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Depois de uma longa espera, com quase 2 horas de atraso, os pernambucanos do Silent Moon e Caravellus deram início ao último show de metal na capital pernambucana em 2007. A primeira, Caravellus, teve como novidade, o vocalista Raphael Dantas (ex-Preatcher) fazendo sua estréia. O grupo vem divulgando seu debut "Lighthouse and Shed", por sinal, lançado no Japão. O quinteto fez um curto set, que além das músicas próprias, teve "The Show Must Go on" do Queen e "Of Sins and Shadows" do Symphony X. Um bom show apesar do som embolado. O Silent Moon entrou no palco já super atrasado, pelo horário avançado. O grupo fez um set baseado nas músicas do seu primeiro álbum, chamado "Clandestine". Já bastante conhecida do público pernambucano, a banda levou ao delírio o público, muitos já conhecem as letras e cantam junto. Da mesma forma nas versões de "Hunting High and Low" e "Pull me Under", respectivamente do Stratovarius e Dream Theater. Saem do palco aplaudidos, por terem continuado a tocar mesmo com o problema nos PAs.
A expectativa aumentava e cessou quando, a narração "Just The Begining" ecoou nos PAs, anunciando finalmente o começo do show do Hangar, um pequeno trecho de "The Reason of Your Conviction", interrompida pela fantástica introdução de bateria de "Hastiness", uma pancada logo na abertura. O som estava absurdamente alto, bem como a empolgação da banda no palco, e o pequeno, mas agitado público presente. Na faixa título do novo disco, Nando Fernandes teve de imediato ajuda do público cantando junto os refrões. Uma música que já nasceu hino. O grupo dá boas vindas aos presentes, fala da escolha do nordeste para começar a turnê de divulgação, e continuam com "Captivity". Chega o momento de conferir as antigas na nova voz do Hangar, "Savior" e o clássico "To Tame a Land", que foi cantada em uníssono. Dispensa comentários a performance de Nando; seu vocal se encaixou perfeitamente no estilo do Hangar, sua versatilidade foi fundamental para esse casamento dar certo. A satisfação dos fãs antigos e dos novos, de verem ao vivo a banda, já era nítida, mas a atuação de Fernandes começava a chamar atenção.
Saem do palco por alguns segundos, retornando com máscaras para "Call Me in the Name of Death", música escolhida para o primeiro vídeo clipe. Sem perder tempo, mandam "Forgotten Pictures", por sinal, os vocais, nessa música, atinge níveis altíssimos. Até aqui dava para perceber o entrosamento dos músicos, apesar dos poucos shows feitos. Outro fato a comentar é a evolução da banda como um todo. Indispensável dizer que Aquiles continua sendo o destaque, com sua técnica, licks complexos executados com perfeição. O calor ia aumentando a cada música. Em "Legions of Fate", a temperatura explodiu quando Nando subiu numa arquibancada lateral ao palco e cantou lá de cima com os fãs. Nesse momento ele teve que jogar água, literalmente, no público para acalmar a explosão que ele mesmo causou. Seu carisma aumentava a cada música nova, e em "Forgive Pain" pulou na platéia. Ainda pulou umas três vezes durante toda a apresentação, o público ia ao delírio a cada vez.
Quem já teve oportunidade de assistir algum show com Nando, sabe da similaridade de seus vocais com o Ronnie James Dio, e o primeiro cover, foi "After All", justamente do Black Sabbath. Versão simplesmente impecável. A próxima, "Everlasting is Salvantion", segue a mesma linha da anterior, bem arrastada, com trechos rápidos, destaque para o belo solo de Martinez. Percebendo o público um pouco cansado, levantam novamente com "One More Chance", com seu andamento cativante, destaque para Mello e Laguna nos backing vocals. Chega o momento da apresentação da banda, mas antes, Aquiles aproveita para homenagear alguns fãs. Foram eles: Michely Sobral (do Blog Aquiles Polvo Priester), Delano e o Édipo, fãs do baterista e do Hangar que vieram de outros estados, apenas para acompanhar essa apresentação. É por essas e outras, que o Aquiles tem hoje no Brasil e no mundo uma legião de fãs, sua atenção e lealdade aos fãs o faz ser um dos músicos mais idolatrados no metal nacional. Depois de apresentar os integrantes antigos, por fim, apresenta Nando Fernandes. Pela quantidade de aplausos e gritos ficou comprovado que foi a escolha certa para a banda. A primeira parte do show se encerra com "When the Darkness Takes You", novamente com uma interpretação impecável de Nando, finalizando ao som da narração "...e finalmente encontrei a paz, através da dor de do sofrimento...".
Sem sair do palco, fazem um medley com "Last Time", "Like a Wind in the Sky", "Voices", "Angel of Stereo" e "Absinth", todas do primeiro disco, "Last Time". Uma ótima idéia, pois muitos dos presentes, não conhecem o material desse álbum. Chega o momento da música mais pedida da noite, o clássico "Inside Your Souls", cantada em uníssono. Saem do palco aplaudidíssimos. Voltam para o bis, com "Tears of the Dragon", com refrão de "Run to the Hills", com a participação de Daniel Moura (Silent Moon) e Raphael Dantas (Caravellus), vocalistas das bandas de abertura. Um gesto que agradou tanto aos músicos, como ao público. Finalizam com "Wasted Years", com direito a Nando colocar o baixista Mello em suas costas, como fazia Bruce na turnê do Powerslave, do Iron Maiden. Acaba o show, cumprimentam um a um na frente do palco. Aquiles ainda sobe no PA e lá de cima joga sua disputada baqueta. Mesmo com o show acabado, ainda causaram frisson quando anunciaram que iriam ficar no recinto até o último fã sair com autografo, foto ou merchandise.
O Hangar tem tudo para conquistar em definitivo o país em 2008. O mundo é o próximo passo.
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