Black Label Society: Álbum traz uma nova sonoridade

Resenha - Catacombs of Black Vatican - Black Label Society

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Luiz Felipe Lima
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Imagem
Eu estava bastante ansioso para o novo álbum do Black Label Society quando este foi anunciado. Com o forte nome de Catacombs of the Black Vatican, eu esperava um disco tão ou mais pesado que seus antecessores, seguindo a linha do "heavy metal com sotaque sulista" de seus álbuns mais recentes.
Ozzfest: vídeo resumo de 2016 com Sabbath, Disturbed, MegadethLemmy: "Uma virgem engravida de um espírito? É estúpido!"

É verdade que os primeiros álbuns da banda eram muito mais próximos de um Southern Rock com fortes influências do Black Sabbath, porém desde o lançamento do disco 1919 Eternal, a banda entrou em franca transformação. O Southern Rock de antes deu lugar a um Heavy Metal rápido e direto, gerando trabalhos bastante promissores - como o próprio 1919 Eternal e também o disco The Blessed Hellride - e cujo ápice se deu no disco anterior, Order of the Black - o trabalho mais pesado e consistente da banda.

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Logo, era de se esperar que esse disco seguisse essa mesma linha, o que, aliado ao ótimo trabalho que foi o Order of the Black, apenas aumentou mais as minhas expectativas. E foi aí que eles lançaram o primeiro single.

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Sabe quando você tem a sensação de que tem algo faltando? A música não é ruim - é até bem equilibrada e não tem tanta guitarra quanto as músicas da banda costumam ter - mas parecia extremamente deslocada. Ainda assim, preferi manter as esperanças de que era apenas uma balada qualquer e que o disco seria tão pesado quanto o seu antecessor. Porém, devo dizer que não é.

Este é um disco bastante diferente dos trabalhos mais recentes do Black Label Society. Sai a velocidade característica da banda e entram músicas mais cadenciadas, onde há um groove muito mais latente do que o normal, mais próximo dos primeiros discos da banda.

Outra característica marcante deste álbum é a falta de peso: as guitarras de Zakk Wylde nunca soaram tão leves. Até nas músicas mais rápidas que normalmente viriam com guitarras carregadas de distorção - como em Heart of Darkness - a performance de Zakk se dá de maneira mais contida do que em seus álbuns anteriores, o que é interessante justamente por um dos grandes problemas da banda ser o excesso de guitarras. Mesmo assim, não é este o motivo do álbum ser apenas mediano.

Apesar da quebra de expectativa por não ser um álbum pesado, o grande problema desse álbum é mesmo o quanto ele é esquecível. As músicas não são chatas, mas soam como se a banda inteira estivesse no piloto automático. É como se o disco não fosse ruim o bastante para você odiá-lo, mas também não fosse bom o bastante para você querer ouvi-lo mais vezes. Pensou em álbum nada? Eu também. Mas deixemos isso para lá e vamos ao faixa-a-faixa.

O disco começa com Fields of Unforgiveness, cujo riff inicial lembra bastante o de Fire it Up, do disco Mafia. Com um bom solo e um bom refrão, a música é interessante, porém não tem o apelo que poderia ter. A seguir vem My Dying Time e Believe, que com o seu ritmo cadenciado dão um ótimo parâmetro de como será o disco.

Logo depois vem a primeira balada, Angel of Mercy. Zakk Wylde sempre fez ótimas baladas (vide o seu álbum de acústicas Book of Shadows, uma ótima pedida para uma tarde de domingo ociosa), mas essa infelizmente soa bastante genérica - principalmente quando comparada com as melhores baladas que Zakk já produziu (cof, {{Road Back Home}} cof!). Zakk Wylde também se auto-plagia e rouba um pedaço do solo da música Sold My Soul para colocar aqui - mas isso não é um problema, uma vez que até Randy Rhoads já fez isso.

A seguir vem a já comentada Heart of Darkness, que é bem próxima dos lançamentos anteriores da banda, mas por ter um refrão insosso e repetir o riff muitas vezes, acaba se tornando maçante. Beyond the Down é provavelmente a música mais legal de todo o disco. Ela tem o clima mais calmo e cadenciado desse novo lançamento mas também tem um ótimo riff, que remete diretamente aos discos mais pesados da banda, sendo um meio termo bastante agradável e por isso mesmo surpreendente.

E sob o nome de Scars vem a segunda balada do álbum. Ela não possui o apelo que baladas normalmente possuem, mas é bastante relaxante e intimista, e com um solo daqueles que há muito tempo Zakk Wylde não fazia. Damn the Flood é a música mais rápida do disco, com Zakk fazendo os vocais rasgados que só ele sabe fazer. Logo depois vem I've Gone Away e seu riff incrivelmente pesado para os padrões desse álbum - mas que ainda assim não corresponde à sonoridade cadenciada que a música possui.

Logo em seguida temos Empty Promises, que possui um ótimo refrão e traz aquele apelo tão presente nas músicas do Black Label Society e tão em falta nesse disco. E fechando vem Shades of Grey, uma balada que me lembrou bastante alguns cantos de igreja (!), o que provavelmente se deve ao seu refrão em coro. É uma balada interessante e que foge do lugar comum, mas que talvez ficasse melhor se não fosse tão longa.

Catacombs of the Black Vatican traz uma nova sonoridade e surpreende por seguir um caminho diferente. Talvez essa mudança de ares dê um novo gás à banda e seja o pontapé inicial para outros petardos virem. Se você não é fã do que o Black Label Society já fez até aqui, talvez o estilo deste novo disco lhe apeteça - mas é melhor ouvi-lo aguardando pelo próximo lançamento.

Matéria originalmente publicada no site Delfos
http://www.delfos.jor.br

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Outras resenhas de Catacombs of Black Vatican - Black Label Society

Black Label Society: Mais um belo trabalho concebido por Mr.WyldeBlack Label Society: Disco mantém o nível de qualidade da bandaBlack Label Society: Carregando a chama do rock pesado

Ozzfest: vídeo resumo de 2016 com Sabbath, Disturbed, MegadethTodas as matérias e notícias sobre "Black Label Society"

Lars Ulrich
Ele deu mijo de Zakk pros fãs beberem?

Zakk Wylde
Se Ozzy pedir levo ovos, leite e limpo o cocô do cachorro

Ozzy Osbourne
Uma garrafa d'água que custou 80 mil

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Zakk Wylde"Todas as matérias sobre "Black Label Society"

Lemmy
"Uma virgem engravida de um espírito? É estúpido!"

Pantera
Namorada de Dimebag fala mais sobre Phil Anselmo

Metal Rules
Os 100 melhores álbuns em pesquisa de 2003

Iron Maiden: fatos estranhos na gravação de The Number Of The BeastBlack Metal Cristão: site elege 7 bandas que todos tem que ouvirSebastian Bach: Afinal, por que ele não entrou no Priest?Letras Estúpidas 2: o mais tosco e vulgar no Rock nacionalAndreas Kisser: quem se importa com o que Max pensa?Roger Moreira: "Jovem é de esquerda quase que 100% porque o pai sustenta"

Sobre Luiz Felipe Lima

Depois de ficar louco com o Ritualive do Shaman nos primórdios dos anos 2000, a sua trajetória no Metal apenas se intensificou. Fã inveterado de Pantera, aprendeu rápido que é possível achar música boa desde Death até Europe, e escreve para que cada vez mais pessoas consigam perceber que não se pode ter uma mente pequena se você quiser conhecer grandes músicas.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online