Opinião sincera: O Rock morreu?

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Por David Pirajá, Tradução
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Bem, nesse texto, eu dei a mim mesmo esse árdua missão de discorrer sobre esse terrível tema que assombra qualquer entusiasta musical.

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Não é nenhum segredo que dá época de 60 até o fim dos anos 90, o rock foi talvez o maior pilar da cultura ocidental. E talvez exatamente por isso tenha sido uma época tão próspera culturalmente (enquanto o oriente começava a afundar nos conceitos islâmicos)

O rock sempre foi uma língua universal e atemporal. Qualquer pessoa que leve música a sério tem um apreço enorme por tudo que foi feito dentro desse gênero, pois foram acontecimentos únicos que dificilmente não se repetirão.

Então entra a pergunta principal que vale 1 milhão de dólares: o rock morreu?

Antes de eu mesmo responder, gostaria de te perguntar o que significa a "morte" de um gênero musical? Talvez a morte de seu maior representante, que faça o gênero sair do mainstream (como foi o Jazz com a morte do Frank Sinatra) ou até mesmo a falta de interesse da grande indústria no gênero (um exemplo a música instrumental ou "clássica")

Então, podemos perceber que a decadência do rock é desde do anos 90. Chuto que essa decadência começou com a morte de Kurt Cobain.

Então, vem outra pergunta: depois do Kurt, qual foi o outro grande gênio que deu um rumo ao mainstream? Essa pergunta serve para a música em si.

A morte do Kurt é um fator decisivo nessa história toda, um divisor de águas. Ele foi a última imagem, ele foi o último "santo" da música, depois disso não teve mais ninguém. O pop é sustentando por várias "divas" que são tão medíocres e sem personalidade que dividem um protagonismo mais murcho que a pipa do vovô. O único estilo hoje que tem "heróis" ou "ícones" é o rap (este que é outro fator importante, mas que merece um texto único que eu prometo que irei fazer.)

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A comparação que estou fazendo é valida com Jesus Cristo: toda vez que um Mártir vem a terra, ele tem seus discípulos, que irão espalhar a palavra. Isso não aconteceu somente com o Kurt, ele é o exemplo aqui pois ele foi o último. Kurt desceu a terra e trouxe bandas como Green Day, Alice in Chains, Pear Jam e até mesmo Foo Fighters.

Depois disso, virou bagunça.

A pessoa que chegou mais perto de se tornar um líder foi a Amy Winehouse. Na minha opinião Back To Black é o melhor disco dos anos 2000, mas infelizmente ela se foi antes mesmo de se superar.

Resumindo tudo: não, o rock não morreu. A única coisa que falta é um líder, e olha que a seita já está pronta e esperando pelo seu mestre.

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Esse líder não precisa ser um John Lennon, um Roger Waters, um Bono, esse líder precisa ser ele mesmo, pois nós já temos John Lennon, Rogers Waters e Bono o suficiente.

E porquê não imaginar que o próximo Kafka estaria no rock? Pra quem nao sabe, Kafka sempre foi um escritor sem sucesso em sua época. Antes de morrer, ele queimou toda sua obra, a única coisa que restou foi uma cópia de um livro na mão de seu amigo. Esse livro era nada mais que A Metamorfose, que é um dos maiores livros da literatura. Todo o sucesso de Kafka foi fora do seu tempo, fora de sua geração.

Acho que já existe algum jovem por aí revoltado com toda essa merda que a música virou. Acho que já é possível esse cobiçado líder estar aí, mas ela será a voz dos nossos filhos. Enquanto nossa geração será marcada por uma geração que só queria... Beber e fuder.

Felizmente, eu tenho nomes! Três para ser mais exato: Tyler Joseph, Alex Turner e Matt Berninger.

Provavelmente muitos vão rir deste último parágrafo, mas antes uma pergunta sincera: algum felizardo vivente no ano de 2000 poderia imaginar que o Foo Fighters algum dia iria lotar estádios pelo mundo? Pois é.

Outra coisa que reforça tudo que eu disse aqui é um fato interessante: Pegue a lista das turnês com maior público. Aposto que você vai ficar chocado em saber que 8 das 10 turnês são de rock.

Curiosidade: isso se aplica ao Brasil também. No top 5 das turnês mais rentáveis de 2017, não entra nenhuma funkeiro ou sertanejo, mas entra Roberto Carlos e Maria Bethânia. Na realidade, todo esse texto se aplica ao cenário brasileiro também.

Por sinal, toma ai três nomes brasileiros: Martim Bernardes, Gustavo Bertoni e Chuck Hipolitho

Então é isso, o rock não está morto. E para fechar com chave de ouro, deixo aqui uma mensagem a todos vocês:

Querido jovem. Seja corajoso. Seja forte. Desabafe sua raiva. Irrite as pessoas. Não seja normal. Não siga a moda. Seja barulhento. Xingue. Fale palavrão. Seja ofensivo. Diga a verdade. A SUA verdade. Foda-se a autoridade. Jogue tinta na parede e escreva sua música. Seja sujo. Quebre vidros. Faça algo. Não seja covarde. Não seja um seguidor. Enlouqueça. Nós precisamos de mais jovens rebeldes com guitarras barulhentas.




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