do passado na composição desse disco, sem acrescentar personalidade própria ao som. Sob certo ponto de vista, é possível dizer que falta originalidade à banda, por soar em determinados momentos muito parecido a alguma banda ou artista dos anos 60 ou 70, mas creio que com a maturidade e sequencia de lançamentos a banda azeite seu som e crie uma sonoridade mais bem definida e moderna dentro de sua proposta.

De qualquer forma, vale muito a pena a audição desse disco e dessa banda, que além de entreter, esbanja talento e boas composições, com fontes no passado, mas que soam atuais ainda hoje. Além disso, talvez ao invés de soar datado, o Alabama Shakes seja tão bom que nem parece que foi gravado em 2012. Aguardemos o tempo determinar o lugar da banda na história, enquanto isso vamos curtindo esse belo primeiro álbum.

PS: Poderemos ver a banda em ação em Março do ano que vem, pois eles foram confirmados como uma das atrações secundárias do Lollapalooza Brasil 2013, na noite que terá como headliner o The Black Keys.

David Oaski

Disponível também em:
http://rockideologia.blogspot.com.br/2012/10/a-novidade-que-...

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Matérias0 acessosTodas as matérias sobre "Alabama Shakes"

PhotoshopPhotoshop
Luan Morrison, Ivete Osbourne, Axl Teló e mais

Helter SkelterHelter Skelter
A música que Charles Manson "roubou" dos Beatles

Guns N RosesGuns N' Roses
O que ninguém deve fazer ao se tornar um rockstar

5000 acessosVocalistas: belíssimos timbres de alguns cantores de rock5000 acessosRegis Tadeu: "Lemmy era tão poderoso que seu corpo não teve coragem de contrariá-lo"5000 acessosAlfabeto do Rock: as 15 melhores músicas de Metal4229 acessosMetallica: Lars conta que o "Kill' Em All" influenciou novo álbum5000 acessosIron Maiden: Bruce não quer mais cantar Hallowed Be Thy Name?5000 acessosLoudwire: as capas de Heavy Metal mais assustadoras

Sobre David Oaski

David Oaski é editor do blog Ideologia Rock, colunista do site Stereo Pop Club e colabora frequentemente com os sites Galeria Musical e Whiplash, além de já ter escrito para outras plataformas online. Amante de música (principalmente rock) independente de rótulos, escreve por hobby e para exercitar o senso crítico.

Mais matérias de David Oaski no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online