Metallica: Site publica review de "Death Magnetic"

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Por Carlos Tourinho, Fonte: The Quietus
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(Agradecimentos a William Leite, da comunidade Metallica Brasil, no orkut, pela tradução)

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O site "The Quietus" fez um review de 'Death Magnetic', próximo album do METALLICA, a ser lançado em 12 de setembro. Abaixo segue a tradução do artigo:

"This Was Just Your Life"

O álbum é anunciado por um som de batida cardíaca batendo nos ouvidos. Mas isso é a pulsação suada de milhões de roqueiros antecipando o décimo álbum da maior banda de metal do mundo? Ou são as têmporas palpitando com cafeína, dos exércitos de pessoas da gravadora que estão trabalhando na grande campanha de marketing - oficialmente chamada Mission: Metallica - para esse lançamento? Ou é a alta pressão sanguínea do próprio Metallica, 4 músicos que passaram por mais críticas públicas ultimamente do que provavelmente qualquer outro grupo? Essa batida dá passagem a uma linha de guitarra que podia ser encontrada no seu maior sucesso comercial, o "Black Album". Essa linha é logo aumentada por um tipo de riff arrastado que estaria perfeitamente em casa no "And Justice for All". Essa é uma clara afirmação da intenção de declarar: "Nós vamos abalar, quebrar tudo, e quebrar tudo um monte". Inicialmente, a primeira coisa que chama a atenção é quão caro esse álbum soa comparado com St. Anger. Por comparação, esse soa como se tivesse sido gravado numa nave espacial. Ou pelo menos soa como se tivesse sido gravado em instrumentos, num estúdio, ao invés de fardos de feno num estábulo (Nota do Autor: Eu realmente gosto de St. Anger e o acho excitante o suficiente por seus próprios métodos para julgá-lo simplesmente como merda, e ele é definitivamente uma amostra forçada de uma banda desintegrando. Embora ele pudesse ter sido feito bem mais curto.) Aos 5 minutos o primeiro solo de Kirk Hammett aparece no horizonte. O solo parece apenas respirar para fora dos alto-falantes, como se estivesse enrolado como uma mola, esperando por esse momento nessa última década.

"The End Of The Line"

Bem, se eles aprenderam algo com St. Anger, certamente não foi a brevidade. "Death Magnetic" é um épico, com 75 minutos, mas na força das duas primeiras músicas isso não é uma má coisa. James Hetfield redescobriu seu amor pelas palhetadas rápidas. Lars Ulrich, sempre uma bala ao invés de um naturalmente abençoado baterista, tocando com ferocidade e entrega. O solo é epico, um trabalho técnico que se inicia com uma parte meio futurística, antes de partir para um som de rock mais clássico, com duetos de guitarra avassaladores, que depois dão lugar a uma quebra de Death Metal Melódico.

"Broken, Beat and Scarred"

O riff aqui faz o seu papel. É um riff padrão do Thrash pra fazer sua cabeça balançar - o que, claro, não é uma coisa ruim. Como tudo na vida, não há um jeito real de se voltar para algo do passado, mas a decisão da banda de dar uma brecha para seu passado glorioso, garantiu um brilho para a modernidade. Com bandas como Trivium, que reverencia o "Master of Puppets" e os novo thrashers, amantes do "Kill 'Em All", como Municipal Waste, o Metallica nunca teve tantos devotos lançando discos. O modo do Metallica ser se tornou de novo o modo dominante da atualidade.

"The Day That Never Comes"

O single principal, lançado dia 21 de agosto, começa com um riff quase delicado, vagarosamente se encaminhando para o andamento de "Unforgiven". Uma quebrada pesada no ritmo dá caminho para o brilho de um solo intricado e de várias passagens. Se nós não escutamos muita coisa do Kirk, em estúdio nos últimos nove anos, com certeza ele também não estava pacientemente descansando com a bunda na cadeira. Ele estava expandindo sua paleta de estilos, e seu trabalho nessa música contém os estilos de Iron Maiden, Steve Vai, e, acreditem ou não, The Michael Schenker Group.

"All Nightmare Long"

Essa foi feita pura e simplesmente para as rodas de mosh. Provavelmente, legiões de jovens headbangers vão ouví-la e quebrar seus quartos com bastões de beisebol, finalmente felizes que a sua geração tem um álbum do Metallica que vale à pena. É a segunda vez que a monolítica presença do "...And Justice for All" é sentida. É como se eles estivessem tentando o máximo pra tirar a atenção do terrível nome da música.

"Cyanide"

É claramente óbvio que vários analisadores se preparando pra ouvir esse álbum estão agindo como se desejassem ter uma cápsula suicida do nazismo em suas bocas, ao entrarem para a audição. Isso indica que algumas pessoas chegaram em suas decisões finais antes de darem uma boa ouvida no CD, o que é muito ruim, já que estou feliz em dizer que mesmo pela sexta faixa, ainda há coisas pra se prestar atenção. Essa música em particular tem um toque de Motörhead, com um refrão pra se cantar com os braços erguidos. As letras não estão muito boas, mas ouvir Metallica só por boas letras é igual a se encontrar com um traficante de drogas e reclamar porque ele não tem nenhuma pílula de oléo de fígado de bacalhau.

"The Unforgiven III"

Talvez a maior ligação com o "Black Album", a música começa com uma simples melodia de piano de Michael Nymanesque, antes de uma seção de cordas serem adicionadas, com uma atenuada elegância. Então, uma seção de metais de orquestra dão um ar, propositado e reconhecível de Ennio Morricone e filmes de velho-oeste. Um pesado groove faz um estranho mas satisfatório acompanhamento pra todo esse fundo neo-clássico.

"The Judas Kiss"

Para cobrir um território maior de classic rock, essa música devia ser renomeada como "The Deep Black Iron Judas Kiss Zeppelin". Essa é a primeira vez que o album realmente me decepciona. Nada na música serve pra dar a ela algum destaque. Ainda assim, o solo de Hammett (que não tem nada intrinsecamente digno de nota ou inovador) deixa a música apenas como comum.

"Suicide & Redemption"

Adivinhe porque "Death Magnetic" não é um tributo para "... And Justice for All"? Porque aqui você pode realmente ouvir o som do baixo. Robert Trujillo, o cara que anda como um siri, faz um alto e claro riff com o baixo, que guia toda essa estremecedora música instrumental. Essa faixa certamente ajuda a deixar o peso do álbum no máximo. Pode não ser uma "Orion", mas existe alguma nesses últimas dias?

"My Apocalypse"

Eu pessoalmente só queria um álbum que levasse embora as dolorosas memórias que formei ao assistir "Some Kind of Monster", que mostrou o Metallica como um monte de chorões, expostos como palhaços sem nenhuma habilidade social. Esse CD tem isso e ainda mais. E finaliza com uma música furiosa e thrasher, que contém algo daquela coisa intangível que torna essa banda tão maravilhosa.




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Sobre Carlos Tourinho

Carlos Tourinho 'tenta' ser economista, além de tradutor nas horas vagas. Fã desde criança de Rock and Roll, por influência do pai músico, desde cedo teve contato com a cena rocker da Bahia, como Marcelo Nova e Raul Seixas, que frequentavam sua casa. Hoje morando no Ceará, curte de tudo um pouco, desde Bob Dylan, passando por Faith No More a Mastodon. Mas seu coração (e cabeça) bate mais forte pelo Thrash Metal de bandas como Metallica, Anthrax e Slayer, e pelo Stoner Rock de Kyuss, Monster Magnet e Fu Manchu. Fanático por Cultura Pop, geralmente é fonte de consulta de seus amigos acerca dos mais variados assuntos sobre cinema, música e literatura. Acredita que Deus é uma mistura de Mike Patton, Martin Scorsese e Bill Waterson.

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