Resenha - Kansas (Fort Worth, USA, 18/07/2001)

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Por José Carlos de Lima
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Foi um dos mais emocionantes shows que já vi na minha vida, não sei se porque já tinha ido com a cabeça feita de que iria adorar, ou porque o foi, realmente. Afinal ia conseguir realizar um sonho de mais de 20 anos, e apesar dela nunca ter sido uma das minhas bandas preferidas, tem um lugar especial nas minhas lembranças: Em 79, quando saiu o "Two For The Show" , fui durante dois meses a pé da minha casa pro colégio (eu morava na Ilha Do Governador) pra poupar o dinheiro do ônibus e poder comprar o LP (que era duplo). Este era o quinto ou sexto álbum que comprava na vida. De lá para cá, sem que eu me desse conta, já tinha adquirido toda a coleção, com exceção de três álbuns. Logo, a expectativa era muito grande, e valeu a pena.
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O show rolou num lugar chamado Billy Bob's, que é um bar freqüentado por cowboys (ou por quem pensa ser um), e turistas vestidos como tal. Logo, ao chegar ao local achei meio estranho aquele clima caipirão para um espetáculo como o do Kansas, mas tudo bem - dei a sorte de sentar bem próximo ao palco. Alias, eu e minha esposa devíamos ser o casal mais jovem ali presente...

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Entra a banda no palco, cuja formação atual, pra quem não sabe, é Steve Walsh (teclados/vocal), Robby Steinhardt (violino/vocal), Rich Willians (guitarras), Phil Ehart (bateria) , e Billy Greer (baixo/backing vocal). Pena que Kerry Livgren prefira ficar meditando na sua igreja a excursionar com a banda...

Abriram com "Mysteries And Manhem/Paradox" e "Icarus II" (ao vivo esta canção fica ainda mais bonita). Emendaram com "Icarus" e "Miracles Out Of Nowhere" ! Haja coração! A platéia começava a se soltar, cantando todas as canções. Daonde eu estava não dava pra saber se o local estava lotado ou não, mas tive a impressão que sim, pois não conseguia ver nenhum espaço vazio.

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Na seqüência rolaram "The Wall", uma dobradinha do novo álbum, "Bizantium/Look At The Time", "Hold On" e um dos clímaxes do show, pra mim: "Journey From Maria Bronn", inteirinha, como na versão de estúdio. Como toca o violinista, impressionante. Alem do que ele assumiu o papel de líder no palco, pois o S. Walsh teve de assumir todos os teclados (que antes eram tarefa do sr. Livgren).

Continuando, rolam "Point Of Know Return", "Portrait/Magnum Opus" (mais uivos da plateia), a sessão propaganda de cigarros "Fight Fire With Fire/Play The Game Tonight", e pra terminar e arrasar de vez, "Dust In The Wind" e "Carry On Wayward Son". Esta última, só como curiosidade, é uma das musicas (ainda) mais tocadas, nas estações de classic rock, de todos os tempos, pois todo mundo por aqui a conhece.

Apesar dos inúmeros aplausos, a banda não retornou para o bis, mas depois de 90 minutos como estes isto não era necessário. Para fechar a noite, Robby apareceu atrás do palco para a inevitável sessão de autógrafos. Ao pegar o meu, tentei dialogar com ele pra saber se existe interesse de tocarem no Brasil, etc, mas como sempre acontece neste momentos, não consigo falar mais de uma frase. So disse que era do Brasil, ao que ele me respondeu, antes de atender a outros malucos, "Brasil? You lost your turn...".

Por várias vezes achei que o Rich Willians ia ter un treco e passar mal durante o show. A fisionomia dele dava a impressão de estar fazendo um enorme sacrifício de estar ali. Está enorme de gordo.

O Robby é realmente uma simpatia, dava pra sentir que ele estava realmente gostando de estar ali, o mesmo não se aplicando ao Steve Walsh, que chegou, tirou os óculos e a pochete, colocou perto do teclado, cantou pra cacete, não dá para negar, mas assim que a última musica terminou, pegou os tais óculos e a tal pochete, e se mandou, não deu a mínima para os agradecimentos.

Set List:

Mysteries And Manhem
Paradox
Icarus II
Icarus
Miracles Out Of Nowhere
The Wall
Bizantium/Look At The Time
Hold On
Journey From MariaBronn
Point Of Know Return
Portrait/Magnum Opus
Fight Fire With Fire
Play The Game Tonight
Dust In The Wind
Carry On Wayward Son

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