Resenha - Deep Purple (Credicard Hall, São Paulo, 01/11/2005)

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Por Alexandre Cardoso
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Nada melhor do que um bom show de rock na véspera de feriado. Melhor ainda se for um show do Deep Purple, banda que dispensa apresentações, podendo ser resumida em poucas palavras, como uma banda essencial na história do rock.

Fotos:
Lidiane dos Santos e Alexandre Cardoso
(www.allfotos.fot.br)

O trânsito estava caótico nas imediações do Credicard Hall (havia congestionamento desde a saída da Marginal Pinheiros); o início do show foi adiado, o que acabou permitindo que o público chegasse a tempo. O local estava totalmente tomado por fãs da banda, uma mescla de roqueiros das antigas, alguns com seus filhos e a maioria composta por um pessoal bem jovem, que, não importa a idade, já sabem o que é boa música.

Às 22h40, o Deep Purple sobe ao palco, sobre tremenda ovação da platéia, e já mandam o primeiro petardo: “Fireball”, mostrando a banda em plena forma e com uma tremenda disposição. Na sequência, “Strange kind of woman”, e a partir dali, a platéia já estava ganha. Uma bandeira do Brasil foi jogada ao palco e foi prontamente pega por Ian Gillan, que a ergueu enquanto cantava aplaudido pelos mais de 6 mil presentes.

Uma pequena pausa para cumprimentar o público, com um “Obrigado” de Gillan e temos “Wrong Man” e “Kiss Tomorrow Goodbye”, duas boas músicas do novo álbum “Rapture of the Deep”. Deu pra perceber que muita gente não conhecia os novos sons (até porque o álbum foi lançado por aqui só no mês passado), mas eles funcionaram bem ao vivo. “Demon’s Eye”, do álbum “Fireball”, foi uma surpresa para todos, já que há muito ela não era tocada nos shows. “Well Dressed Guitar” foi a próxima, também do novo álbum, seguida de “Contact Lost”, do ótimo “Bananas”, emendada com “Somebody Stole my Guitar” do “Purpendicular”. “Rapture of the Deep” , a ótima faixa título do novo álbum, teve interpretação inspirada de Ian Gillan e foi a última “novidade” da noite.

Então chegou o primeiro grande momento do show: o solo de Steve Morse. Ok, esse cara dispensa qualquer comentário acerca de sua qualidade e bom gosto como guitarrista e o que eu escrever aqui pode soar redundante, mas o que ele faz com seu instrumento é impressionante! Aqueles que ainda falam que ele não é um Ritchie Blackmore que me perdoem, porque Steve Morse não tem que provar mais nada pra ninguém. Técnica, feeling e um puta carisma não faltaram num solo que deixou muita gente babando e, com certeza, deixou outros tantos com vontade de pegar numa guitarra.

Depois foi a vez de Don Airey ter seu solo, empolgando o público com temas de filmes como “2001 – Uma Odisséia no Espaço” e “Star Wars”, e claro, tocando “Aquarela do Brasil”, arrancando muitos aplausos. Sua figura no palco é tão discreta quanto era a de Jon Lord, mas ainda assim ele é mais carismático, vibrando com as notas que toca e fazendo backing vocals com competência.

Dali pra frente teríamos uma avalanche de clássicos da banda. As primeiras notas de “Perfect Strangers” são de arrepiar qualquer um e o público não parou durante um só momento, cantando a plenos pulmões. “Highway Star” começa com Roger Glover e Steve Morse fazendo um pequeno duelo, para a entrada do riff de teclado de Don Airey. Essa música é um dos pontos altos do show da banda, e mostrou que Ian Gillan ainda tem muita lenha pra queimar. É claro que ele não canta os mesmos agudos dos anos 70, mas quem disse que cantar bem é sinônimo de cantar agudo? Palmas para ele, que foi a simpatia em pessoa durante todo o show, sorrindo muito, acenando para a platéia e constantemente agradecendo ao público por estarem ali.

“Hora de sair um pouco da terra e ir para o espaço”: assim Gillan anunciou “Space Trucki’n”, na qual ele mal precisou cantar o refrão. “Smoke on the water”, que fechou a primeira parte do show, é aquele música que não pode faltar em nenhum repertório de qualquer banda de barzinho e que, se você não conhece o refrão, pode acreditar: há algo errado com você.

A banda sai do palco por um breve momento e volta com tudo mandando a empolgante “Lazy”. Destaque aqui para Roger Glover e Ian Paice, que formam umas das mais animadas “cozinhas” do rock. Enquanto o primeiro é preciso e agita demais com as quatro cordas, o segundo bate forte e vibra muito na sua bateria. É uma pena não ter rolado um solo de Ian Paice , pois nunca são maçantes como os de tantos outros bateras por aí.

“Hush” e “Black Night” encerram o show e a banda deixa o palco com a sensação de dever cumprido, em meios aos aplausos de um público muito satisfeito. Claro que a maioria ainda gritava por “Child in Time” e até mesmo “Burn”, mas as luzes já estavam acesas e era o sinal de que tinha acabado mesmo.

Sem dúvida essa foi a melhor perfomance do Deep Purple que eu vi até hoje. Uma banda em plena forma, alegre e em total sintonia com o público, que presenciou uma verdadeira aula de rock’n’roll. A única reclamação fica pelo tempo de show (apenas 1 hora e 20 minutos), muito curto para uma banda que tem um repertório extenso e que podia variar muito mais ao invés de tocar sempre os mesmos clássicos...

SET-LIST:

Fireball
Strange Kind of Woman
Wrong Man
KissTomorrow Goodbye
Demon’s Eye
Well Dressed Guitar
Contact Lost / Somebody Stole my Guitar
Rapture of the Deep
Solo do Steve Morse
Solo do Don Airey
Perfect Strangers
Highway Star
Space Truckin’
Smoke on the Water

BIS:

Lazy
Hush
Black Night

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