Slash: Aula particular de como se fazer um show de rock

Resenha - Slash (Vivo Rio, Rio de Janeiro, 06/04/2011)

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Por Rodrigo Simas
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É difícil termos uma sequência de shows internacionais de rock e heavy metal tão grande no Rio de Janeiro. Em duas semanas, IRON MAIDEN, AVENGED SEVENFOLD, SLASH e OZZY OSBOURNE se apresentarariam por aqui, o que explicaria facilmente a possível falta de público em alguma das apresentações. Na quarta-feira, dia 6 de abril, a chegada ao Vivo Rio já mostrou que esse definitivamente não era o caso para a aguardada apresentação do SLASH. Centenas de fãs formavam uma fila enorme na entrada da casa, muitos vestindo a camisa da ex-banda do guitarrista.

Um dos maiores ícones do Rock de toda uma geração, para muitos SLASH hoje em dia representa sozinho muito mais o GUNS ‘N’ ROSES do que a formação atual do grupo e o vocalista Axl Rose. Discussões a parte, a grande verdade é que SLASH ainda mantém vivo o espírito de outrora, ainda fiél as suas raízes, e lançou um belo CD, auto-intitulado, que veio promover no Brasil. Para deleite dos fãs, três datas foram agendadas e a ansiedade para as apresentações só aumentava, até o momento que as luzes foram apagadas e a banda entrou no palco do Rio de Janeiro para o primeiro show da miniturnê no país.

O início com “Ghost” fez a platéia pular alto, mostrando empolgação com o trabalho recente do guitarrista, e praticamente resumiu o que seria toda a apresentação: a banda, competentíssima, tem como destaque (obviamente depois de seu líder) o vocalista Myles Kennedy (do ALTER BRIDGE), que arregaçou em absolutamente todas as músicas (o baixista Todd Kerns assumiu os vocais na música “We’re All Gonna Die”, que dá nome a turnê), o baixo altíssimo estourado que atrapalhou (e muito) a qualidade do som durante todo o show, a performance visceral que SLASH ainda tem e o poder que as canções do GUNS ‘N’ ROSES ainda emanam no público.

Prova disso é quando a primeira do grupo é tocada: “Nightrain” levou a casa abaixo, com os membros do grupo visivelmente empolgados em tocar para uma platéia tão insandecida. A sequência com “Rocket Queen” (com um show a parte de Myles Kennedy, inclusive nas partes mais altas da música) e “Civil War” levou os fãs ao delírio e com certeza já teriam valido o ingresso da grande maioria dos presentes.

Alternando músicas novas, algumas do VELVET REVOLVER e da fase SLASH’ SNAKE PIT, além das clássicas do GUNS ‘N’ ROSES, o setlist foi bem escolhido, deixando para o final uma trinca fantástica: a excelente “By The Sword”, cantada originalmente por Andrew Stockdale do WOLFMOTHER, “Mr. Browstone” e “Paradise City”. Precisa de mais alguma coisa? Depois de 2 horas de uma aula particular de como se fazer um show de rock, SLASH saiu do palco com a certeza que seu trabalho estava cumprido, ovacionado pelo público e condizente com o legado que mudou a vida de milhões de pessoas ao redor do globo.

Set list:

Ghost
Mean Bone (Slash´s Snake Pit)
Sucker Train Blues (Velvet Revolver)
Been There Lately (Slash´s Snake Pit)
Nightrain (Guns N´Roses)
Rocket Queen (Guns N´Roses)
Civil War (Guns N´Roses)
Back From Cali
Starlight
Nothing To Say
Beautiful Dangerous
We're All Gonna Die
Jam Session da banda
Just Like Anything
My Michelle (Guns N´Roses)
Patience (Guns N´Roses)
Godfather Theme
Sweet Child O’ Mine (Guns N´Roses)
Slither (Velvet Revolver)

Bis
By The Sword
Mr.Brownstone (Guns N´Roses)
Paradise City (Guns N´Roses)

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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua…

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