Rock in Rio 1991, Maracanã lotado, e o Guns N' Roses ameaçou não subir ao palco...
Por Bruce William
Postado em 24 de junho de 2022
Neste corte do podcast Inteligencia Ltda, apresentado por Rogério Vilela, o empresário Paulo Marinho, que estava no podcast junto com seu filho, o humorista e apresentador André Marinho, relata uma "quase tragédia" acontecida na segunda edição do Rock in Rio realizada em 1991 e envolvendo o Guns N' Roses, que acabaria fazendo sua primeira apresentação no Brasil naquele festival.
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Paulo começa contando que os headliners do festival eram Prince e George Michael, que naturalmente tinham os cachês mais caros, 2,5 milhões de dólares, e o Guns N' Roses, nas palavras dele, ainda era uma "banda pouco conhecida". "Os empresários diziam 'olha, compra este cara que vai estourar no festival', e esse dia do Axl Rose foi o dia que mais vendeu ingresso no Maracanã. E ele seria o último a se apresentar no Maracanã, e era o dia que tinha a maior demanda de ingressos por parte do público".
De acordo com esta matéria publicada aqui no Whiplash.Net, o cachê dos dois shows do GNR no Brasil em 1991 foi de 500 mil dólares.
Então Paulo diz que no dia do show ele chega no Maracanã e se depara com o estádio abarrotado. "Daí recebi uma mensagem dos caras lá de fora que estavam monitorando dizendo que tinha mais gente do lado de fora pra entrar do que do lado de dentro. E gente com ingresso!"
Ele conta que após investigar, eles descobriram que existia um "esquema" de liberar um determinado portão e pessoas vendendo por fora no Maracanã. "Aí eu disse 'para tudo' porque não cabe mais gente aqui, mesmo quem tem ingresso. Isto aqui vai ser uma tragédia! Hoje é dia de Rock, são sete da noite, este cara (Axl) vai se apresentar às onze da noite, este troço já está um fumacê doido de maconha!" Todos caem na gargalhada, e Paulo prossegue: "O Maracanã estava lotado de roqueiro, aquela névoa de cannabis no Maracanã, eu digo 'porra, isto é uma tragédia pronta pra acontecer!'".
Paulo conta que eles tomaram as devidas providências, fechando o tal portão 17 que era por onde estava entrando todo mundo. Tudo parecia que iria finalmente transcorrer dentro do previsto quando, às onze da noite, o empresário do Guns N' Roses mandou uma mensagem dizendo pro Medina que eles não iriam se apresentar pois o show estava sendo transmitido por uma rádio e aquilo não havia sido negociado com a banda!
Medina subiu no helicóptero e foi lá no hotel onde eles estavam decidir a situação, que conforme o Paulo foi resolvida com o seguinte diálogo: "Olha, vocês podem escolher. Vocês podem não ir pro Maracanã e não fazer o show, mas também vocês não saem do Brasil, porque isto aqui não vai acabar bem! Esta questão financeira dos direitos da rádio a gente resolve amanhã, hoje à noite, tudo bem, mas vocês tem que embarcar agora neste helicóptero e ir pro Maracanã, senão vocês não vão sair do Brasil!", conta Paulo, explicando que no fim das contas os caras da banda, que estavam "completamente enlouquecidos", subiram e foram de helicóptero pro Maracanã. "E este show que estava marcado pras onze da noite começou tipo uma da manhã. E depois deste episódio realmente a gente viu que fazer um troço desse tamanho é muita responsabilidade".
Outra treta envolvendo o Guns N' Roses e o Rock in Rio de 1991 pode ser vista neste link.
O podcast completo pode ser conferido no player abaixo.
Rock In Rio 1991
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