Os dois guitarristas que são melhores que Ritchie Blackmore, de acordo com Glenn Hughes
Por Bruce William
Postado em 26 de novembro de 2025
Glenn Hughes passou a vida cercado de guitarristas fortes. Antes de ficar conhecido no Deep Purple, ele já dividia espaço com Mel Galley no Trapeze. Depois, veio a convivência intensa com Ritchie Blackmore, além de parcerias com nomes como Tommy Bolin, Pat Travers e Tony Iommi em diferentes fases da carreira. Ou seja, quando ele fala sobre quem se destaca na guitarra, não é por falta de referência.
Em entrevista à revista Classic Rock, o baixista e vocalista foi além da diplomacia e resolveu apontar quem coloca no topo da lista. Ele fez questão de dizer que não queria desmerecer ninguém com quem já trabalhou, mas assumiu que dois nomes saltam aos olhos quando pensa em guitarristas que o impressionaram mais do que o próprio Blackmore.

Glenn resumiu assim: "Não quero que as pessoas fiquem chateadas comigo porque não mencionei Ritchie, Tommy, Mel ou Pat, mas devo dizer que há um empate entre Gary Moore e Joe Bonamassa." A frase chama atenção não só pelo elogio aos dois, mas pelo fato de colocar essa dupla acima de alguém com quem ele dividiu uma fase marcante no Deep Purple.
Com Gary Moore, a ligação foi direta em estúdio. Os dois trabalharam juntos em meados dos anos 1980, no álbum "Run For Cover" (1985), período em que Hughes lidava com o auge de seus problemas de dependência química. Mesmo assim, ele guarda a lembrança do impacto que sentia vendo o irlandês tocar: "Gary ia até a minha casa às três da manhã e me deixava impressionado com o que tocava. É incrível como ele era um grande guitarrista."
Já Joe Bonamassa representa outra etapa da trajetória de Glenn, como parceiro estável no Black Country Communion. Além de ser um dos poucos "guitar heroes" surgidos nas últimas décadas a ganhar espaço real no mainstream, Joe convive com Hughes noite após noite em turnês e gravações. Daí vem outro elogio forte: "Joe Bonamassa me surpreende todas as noites. Ele é o melhor guitarrista da atualidade.".
Quando coloca Gary Moore e Joe Bonamassa nesse patamar, Glenn Hughes não apaga o que viveu com Ritchie Blackmore, Tommy Bolin ou os demais colegas de guitarra que cruzaram seu caminho. Mas deixa claro que, na percepção pessoal dele, esses dois nomes formam o empate técnico no topo - justamente porque conseguiram impressioná-lo tanto em estúdio quanto no convívio direto, ao longo de fases bem diferentes da sua própria história na música.
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