Resenha - Slash (Fundição Progresso, Rio de Janeiro, 02/11/2012)

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Por Rodrigo Simas
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Vindo para o Brasil como parte da turnê de divulgação do excelente “Apocalyptic Love”, Slash deve ter se surpreendido positivamente com a recepeção dos cariocas. Mesmo o início de uma chuva fina, na noite bastante nublada no Rio de Janeiro, não foi capaz de assustar o público, que compareceu em massa: fazia tempo que não via a Fundição Progresso tão cheia em um show de rock.

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Transmitida ao vivo pela Multishow (havia câmeras por todos os lados, gruas, e até a pista foi tomada parcialmente com os equipamentos da emissora), a apresentação foi iniciada pouco depois de 9:30 da noite, com os fãs já ansiosos para receber o icônico guitarrista e sua banda. Luzes apagadas, gritaria geral e uma voz apresenta Slash, que entra no palco e já dispara o riff inicial de “Halo” para delírio de quem aguardava esse momento.

A música foi cantada por todos, mostrando como o novo trabalho de estúdio foi bem recebido pelos fãs. A segunda, “Nightrain”, primeiro clássico do Guns N’ Roses da sequência, faz a casa ir a baixo, mas a banda não para por aí e emenda as ótimas “Ghost”, “Standing In The Sun”, “Back From Cali” e “Been There Lately” (do Slash’s Snakepit) conseguindo mesclar o repertório de maneira convincente.

As próximas do Guns, “My Michele” e “Rocket Queen”, mostram o porque de Miles Kennedy ser o vocalista perfeito para estar com Slash: sua interpretação é tecnicamente impecável, alcançando todas as notas com perfeição, conseguindo emular a voz de Axl Rose e manter sua identidade ao mesmo tempo, mostrando um respeito absoluto pelos clássicos do antigo grupo de seu chefe.

A baixista Todd Kerns toma conta dos vocais para “Doctor Alibi” e “You’re Crazy”, com competência de sobra e muita presença de palco. O público, que continuava pulando e cantando, ainda viu uma bela versão de “Starlight”, aplaudiu uma jam com Slash sendo o centro das atenções (quando ele não é?) e vibrou quando Miles Kennedy abriu a primeira bandeira do Brasil no palco, durante “Anastasia”.

Depois de “You're a Lie”, um dos momentos mais esperados, quando as primeiras notas de “Sweet Child O' Mine” deram início a uma catarse coletiva, em um daqueles momentos que você percebe que o rock atravessa gerações: ali estavam fãs adolescentes a quarentões, pessoas que viram o Guns N’ Roses clássico na ativa e outras que estavam vendo Slash pela primeira vez, e todos estavam emocionados.

Antes da última, era hora de introduzir a banda, que ainda conta com o guitarrista Frank Sidoris e o baterista Brent Fitz. “Slither”, a única do Velvet Revolver, fecha o set principal, com o grupo saindo ovacionado do palco. Na volta, Slash aparece conversando com os outros membros e vai ao microfone pra dizer “just because you guys are fucking great!”: Miles sai, dando espaço novamente para Todd Kerns cantar, e eles puxam uma inesperada “Welcome To The Jungle”, que não estava prevista no show!

Se isso tudo não bastasse, “Paradise City” encerra a apresentação de forma apoteótica, com direito a chuva de papel picado e muita fumaça. No final da noite, fica claro que é Slash quem mantém vivo o espiríto do Guns N’ Roses original, e como essa banda – gostem ou não – foi importante para a música mundial. Depois de agradecer novamente a presença de todos, os músicos saem um a um do palco, com a certeza de que acabaram de fazer um grande espetáculo.

Setlist:
Halo
Nightrain (Guns N' Roses)
Ghost
Standing in the Sun
Back From Cali
Been There Lately (Slash's Snakepit)
My Michelle (Guns N' Roses)
Rocket Queen (Guns N' Roses)
Bad Rain
Not for Me
Doctor Alibi (Todd Kerns cantando)
You're Crazy (Guns N' Roses) (Todd Kerns cantando)
No More Heroes
Starlight
Blues Jam
Anastasia
You're a Lie
Sweet Child O' Mine (Guns N' Roses)
Slither (Velvet Revolver)
Bis:
Welcome to the Jungle (Guns N' Roses)
Paradise City (Guns N' Roses)

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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua…

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