Rock In Rio 1991: 10 curiosidades sobre a 2ª edição do evento

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Por Igor Miranda
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A segunda edição do Rock In Rio foi realizada entre os dias 18 e 27 de janeiro de 1991. Veja, abaixo, 10 curiosidades sobre o evento:

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1) "Mistureba"

Diferente do que muitos dizem, as edições iniciais do Rock In Rio não eram mais "roqueiras" que as atuais. Prova disso é o festival de 1991, que concentrou as atrações "pesadas" em apenas duas datas - e com parte delas se repetindo em ambos os dias em questão.

Outros dois dias orientados ao rock já agregavam, também, em nomes mais pop ou alternativos, como INXS e Happy Mondays. Veja:

18/01: Prince, Joe Cocker, Colin Hay, Jimmy Cliff.
19/01: INXS, Carlos Santana, Billy Idol, Engenheiros do Hawaii, Supla, Vid & Sangue Azul.
20/01: Guns N' Roses, Billy Idol, Faith No More, Titãs, Hanoi Hanoi.
22/01: New Kids On The Block, Run DMC, Roupa Nova, Inimigos do Rei.
23/01: Guns N' Roses, Judas Priest, Queensryche, Megadeth, Lobão, Sepultura.
24/01: Prince, Carlos Santana, Laura Finocchiaro, Alceu Valença, Serguei.
25/01: George Michael, Deee-Lite, Elba Ramalho, Ed Motta.
26/01: Happy Mondays, Paulo Ricardo, A-Ha, Debbie Gibson, Information Society, Capital Inicial, Nenhum de Nós.
27/01: George Michael, Lisa Stansfield, Deee-Lite, Moraes Moreira e Pepeu Gomes, Leo Jaime.

2) Muita grana

Apesar de estar no auge naquele momento, o Guns N' Roses não foi o responsável pelo maior cachê do Rock In Rio 1991. Eles receberam R$ 1 milhão pelos dois shows, enquanto Prince e George Michael faturaram US$ 1,5 milhão - ambos também fizeram duas apresentações.

3) Pouca grana

A contratação do Faith No More para o Rock In Rio 1991 foi sugestão do Guns N' Roses. E a banda cobrou o menor cachê do evento: US$ 20 mil.

4) Vanguarda

Sempre antenado no mercado gringo, o Rock In Rio nunca fez feio em suas escalações. No metal, por exemplo, trouxe nomes que estavam em alta na época pelos álbuns de sucesso lançados no ano anterior.

Casos de Queensryche ("Empire"), Megadeth ("Rust In Peace") e Judas Priest ("Painkiller"). É curioso pensar como seria a line-up se o evento tivesse sido adiado para 1992 - o metal, provavelmente, daria lugar ao grunge.

5) Exigência anti-Poison

O Guns N' Roses fez exigências peculiares para se apresentar no evento. O grupo pediu que o Poison não tocasse naquela edição do Rock In Rio. Solicitou-se, ainda, a ausência de pirotecnia e da tradicional moto no show do Judas Priest - só a primeira situação foi atendida.

6) Estranho no ninho

Lobão era um estranho no ninho do metal. Ele tocou depois do Sepultura e antes do Megadeth no evento. Ele já estava sendo criticado antes mesmo de subir ao palco e foi tão vaiado que abandonou o show ainda na segunda música do repertório.

Aí entra a bizarrice: a bateria da Mangueira, que faria uma participação em uma canção do repertório, acabou subindo ao palco sem ele. Nem mesmo o piti de Lobão impediu que os metalheads vissem a Mangueira entrar (e é claro que esse trocadilho seria feito).

7) Transmissão

Cerca de 580 milhões de pessoas assistiram à edição de 1991 pela televisão, com exibição em 55 países. Em tempos sem internet e com TV paga ainda engatinhando, trata-se de uma marca expressiva.

8) Fora do habitat

O Rock In Rio 1991 foi a única edição brasileira do festival, até o momento, a acontecer fora da Cidade do Rock. O evento foi realizado no estádio do Maracanã. O gramado foi adaptado e o público também ocupou as arquibancadas.

9) Menor de três

O Rock In Rio 1991 teve o menor público entre as três primeiras edições do festival. Foram 700 mil pessoas, distribuídas em nove dias. Por outro lado, o recorde mundial de pagantes em um evento foi batido durante o show do A-ha no evento: 198 mil pessoas.

10) Bial e o bumbum

Pedro Bial ficou como comentarista da transmissão do evento. Ele até fez alguns comentários precisos (vale lembrar que não existia internet na época), mas cometeu gafes e ficou aficionado pelo bumbum e pelos shorts de Axl Rose. Veja um compilado de comentários:

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013.

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