Rock n' Bira: Quatro horas de rock n' roll em Porto Alegre
Resenha - Rock n' Bira (Verde Club, Porto Alegre, 28/01/2011)
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 04 de fevereiro de 2011
Na sua primeira edição de 2011, o Rock n’ Bira confirmou que os eventos relacionados à música pesada fazem muito sucesso na capital gaúcha. Embora o calor extremamente intenso tenha comprometido a diversão dos presentes, quatro bandas se revezaram no palco do Verde Club em quase quatro horas ininterruptas de rock n’ roll. O projeto, que nasceu para ser uma festa, vem ganhando contornos de um festival ano após ano.
A casa abriu às 22h para iniciar a festa com os DJ’s Naypi Suicide e Maira Cortez (entre outros) em dois ambientes distintos. Os sucessos e as novidades do rock mundial se estenderam pela noite toda – mas no stage floor eram interrompidos à medida que as bandas subiam ao palco. Com muita gente ainda do lado de fora formando uma imensa fila (e com o Verde Club assustadoramente tomado por um público de todos os gêneros), às 0h30 o PUNK ‘A DONNAS deu o pontapé inicial no evento.

Em cerca de vinte e cinco minutos, as meninas Mariana Coberllini (vocal), Maira Cortez (guitarra), Luiza Gressler (guitarra), Juliana Nobilos (baixo) e Natália Schwantz (bateria) prestaram um tímido tributo à banda de punk rock/hard rock californiana THE DONNAS. Entre as músicas "Don't Wait Up For Me" e "Take It Off", elas ainda executaram uma versão bem interessante para "Stutter" (KISS). Embora demonstrasse certo desconforto em cima do palco, o PUNK ‘A DONNAS é um projeto paralelo da STELLA CAN, banda que possui uma trajetória própria e até que bem conceituada no underground gaúcho. De qualquer forma, o público não se animou muito com o show – em razão do calor ou em razão das músicas do THE DONNAS não serem muito populares por aqui.

Na sequência, a BIGGER BAND mudou completamente o astral do Verde Club. O público, que dava sinais do incômodo que o ambiente abafado proporcionava no stage floor, se rendeu a uma dos tributos mais competentes prestados ao THE ROLLING STONES. Pablo Pinto (vocal), Marciano Silveira (guitarra), Eduardo Scaraglione (guitarra), Rafael Pestana (baixo) e Moa Dias (bateria) abriram o seu set de quase uma hora com a clássica "Brown Sugar". Os músicos, que conseguem interagir com a plateia de maneira extremamente competente, mostraram ainda muita destreza em outros hits do quinteto inglês, como "Start Me Up" e "Jumpin’ Jack Flash". Na reta final do show, o guitarrista Marciano Silveira desceu do palco e passeava em meio ao público durante a execução de "Sympathy for the Devil" e "Satisfaction", que encerrou o espetáculo dos caras em grande estilo. Certamente, a experiência de quase oito anos conta muito a favor da BIGGER BAND.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A pontualidade norteou o primeiro Rock n’ Bira de 2001. Cerca de dez minutos antes do previsto, a MR. BREEZE entrou em cena. A banda, que é o único tributo ao LYNYRD SKYNYRD que sem tem notícia no país, mostrou, desde o início, muita ousadia em sua proposta. Homero Oliveira (vocal), o trio de guitarristas Pedro Leão, Robson Rodrigues e Grabriel Dau, Guilherme Borsa (baixo), Guilherme Mittmann (teclado) e JP (bateria) subiram ao modesto palco do Verde Club com as três backing vocals Monique Indiara, Julia Lucas e Flávia Moreira. A ideia de reproduzir ao vivo exatamente a mesma intensidade dos shows do ícone do southern rock americano foi extremamente bem sucedida, desde a abertura com "I Know a Little" até as clássicas "Simple Man" e "Sweet Home Alabama". No entanto, é a execução de "Free Bird", com mais de oito minutos, que extasiou os fãs do LYNYRD antes do encerramento com "Gimme Back My Bullets" Nenhuma outra banda foi tão aplaudia como o MR. BREEZE nessa noite – mesmo que a qualidade sonora da casa já aparentava os primeiros desgastes.

Por volta das 3h45, o F.AM.E. iniciou o seu show, que homenageou umas das referências mais importantes (e às vezes esquecidas) do movimento grunge: o ALICE IN CHAINS. Zed Alves (vocal), Denis Black Stone (guitarra), René Mendes (baixo) e Gabriel Nunes (bateria) realizaram uma apresentação até que relativamente morna para a intensidade das músicas executadas. Além de "Check My Brain" e "Would?", a clássica "Man in the Box" animou os diversos presentes que ainda restavam na pista principal do Verde. De qualquer forma, o quarteto mostrou coesão e qualidade como músicos – mesmo que tenham ficado um pouco apagados na sequência do que a BIGGER BAND e a MR. BREEZE mostraram horas antes.

No andar de cima – o dance floor –, a ininterrupta festa No Notion durou até o amanhecer do dia seguinte e apresentou os rocks mais animados dos últimos trinta anos, através dos DJ’s Cláudio Cunha (Ipanema FM), Clarissa Lehmen e Ricardinho F. (entre outros). Nos bares do Verde Club, a bebida foi liberada a noite toda (como é o costume de todas as edições do Rock n’ Bira), com cerveja, vodka, whiskey, água e refrigerante. Embora o calor tenha atrapalhado a diversão (não só no Rock n’ Bira, mas certamente em todas as casas noturnas da cidade), o público não teve do que reclamar.
Sites:
http://www.biggerband.com.br
http://www.mrbreeze.com.br

Set-list:
Mr. Breeze:
01. I Know a Little
02. Whiskey Rock-A-Roller
03. Call Me the Breeze
04. Simple Man
05. That Smell
06. Sweet Home Alabama
07. Travelin’ Man
08. Free Bird
09. Gimme Back My Bullets
Fotos: Liny Oliveira
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Iron Maiden na fase Bruce que ganharam versões oficiais com Blaze
Com 96 atrações, Sweden Rock Festival fecha cast para edição 2026
A música do Iron Maiden que é a preferida de Mikael Akerfeldt, vocalista do Opeth
Crypta oficializa Victoria Villarreal como sua nova guitarrista
Entidade de caridade britânica rompe relações com Sharon Osbourne
O artefato antigo que voltou à moda, enfrenta a IA e convenceu Andreas a lançar um disco
Fãs chamaram Sepultura de "vendidos" na época de "Morbid Visions", segundo Max Cavalera
O baixista mais importante que Geddy Lee ouviu na vida; "me levou ao limite como baixista"
Festival Somos Rock é adiado uma semana antes da realização
A sincera opinião de Ozzy sobre George Harrison e Ringo Starr: "Vamos ser honestos?"
Gus G ficou chateado por não ter sido chamado para despedida de Ozzy? Ele responde
In Flames faz primeiro show de sua turnê sul-americana; confira setlist
O melhor riff de guitarra criado pelo Metallica, segundo a Metal Hammer
A música que deixou seu autor constrangido e se tornou um grande hit dos anos 90
Astros do rock e do metal unem forças em álbum tributo ao Rainbow
Kerry King enumera os principais motivos que levaram ao fim do Slayer
Os 10 melhores álbuns de death metal de todos os tempos, segundo o RYM
Os erros de Fernando Deluqui como membro do Engenheiros do Hawaii, segundo o próprio

Extreme - uma apresentação enérgica, direta e de altíssima qualidade em Porto Alegre
Blackberry Smoke voltou para Porto Alegre com a casa cheia
O Monsters of Rock 2026 entregou o que se espera de um grande festival
Guns N' Roses - Resenha do show em Porto Alegre
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista

