Paul McCartney: 2h30 de música da melhor qualidade
Resenha - Paul McCartney (Estádio João Havelange, Rio de Janeiro, 22/05/2011)
Por Doctor Robert
Postado em 24 de maio de 2011
Existem pessoas talentosas. Existem pessoas com uma história de sucesso. E existe Paul McCartney. Astro do rock, compositor de sucesso, showman, ex-Beatle... você pode nomeá-lo como quiser, mas para as 45 mil pessoas presentes no seu retorno ao Rio de Janeiro o tratam simples e carinhosamente de Paul... E só um artista do quilate deste senhor de 68 anos de idade tem a capacidade de tornar íntimo qualquer um presente em um grande estádio...
Muitos encararam a volta de Paul McCartney ao Rio de Janeiro como um exercício para a preparação do Rio de Janeiro para as Olimpíadas e para a Copa do Mundo que acontecerão ali em alguns anos, e no quesito organização, a coisa está fluindo bem: quem se aventurou, como este que vos escreve, em utilizar o transporte público, por meio de metrô e trem, teve muita tranquilidade tanto antes quanto depois do show. Mas garanto que ninguém ali no Engenhão estava lá muito preocupado com isso... Todos sabiam muito bem o que queriam, e o que teriam pela frente: duas horas e meia de música da melhor qualidade.
Paul McCartney - Mais Novidades
Ok, muitos irão criticar que Paul não alterou praticamente em nada seu repertório em relação às apresentações feitas aqui no ano passado, e realmente não mudou: se compararmos com o primeiro show de São Paulo, mudou apenas a música de abertura ("Venus and Mars" cedeu lugar a "Hello Goodbye"), e saíram do set list "My Love" e "Highway". Fica a pergunta: alguém se importou? Mesmo tendo ouvido na fila a passagem de som, onde sons como "Flaming Pie", "Ebony and Ivory" e "Every Night" eram tocadas (canções que provavelmente entrarão na segunda apresentação do Rio, onde o repertório costuma ser ligeiramente alterado)... O que todo mundo queria era ver Paul, mesmo que fosse cantando as mesmas músicas novamente...
Os destaques do show ficaram justamente por conta da abertura com "Hello Goodbye", que levou o público ao delírio, além da tradicional participação da plateia em vários momentos (como o sinal dos Wings com as mãos em "Band On The Run", as bexigas coloridas e os "Na Na Na" exibidos em cartazes durante "Hey Jude"), os impresssionantes fogos de artifício em "Live and Let Die"... Para não falar da energia da banda de apoio, cada vez mais afiada e elétrica no palco.
Quanto a Paul, ele é simplesmente Paul... alguém que põe um estádio no bolso, tocando sozinho apenas com seu violão músicas que atendem pelo nome de "Blackbird", "Yesterday" e "Here Today", em momentos onde todo fã sabia o que vinha pela frente, mas mesmo assim cantava a plenos pulmões junto ao ídolo, com os olhos cheios de lágrimas e um sorriso no rosto. Esse mesmo público que é um show à parte e inverte os papeis ao emocionar o ídolo, e após uma verdadeira maratona para chegar no estádio e mais de duas horas de show ainda encontra em algum lugar uma energia reservada para pular e cantar "Day Tripper", "Helter Skelter" e a já tradicional dobradinha "Sgt. Pepper’s – The End".
Ou seja, enquanto Paul gozar dessa saúde e desse talento invejável, ele pode se dar ao direito de vir quantas vezes quiser tocar as mesmas músicas que todos nós sabemos de cor e nada mais vai importar... todos aqueles que lotarem os estádios por onde ele passar sairão felizes da vida e de alma lavada... Vida longa ao Rei!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ex-Arch Enemy, Alissa White-Gluz anuncia sua nova banda, Blue Medusa
O melhor guitarrista de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
A melhor banda de rock progressivo para cada letra do alfabeto, segundo a Loudwire
A cantiga infantil sombria dos anos 1990 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
Baterista do Matanza Ritual e Torture Squad é dopado e roubado após show do AC/DC
A atração do Rock in Rio que "as pessoas já viram 500 vezes"
10 álbuns essenciais do metal dos anos 70 que valem ter em vinil
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
A joia cearense que gravou um clássico do rock nos anos 1970, segundo Regis Tadeu
Terra do Black Sabbath, Birmingham quer ser reconhecida como "Cidade da Música"
Lars Ulrich, do Metallica, acha que Bon Scott é o vocalista mais legal de todos os tempos
O melhor guitarrista dos anos 1980, segundo Ritchie Blackmore: "Ele é absurdo"
Zakk Wylde quebra jejum de 25 anos e toca "No More Tears" em tributo a Ozzy Osbourne
Jack Osbourne expõe "banda gigante" que exigiu quantia absurda no último show de Ozzy
Usando Pink Floyd como exemplo, Sammy Hagar diz não querer mais contato com Alex Van Halen
Geezer Butler revela porque o Kiss foi "banido" de abrir show para o Black Sabbath
A "Hora da Ave Maria": o método de Cazuza para manter a disciplina no trabalho
"Pelo menos não estamos tocando trap ou hip-hop!", diz baixista do Maneskin


O "pior músico" que Paul McCartney disse que os Beatles já tiveram
10 músicas de rock que os próprios artistas preferem esquecer, além de um álbum inteiro
O álbum dos Beatles que chamou a atenção de Brian Wilson por performance de Paul McCartney
O cantor favorito de Paul McCartney: "Nada chega perto em termos de brilhantismo"
A melhor música que Paul McCartney escreveu em todos os tempos, segundo John Lennon
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



