Brasil Papaya: celebrando 15 anos em Florianópolis

Resenha - Brasil Papaya (Florianópolis, 28/08/2008)

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Por Carolina Brand
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É... tinha banda debutando em Florianópolis no último dia 28 de agosto. Numa noite agradável, músicos, amigos, convidados e fãs reuniram-se no Teatro Álvaro de Carvalho para celebrar esta data com Eduardo “Dudu” Pimentel (guitarra); Adriano “Baga” Rotini (baixo); Renato Pimentel (guitarra) e Alex Paulista (bateria).

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Casa cheia, o público estava ansioso por essa comemoração... com dez minutos de atraso começou no telão um pouco da história do Brasil Papaya que surgiu em 1993, “misturando o radical hard rock com outros estilos mais populares, como o chorinho, sempre soando rock and roll”, mostrando as formações e fotos antigas (muito exclamadas). Em seguida uma apresentação editada, com flashs, imagens e bandas que influenciaram e fizeram parte desses 15 anos.

Brasil Papaya é uma banda que acompanhou a adolescência e amadureceu até a vida adulta de e com muita gente que curte um bom rock and roll em Florianópolis. Sempre conquistando novos fãs, a banda destacou-se no cenário musical por seu estilo próprio, pela mistura de ritmos e conquista de mais espaço para a música instrumental, quebrando o paradigma da necessidade de um vocal para alcançar o sucesso.

Além das apresentações em telão, o cenário foi bastante aproveitado, o que não é costumeiro em shows de rock. Já de cara o show quebra tudo com "Far All" do CD "Esperanza" e "Happy Guitars", uma das mais famosas do primeiro CD, "Brasil Papaya Instrumental". Em seguida, as músicas "Matando a Inocência" e "Pé na Tábua", sempre intercalando o antigo e o recente trabalho. Nessa última, Eduardo Pimentel usou a chamada “guitarra baiana” com seis cordas e em seguida Baga Rotini teve seu momento solo.

Então veio a lindíssima e pesada versão de "Libertango" de Astor Piazzola com a marcante participação de Marcos “Gaitero” Tottene tocando a Gaita Ponto, responsável por muitos arrepios na platéia que vibrava com a energia contagiante do momento. Aliás, momento de descontração quando os irmãos Dudu e Renato Pimentel sentaram no maior gênero “barzinho e violão” e fazem uma espécie de duelo de talento ou diálogo entre instrumentos de forma impressionante. O que esses músicos têm de verbalmente calados, tem de tagarelas musicais. Conseguem expressar todo o sentimento através da música...

Na seqüência, músicas como "Noyé", uma interpretação de Billy Cobham, a música título "Esperanza", "Punkbone Fighter", "Burst In" e a tão aguardada "Kichute". Nessa hora o astral já estava tão alto, a banda tão sintonizada e o público tão radiante que o pessoal do hotel ao lado do teatro não conseguia mais dormir... tamanha era a altura e a empolgação de todos que estavam presentes.

O show foi todo equilibrado e em harmonia, o som agradou até os ouvidos mais exigentes ou inexperientes, mas para não dizer, a aparelhagem falhou com Dudu Pimentel nos instantes finais, durante o bis. Tudo rapidamente contornado, sem prejudicar o brilho da apresentação, arrancando aplausos do público pela desenvoltura e continuidade de Dudu.

Este foi um show em que todos os músicos foram destacados, muitos puderam conferir a força do baixo de Baga e a velocidade de Alex, que costumam ficar injustamente em segundo plano quando se trata da violenta junção dos irmãos Pimentel.

Um show pra marcar a história do Brasil Papaya e ficar na memória de seus fãs que saíram elogiando, mais do que nunca, a grande capacidade desta banda. Um show para deixar saudade... e que mostrou que ainda haverá muito por vir!

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