Black Label Society: Disco mantém o nível de qualidade da banda

Resenha - Catacombs of Black Vatican - Black Label Society

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Por João Paulo Linhares Gonçalves
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Após o lançamento do último álbum de estúdio, "Order Of The Black", em agosto de 2010, o Black Label Society excursionou bastante, promovendo o lançamento, e chegou a passar duas vezes pelo Brasil: em agosto de 2011 e em novembro de 2012. Durante este tempo, a banda também lançou um álbum de sobras de estúdio - "The Song Remains Not The Same", de 2011 - e um álbum ao vivo - "Unblackened", em 2013. Apesar de toda a atividade, os fãs do grupo estavam ansiosos por um novo álbum de estúdio, com composições frescas, que viu a luz do dia no mês passado, abril.

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O álbum trouxe a marca de ser o primeiro sem a presença do parceiro guitarrista Nick Catanese, com a banda desde sua formação (o guitarrista Dario Lorina foi anunciado como seu substituto). Também foi o primeiro (e talvez o último) a contar com o baterista Chad Szeliga, que já deixou a banda - foi substituído por Jeff Fabb (quanta troca de baterista - Jeff é o quarto (!!!) a assumir as baquetas do grupo desde a saída de Craig Nunenmacher, em 2010).

Zakk resolveu apostar na máxima "em time que está ganhando não se mexe" e manteve a sonoridade do álbum (Zakk produziu o álbum) bem próxima dos lançamentos anteriores: muito peso, solos inspirados e fortíssima influência de Led Zeppelin e Black Sabbath, mesclando as canções mais rápidas e pesadas com intervenções acústicas - luz e sombra, como o mestre Jimmy Page ensinou. Outra característica mantida é a qualidade dos riffs: desde o primeiro single, "My Dying Time", passando por "Heart Of Darkness", "Beyond The Down" e "Damn The Flood", todas mantendo a rifferama que sempre podemos encontrar num disco do Black Label Society. No lado das baladas lentinhas, o grande destaque fica com "Angel Of Mercy", bela melodia e um leve arranjo de fundo complementando muito bem a canção. Zakk está segurando bem a onda de cantar, talvez um de seus melhores registros em estúdio como cantor. Os maiores destaques, no entanto, ficam para as canções que apostam no peso, e destas eu destaco "Believe", riff sereno com um timbre de guitarra perfeito, a melhor do disco para mim; "Damn The Flood", outro belo riff e andamento; e "Empty Promises", uma canção que transborda um clima sabbathico. No final da audição, fica a sensação de que o disco manteve o nível de qualidade da discografia da banda e não decepcionará os fãs da banda.

Quem adquirir a versão deluxe do álbum ganha duas faixas bônus: "Dark Side Of The Sun", que mais parece uma sobra do "Volume 4" do Black Sabbath, tamanha a influência; e a lentinha "The Nomad", com qualidade superior a várias baladas presentes no disco, deveria ter entrado como faixa principal. Se você é fã de Black Label Society, com certeza não se desapontará com este novo lançamento da banda - ele aposta em manter a sonoridade com composições fortes e de qualidade. Uma aposta que levou o álbum a estrear na quinta posição da parada norte-americana, uma posição abaixo do lançamento anterior. Lembrando que a banda já tem uma pequena turnê agendada para o Brasil em agosto: dia 08 no Circo Voador, Rio de Janeiro; dia 09 no Via Marques, em São Paulo; e dia 10 no Master Hall, Curitiba (locais e datas tirados do site oficial da banda). Esta será a quarta passagem do grupo pelo Brasil!

Relação das músicas:
1 - "Fields Of Unforgiveness"
2 - "My Dying Time"
3 - "Believe"
4 - "Angel Of Mercy"
5 - "Heart Of Darkness"
6 - "Beyond The Down"
7 - "Scars"
8 - "Damn The Flood"
9 - "I've Gone Away"
10 - "Empty Promises"
11 - "Shades Of Gray"
Faixas bônus (versão deluxe):
12 - "Dark Side Of The Sun"
13 - "The Nomad"

Alguns vídeos:

"My Dying Time":

"Believe":

"Empty Promises":

Confira esta e outras resenhas no blog Ripando a História do Rock: http://ripandohistoriarock.blogspot.com.br. Até a próxima!!


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Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

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