Dr. Sin: "Intactus" é uma nova aula de Rock da banda

Resenha - Intactus - Dr. Sin

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Por Ricardo Pagliaro Thomaz
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Nota: 8

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Aqui está o novo lançamento do Dr. Sin. Faz um tempo que eu já acompanho os brasileiros dessa banda que é uma das minhas favoritas aqui no país. Uma das características que eu acho que delineou o som da banda de forma bem legal é o fato dos caras não se prenderem em tendências ou modismos. Eles tem suas influências, quem já ouviu o álbum Listen to the Doctors vai conhecer algumas. São bons no que fazem e fazem isso bem, Hard Rock sem frescuras.
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No entanto eu que venho acompanhando a banda desde sempre, percebi também que não houve tanta evolução no som deles quanto eu esperava. O disco novo é muito legal e divertido, como sempre, mas eu creio que falta à banda ultimamente aquele espírito aventureiro dos primórdios, que perdurou até o álbum Dr. Sin II, de se reinventar. Eu gosto muito dos caras, sempre vou ser fã, mas eu queria ver um disco novo da banda que seja tão épico quanto Brutal ou o próprio Dr. Sin II, com sabores novos de som. Dos últimos discos, meu favorito ainda é o Bravo.

Enfim, Intactus veio também estranhamente com menos faixas, só 10! Tudo bem, qualidade acima de quantidade, sou totalmente a favor deste discurso, mas mesmo assim achei esquisito, porque a banda sempre recheia o disco deles com 12, 14, 16 boas músicas. Mas as músicas são bacanas, como sempre a banda dá um show de competência. De cara já curti a abertura do disco, "Saturday Night", bem festiva e acelerada. Outro destaque muito legal é "Soul Survivor", ritmo mais compassado e letra bacana, refrões pegajosos e ótimos arranjos. "This Is the Time" também é uma de minhas favoritas aqui, com seus arranjos de balada e trabalho melódico muito bom, o acompanhamento acústico de back também é bacana.

"The Big Screen", outra acelerada e com aquele trabalho de solo característico de Ardanuy em sua guitarra, bem shredder, é outro bom destaque. "Set Me Free" mostra novamente a grande influência do Zeppelin no som do grupo, as estrofes lembram bastante "Black Dog". Como último destaque do disco, "Without You", bonita e bem arranjada, mas olha, me lembra muito uma música do Journey! Não consigo agora me lembrar exatamente qual, mas que lembra, lembra, especialmente no refrão. As demais do disco são basicamente o Dr. Sin sendo o Dr. Sin, e seu som inconfundível. Bacana e divertido, um disco bem descompromissado, mas como eu disse antes, gostaria de ver a banda de volta com algo épico, bastante marcante, arriscando mais.

Quem sabe em um próximo disco? No momento, vou fechando aqui e recomendando a você esta nova aula de Rock do Dr. Sin, aguardando para vê-los em breve por aí. Eles estão, sem sombra de dúvidas, entre as melhores coisas do Hard Rock brazuca e espero que continuem sempre em frente, nos proporcionando seu ótimo e competente som.

Intactus (2015)
(Dr. Sin)

Tracklist:
01. Saturday Night
02. How Long
03. We’re Not Alone
04. Soul Survivor
05. The Great Houdini
06. This Is The Time
07. The Big Screen
08. Set Me Free
09. Without You
10. Fight The Good Fight

Selo: Unimar Music / Voice Music

Dr. Sin é:
Andria Busic: baixo e voz
Edu Ardanuy: guitarra
Ivan Busic: bateria e voz

Discografia:
- Intactus (2015)
- Animal (2011)
- Original Sin (2009)
- Bravo (2007)
- Listen to the Doctors (2005)
- Dr. Sin II (2000)
- Insinity (1997)
- Brutal (1995)
- Dr. Sin (1993)

Site oficial:
http://www.drsinofficial.com

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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

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