Resenha - Dark Ages - Soulfly

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Resenha - Dark Ages - Soulfly


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Max Cavalera sempre foi “O” cara. Pelo menos até o sacrilégio de deixar o Sepultura, após o excelente “Roots”. Não que ele tenha deixado de ser o tal do “O” cara, mas é possível dizer que só no fim de 2005, com seu quinto álbum do Soulfly, “Dark Ages”, é que ele voltou a achar o ponto exato para fazer aquele som que todos os seus fãs esperam ouvir.

Nota: 9

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

Imagem
Do início, nos contestados “Soulfly” e “Back to the Primitive”, a banda começou realmente a evoluir depois de “3” e, principalmente com “The Prophecy” (2004), quase uma prévia deste recente lançamento.

A comparação entre os dois últimos discos se faz necessária. “Dark Ages” tem muito do seu antecessor, mas de forma melhorada, bem mais direta, trabalhada e, claro, com a agressividade de Max e sua turma lá em cima. Por falar nos companheiros, o vocalista/guitarrista/líder tem no trio talentoso – Marc Rizzo (guitarra), Bobby Burns (baixo) e Joe Nunez (bateria) - um dos pilares que fez o Soulfly chegar aonde está hoje (mais precisamente no estúdio, gravando seu sexto álbum!).

O novo álbum mostra uma sucessão de faixas em que a peteca nunca cai. Tem de tudo: faixas à la Sepultura, como a bombástica “Babylon”, que já abre o álbum quebrando tudo. Baseada num riff simples, mas pesado e eficiente, e com uma guitarrinha sempre “brincando”, a faixa apresenta Max em grande forma quanto aos seus vocais (quem não reconhece quando ele abre a boca?). É como se o mineiro não sentisse os 38 anos que carrega sobre os ombros.

Falar de destaques em um álbum de 17 faixas e 74 minutos seria quase absurdo, até pela qualidade dos sons. Mas algumas se sobressaem, como “I and I”, um Thrashão nervoso, o bom trabalho de guitarras em “Arise Again” – não, nada a ver com a que deu nome ao álbum do Sepultura! – e as linhas de guitarra quase Death de “Corrosion Creeps”.

Claro que o brasileiro não deixa de soltar seus cachorros, como nos palavrões em português de “Molotov”, o que parece quase obrigatório em um CD de Max, apesar de já não ter nada de original. Diferente, desta vez, foram as participações de Paul Fillipenko e Billy Milano na faixa, ambos no vocal, dando um ar ainda mais hardcore.

Outra participação, especialíssima, mas que já veio do quarto álbum é a do ex-Megadeth David Ellefson na modernosa “Riotstarter” (e dá-lhe “Zumbi é o senhor das guerras”, de novo!)

Já “Frontlines” tem um riff rápido e mais, digamos, elaborado, perfeitos para bater cabeça, e muitas mudanças de tempo. Uma dos melhores do CD. Se alguns tinham estranhado o reggae de “Moses”, no “The Prophecy”, ele resolveu chamar o vocalista Nemanja "Coyote" Kojíc (da banda sérvia Eyesburn) para “Innerspirit” e não exagerou na dose, numa música que acabou tendo um clima muito legal, pesada, mas com um bom efeito dos instrumentos de sopro.

Por falar nos sérvios, o leste europeu foi uma grande influência de Max para “Dark Ages”, como se vê naquela tradicional faixa world music, para encerrar o disco. Simplesmente intitulada “Soulfly V”, tem mais de 10 minutos com aquilo que os fãs até devem ter se acostumado nos álbuns do primogênito Cavalera - violões, elementos eletrônicos e etc. Claro que os climas estão em muitas das faixas, mas desta vez Max dosou bem melhor suas viagens, que (sinceramente!) passam até despercebidas.

Vale destacar ainda a capa, grande trabalho assinado por Michael Whelan, que passa um pouco deste lado sombrio, da “Era Sombria”, e tem uma imagem bem agressiva.

Enfim, vale a pena ouvir o CD todo, realmente, para ver que o cara acertou a mão. E para sentir ainda um pouco da energia do Soulfly no palco (uma vez que o Sr. Cavalera insiste em não aparecer pelo Brasil) há duas bônus ao vivo: “The Prophecy”, do último álbum, e “Seek N’ Strike”, do “3”.

Por falar em música boa, se o Soulfly pegou no tranco, imagine o que vai sair da reunião com o irmão I(g)gor no Cavalera’s Conspiracy...

Formação:
Max Cavalera - Guitarra e vocal
Marc Rizzo - Guitarra
Joel Nunez - Bateria
Bobby Burns - Baixo

Track List:
"The Dark Ages" – 0:48
"Babylon" – 3:53
"I and I" – 3:15
"Carved Inside" – 3:35
"Arise Again" – 4:10
"Molotov" – 1:57
"Frontlines" – 4:34
"Innerspirit" – 5:15
"Corrosion Creeps" – 4:26
"Riotstarter" – 5:00
"Bleak" – 4:56
"(The) March" – 1:18
"Fuel the Hate" – 4:12
"Staystrong" – 8:13
"Soulfly V" – 10:50
Bônus
"Prophecy" (Live) – 3:27
"Seek 'n' Strike" (Live) – 4:14

Lançamento nacional - Rock Brigade/Laser Company

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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