Pain of Salvation: Performance magistral na capital paulista

Resenha - Pain of Salvation (Carioca Club, São Paulo, 04/06/2015)

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Por Diego Camara
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É difícil não esperar das bandas de progressivo e suas vertentes apresentações abaixo da perfeição. Dada a extrema qualidade dos seus músicos, sempre ótimos instrumentistas, é raro ver algo dar errado em um show como este. E apesar dos problemas, da falta de tempo e da rapidez do show, os suecos do PAIN OF SALVATION entregaram um belíssimo repertório aos fãs que foram ao Carioca Club no feriado de quinta-feira. Confira abaixo os principais detalhes do show, com o registro das imagens de Fernando Yokota.

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Fotos: Fernando Yokota. Set completo em fb.com/fernandoyokotafotografia

A fila era grande na porta do Carioca Club desde cedo, dando sinais de que seria mais um show com grande lotação em São Paulo. As portas se abriram bem depois do combinado, o que acabou atrasando um pouco o cronograma da apresentação. Conforme foi informado, a banda sueca acabou chegando muito encima da hora para a apresentação pois o voo que iriam pegar acabou cancelado. O atraso, assim, se deu para que o público acabasse não sendo prejudicado por isto.

A abertura do show ficou novamente a cargo da banda SEVENTH SEAL. Infelizmente eles acabaram, pelos problemas técnicos, tendo uma apresentação que não é digna da qualidade que a banda já apresentou em outros shows de abertura. O som muito alto, os instrumentos extremamente embolados e apenas quatro músicas depois a banda já estava saindo do palco. Foram, porém, bastante aplaudidos pela vontade mostrada no palco e o carinho dos fãs. Aos que não conhecem a banda, não se deixem levar pela apresentação, pois o som destes caras é realmente muito bom, em especial “Mechanical Souls”, último disco da banda lançado em 2014.

A banda subiu ao palco as 19h15m, quando a música “Remedy Lane” começou a ser tocada como introdução ao show. Rapidamente Gildenlöw e companhia subiram ao palco para uma sequência de músicas deste clássico álbum, que este ano completou já 13 anos de vida. De “Of TwoBeginnings” até “A Trace of Blood”, a banda arrasou em todos os sentidos. O som estava realmente bastante afinado, com a potência exata. Isso trouxe ao show o ambiente perfeito, tanto nos momentos mais baixos da música quanto nos solos e refrãos, mais potentes.

E entre os instrumentos e a insanidade das músicas, a voz de Daniel Gildenlöw ainda continua distintiva como sempre, e ela dá o tom para a força do Pain of Salvation no palco. Sua saúde esta perfeita, e em ótima condição ele comandou no palco tanto a banda quanto o público, com destaque para “Linoleum”, música do “Road Salt One” que demanda muita qualidade na voz por suas variações.

E para mostrar que estava ótimo, o vocalista ainda teve um bom papo com o público. Agradeceu aos presentes que tem recebido, pois no dia 5 de junho completaria 42 anos. O público cantou “Parabéns”, deixando Daniel bastante contente. Bem humorado que estava, resolveu ainda perguntar se algum fã bastante rico que estivesse no show não poderia lhe dar um Mustang, um pequeno mimo. Ao receber uma flor de uma fã, ficou bastante sem jeito.

A banda então fecharia seu show com a bela instrumental “Dryad of the Woods”, seguida de “Beyond the Pale”, outras duas excelentes músicas do álbum “Remedy Lane”. A banda cantou junto e aplaudiu demais a banda no final. Rapidamente, a banda ainda voltou para um bis com as músicas “Ashes” e “The Physics of Gridlock”, uma das melhores músicas da banda nesta nova fase da carreira.

Destaque negativo ficou para o comprimento do show, especialmente se comparado com os setlists divulgados em outras apresentações da banda nesta turnê. Com duas músicas a menos, o público teve em São Paulo um show bem menor que nas outras cidades, o que foi uma pena. Porém, o que foi apresentado pela banda em São Paulo é digno do que se espera do gabarito do Pain of Salvation, que continua uma banda de extrema excelência.

Pain of Salvation é:
Daniel Gildenlöw – Vocal e guitarra
Ragnar Zolberg – Guitarra e vocal
Gustaf Hielm – Baixo
Daniel Karlsson – Teclado
Léo Margarit – Bateria e vocal

Setlist:
Intro: Remedy Lane
1. Of Two Beginnings
2. Ending Theme
3. Fandango
4. A Trace of Blood
5. Linoleum
6. ! (Foreword)
7. People Passing By
8. 1979
9. Rope Ends
10. Dryad of the Woods
11. Beyong the Pale
Bis:
12. Ashes
13. The Physics of Gridlock

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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