Slash: seguindo em frente, sem viver somente de passado
Resenha - Slash (Fundição Progresso, Rio de Janeiro, 02/11/2012)
Por Suellen Carvalho e Eduardo dutecnic
Postado em 04 de novembro de 2012
Um show divertido e brilhante de quase duas horas no Rio de Janeiro.
Nova passagem do Slash pelo Brasil, sendo este o primeiro show da tour pela América do Sul (conforme a agenda de shows do blog) e também o início da última perna da ’2012 Apocalyptic Live tour’. Nesta noite de feriado e chuva no Rio, Slash estará acompanhado novamente na formação "featuring Myles Kennedy And The Conspirators" e com um setlist um pouco diferente do que tivemos ano passado, visto que esta é a tour do álbum Apocalyptic Love, que debatemos aqui no último podcast do Minuto HM.
O show começou 5 minutinhos após o horário marcado, às 21h35, com 'Halo', do 'Apocalyptic Love', que se mostrou uma ótima faixa para este momento. Ainda sob a empolgação da primeira música, a banda emendou logo com 'Nightrain' do 'Appetite For Destruction', dando o tom do que seria aquela noite: um set, em grande parte, dividido por faixas do ótimo último álbum e do clássico do Guns N' Roses.
Porém trabalhos com outras parcerias do Slash não ficaram de fora e o que veio em seguida foi 'Ghost', que no álbum 'Slash' tem o vocal gravado por Ian Astbury, e 'Standing In The Sun' do último disco. Slash construiu uma carreira tão sólida após os seus anos de Guns N´Roses que consegue fazer um show repleto de músicas de todas as suas parcerias e bandas por onde passou, sempre com ótima aceitação da platéia que celebra e canta com empolgação não somente as músicas de sua mais famosa banda mas também destes outros trabalhos do guitarrista como acontece em 'Back From Cali' - com um ótimo trabalho de backing vocal feito pelo baixista Tod Kerns - e 'Been There Lately', esta última do Slash's Snakepit.
Mais músicas do Appetite no set, numa sequência com 'My Michelle' e, a minha preferida de toda a discografia do Guns N' Roses, 'Rocket Queen', que nesta versão ao vivo ganhou um longo solo (com o restante da banda até um pouco "entediada" fazendo a base para o guitarrista brilhar heheh) até a volta da música para o refrão. Após esta, enfim a primeira interação de Myles Kennedy direto com o público, reflexo de sua personalidade um pouco introvertida. Mas também nada demais, somente a chamada de mais uma de 'Apocalyptic Love', 'Bad Rain', executada com perfeição, com riffs, solos, viradas de bateria, backing vocals todos no lugar como na gravação do disco, prova do ótimo entrosamento que existe entre os membros da banda. Aliás, esta precisão na execução das músicas do último disco é uma feliz característica deste show, como mostrou a canção que veio a seguir, trazendo um dos momentos mais bonitos da noite com 'Not For Me', que contou com o surpreendente apoio da platéia cantando a música, mostrando a força do último disco da banda. Nesta, destaque absoluto para o vocal de Myles que cantou de forma perfeita.
O baixista Tod Kerns assume os vocais para o momento mais pesado e punk do show com 'Dr Alibi' e, sem pausa para respirar, emenda com 'You're Crazy', com Kerns caprichando no falsete, rs. Myles volta rapidamente para a divertida e grudenta 'No More Heroes' que deixou o seu refrão ecoando na minha mente o resto da noite ("When your heroes, turn to the enemy...") e 'Starlight', mais uma música "nova" bastante comemorada pelos fãs.
Após 'Starlight' é o momento de Slash mostrar todas suas influências de blues numa linda jam com sua banda, emendando com a melhor faixa de 'Apocalyptic Love', 'Anastasia', que termina com mais um longo solo onde Myles pega sua guitarra para dividir a base com o outro guitarrista, Frank Sidoris. E mais uma vez, bem direto ao ponto e sem pausa para respirar, o single 'You're A Lie', a última faixa do disco novo a ser executada naquela noite, com Myles e Tod caprichando novamente nos vocais.
Mais um grande momento da noite 'Sweet Child O' Mine', com uma platéia tão empolgada que conseguiu abafar totalmente o vocal de Kennedy e cantou inclusive as partes que eram somente solo de guitarra. Slash, por sua vez, esforça-se em tocar os solos de forma perfeita, como na gravação original! A primeira parte do show é encerrada com a apresentação dos integrantes da banda e 'Slither' do Velvet Revolver.
A banda volta ao palco aos gritos de "Slashê, Slashê" e para o BIS, a surpresa: Slash fala algo no ouvido de Myles e anuncia no microfone que farão algo que não havia sido planejado para aquela noite mas que farão porque os fãs daquele dia são demais. Basta Slash "ameaçar" o riff de de 'Welcome To The Jungle' para levar os presentes à loucura. Novamente, o baixista assume os vocais. Uma incrível versão! Mas deixaram de fora Fall To Pieces que estava no set list que o Multishow vazou antes do show, infelizmente.
Paradise City, em clima total de festa, como não podia ser diferente, encerra o show com grande destaque para Myles e seu vocal excepcional mesmo no final de um show de 2 horas. Chuva de papel picado completou o clima.
Slash mostrou que está muito bem servido com Myles Kennedy e seus Conspirators em um show divertido e vibrante de quase 2 horas, repletos de clássicos, do Guns ou não, e comprovando a força de suas músicas novas. Ao contrário de uns e outros que preferem ser cover de si mesmo, Slash segue em frente com sua carreira, sem viver somente de passado. A banda ainda passará por Brasília, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Não deixe de conferir este incrível show, se puder. E uma ótima dica para Roberto Medina para o cast do Rock in Rio 2013. Quem sabe?
Para ver a cobertura pré-show, o vídeo com o show COMPLETO, fotos, ingresso e o setlist, além das "twittadas" antes e depois do show dos membros da banda, acesse a matéria original no Minuto HM.
http://minutohm.com/2012/11/02/cobertura-minuto-hm-slash-no-rj/
Outras resenhas de Slash (Fundição Progresso, Rio de Janeiro, 02/11/2012)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
Quando Robert Plant enquadrou uma banda por plágio e levou o troco na mesma hora
Jennifer Finch, baixista da L7, morre aos 59 anos devido a um câncer cerebral
A canção de Alice Cooper que ajudou a mudar os rumos do rock nos anos 70
A música do Toto que se tornou trilha sonora do vôlei na Rede Globo
O dia em que Ozzy Osbourne entrou em um protesto contra ele mesmo e ninguém percebeu
O disco que Roger Waters diz ter acabado com o Pink Floyd de uma vez por todas
A música de Bruce Dickinson que tem riff no estilo Scorpions
O guitarrista que mudou a vida de Steve Vai até ele descobrir um ainda mais revolucionário
Como é tocar com um ex-membro de Shaman e Angra, segundo Paulo Ricardo
A banda esquecida dos anos 60 que Phil Collins considera sua favorita de todos os tempos
A influência de Bon Scott em "Back in Black" (AC/DC) segundo Angus Young
Com Corey Glover (Living Colour) nos vocais, One Tribe Nation lança cover do Black Sabbath
Mick Box, guitarrista do Uriah Heep, conta como Brexit dificultou tudo para bandas britânicas
Hall Of Shame: as melhores músicas ruins da história do Metal
Exemplos: 10 músicos com deficiências ou problemas de saúde

O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
O melhor timbre de guitarra de todos os tempos para Slash; "pesado pra caramba"
Slash elege os 10 maiores riffs de guitarra de todos os tempos
A música de 1972 que Slash disse ter um dos melhores sons de guitarra da história
O show do Guns N' Roses que foi rejeitado por Slash; "Eu me recuso a ver"
O maior guitarrista da história para Eddie Van Halen e Slash; "meu grande herói"
O álbum de 1978 que "mudou o rock para sempre", segundo Slash
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



