Rock in Rio: 10 Motivos que o transformam num evento satisfatório

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Júlio Verdi, Fonte: Rock Opinion
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O nome “Rock” consta no batismo do evento, que aconteceu no Brasil pela primeira vez em 1985. Por isso existe muita indignação dos fãs de rock pela presença de artistas de outros estilos em alguns dias do festival. Mas esqueçamos os interesses de mídia, gravadoras, etc. Afinal, pra quem anuncia (investe milhões em publicidade) tem muito interesse em ter artistas populares no evento.

5000 acessosRock In Rio: edição 2017 pode ser a última no Brasil, diz Medina5000 acessosTamanho é documento?: os Rock Stars mais altos e baixos

1) Dos três grandes shows de headliners TODOS eram de rock: Metallica, Bruce Springsteen e Iron Maiden

2) Dos headliners comentados, dois eram de heavy metal, um estilo que mais sofre ojeriza e rejeição, mesmo dentro de consumidores do mercado rock em geral.

3) O Metallica, que já havia brilhado em 2011 (na edição desse mesmo evento) é essencialmente uma banda de thrash metal (foi o que constou no último disco da banda, “Death Magnetic”), um dos estilos mais agressivos de rock. Mesmo que tenha caído nas graças do mundo da música popular com o disco “Metallica”, de 1991, a aura de seu show é de músicas rápidas e pesadas. E ainda tivemos a deliciosa agressão sonora do Slayer no Palco Mundo. Jamais os conhecedores da música pesada imaginariam tal atração em frente a 80 mil pessoas num festival deste tipo.

4) O Iron Maiden brilhou como sempre, em sua terceira aparição neste festival. Uma das bandas mais adoradas no Brasil. Com um show especial (turnê de 25 anos do disco “Seventh Son of a Seventh Son”).


5) Shows de nomes como Alice in Chains, Bon Jovi, Muse e Robie Zombie, por mais que dividam opiniões, agradaram suas plateias e fizeram shows com muita energia. Novidades como Philips Philips e Ben Harper, fizeram shows tecnicamente irrepreensíveis.

6) O palco Sunset, muito criticado pela estrutura na edição anterior, esse ano foi essencial e apresentou shows memoráveis. Sepultura é uma banda que divide opiniões, os antigos acham que estão perdidos e forçados, os mais novos acharam interessante essa parceria com nomes como Zé Ramalho. Mas, mesmo repetindo uma fórmula já explorada na última edição (Tambours Du Bronx), trouxe as tradicionais performances competentes e fez a alegria da massa headbanger.

7) Nunca se imaginaria que bandas como Slayer, Helloween, Destruction, Sebastian Bach, Offspring tocariam algum dia num evento de apelo popular como o Rock in Rio.

8) Bandas nacionais, sempre relegadas ao circuito undeground em que pese sua história, competência e criação musical, tiveram sua chance. Nomes como Almah, Hibria, Viper, André Matos, Krisiun e Dr. Sin fizeram set excelentes (alguns tiveram performances espetaculares). Em outros tempos quem ocuparia este espaço seriam bandas de emocore, pop-rock ou hardcore melódico. Não esqueçamos que nomes fortes de TV e mídia como Cachorro Grande, Restart, CPM22, Fresno, Los Hermanos, Pitty, O Rappa, Raimundos, RPM são muito mais conhecidos na mídia e foram preteridos por bandas de hard e metal. Isso, a meu ver, é uma amostra da força que estes estilos têm entre os consumidores de rock. E quem atua na mídia de show business deve ter percebido isso (o público do Sunset do domingo foi o maior do festival).

9) Claro que todo fã de rock teria uma sugestão diferente de cast, para qualquer dia. Muitos se incomodam com presença de nomes como Ivete Sangalo ou Beyonce. Mas, como eu falei em alguns comentários anteriores, pensemos que o festival tivesse outro nome, “Rio Music Festival”, por exemplo, que traz durante três ou quatro dias grandes shows de rock. E hoje, com a presença de canais fechados de TV, em quase toda residência, temos a chance de assistir o festival praticamente na íntegra, pra quem não teve a chance de estar lá presente. Se não existisse o Rock in Rio, mesmo com artistas de outros estilos em sua escalação, grandes de bandas de rock não estariam sendo comentadas ou expostas. Mais de uma dezena de bons e memoráveis shows numa só semana.

10) Não se sabe que, daqui a 15 anos, quando não mais estiverem em atividades nomes como McCartney, AC/DC, U2, Kiss, Van Halen, Maiden, Metallica, Stones, Guns N’Roses, Rush e outros (nomes que lotam estádios sozinhos e sempre serão headliners), quais serão os grandes artistas cotados a fechar megaeventos como o Rock in Rio. Mas isso será futuro, por hoje vimos alguns destes nomes fazerem shows no ápice de suas formas, sem soar caóticos ou cheirando naftalina decadente.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Rock In RioRock In Rio
Edição 2017 pode ser a última no Brasil, diz Medina

519 acessosBob's no Rock in Rio: Supla em campanha e no canal de Felipe Neto393 acessosLoja de Discos do Cassio: Aerosmith no Rock in Rio0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Rock In Rio"

Rock In RioRock In Rio
Você foi? Agradeça ao Frank Sinatra!

Rock In RioRock In Rio
Mercury desdenhou dos artistas brasileiros em 1985

CPM 22CPM 22
Ficaram com medo de tocar no dia do metal no Rock in Rio

0 acessosTodas as matérias da seção Opiniões0 acessosTodas as matérias sobre "Rock In Rio"

Tamanho é documento?Tamanho é documento?
Os Rock Stars mais altos e baixos

Iron MaidenIron Maiden
Felipe Dylon toca clássicos da donzela

Sexo AnalSexo Anal
Saiba onde encontrar esse prazer no Rock

5000 acessosSexo e Satã: as mensagens subliminares em capas de Rock / Metal5000 acessosAC/DC: a história do nome e a idéia do uniforme de Angus5000 acessosAs regras do Metal Neoclássico5000 acessosMetallica: James dividido sobre uso de suas músicas em torturas5000 acessosAxl Rose: veja entrevista para a MTV em 19905000 acessosAquiles Priester: 50 discos essenciais na vida do baterista

Sobre Júlio Verdi

Júlio Verdi, 45 anos, consome rock desde 1981. Já manteve coluna de rock em jornal até 1996, com diversas entrevistas e resenhas. Mantém blogs sobre rock (Ready to Rock e Rock Opinion) e colabora com alguns sites. Em 2013 lançou o livro ¨A HISTÓRIA DO ROCK DE RIO PRETO¨, capa dura, 856 páginas, trazendo 50 de história do estilo na cidade de São José do Rio Preto/SP, com centenas de fotos, mais de 250 bandas, estúdios, bares, lojas, festivais e muitos outros eventos. Curte rock de todas as tendências, em especial heavy metal e thrash metal.

Mais matérias de Júlio Verdi no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online