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Rock In Rio 1991: 10 curiosidades sobre a 2ª edição do evento

Por Igor Miranda
Em 12/12/16

A segunda edição do Rock In Rio foi realizada entre os dias 18 e 27 de janeiro de 1991. Veja, abaixo, 10 curiosidades sobre o evento.

1) "Mistureba"

Diferente do que muitos dizem, as edições iniciais do Rock In Rio não eram mais "roqueiras" que as atuais. Prova disso é o festival de 1991, que concentrou as atrações "pesadas" em apenas duas datas - e com parte delas se repetindo em ambos os dias em questão.

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Outros dois dias orientados ao rock já agregavam, também, em nomes mais pop ou alternativos, como INXS e Happy Mondays. Veja:

18/01: Prince, Joe Cocker, Colin Hay, Jimmy Cliff.
19/01: INXS, Carlos Santana, Billy Idol, Engenheiros do Hawaii, Supla, Vid & Sangue Azul.
20/01: Guns N' Roses, Billy Idol, Faith No More, Titãs, Hanoi Hanoi.
22/01: New Kids On The Block, Run DMC, Roupa Nova, Inimigos do Rei.
23/01: Guns N' Roses, Judas Priest, Queensryche, Megadeth, Lobão, Sepultura.
24/01: Prince, Carlos Santana, Laura Finocchiaro, Alceu Valença, Serguei.
25/01: George Michael, Deee-Lite, Elba Ramalho, Ed Motta.
26/01: Happy Mondays, Paulo Ricardo, A-Ha, Debbie Gibson, Information Society, Capital Inicial, Nenhum de Nós.
27/01: George Michael, Lisa Stansfield, Deee-Lite, Moraes Moreira e Pepeu Gomes, Leo Jaime.

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2) Muita grana

Apesar de estar no auge naquele momento, o Guns N' Roses não foi o responsável pelo maior cachê do Rock In Rio 1991. Eles receberam R$ 1 milhão pelos dois shows, enquanto Prince e George Michael faturaram US$ 1,5 milhão - ambos também fizeram duas apresentações.

3) Pouca grana

A contratação do Faith No More para o Rock In Rio 1991 foi sugestão do Guns N' Roses. E a banda cobrou o menor cachê do evento: US$ 20 mil.

4) Vanguarda

Sempre antenado no mercado gringo, o Rock In Rio nunca fez feio em suas escalações. No metal, por exemplo, trouxe nomes que estavam em alta na época pelos álbuns de sucesso lançados no ano anterior.

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Casos de Queensryche ("Empire"), Megadeth ("Rust In Peace") e Judas Priest ("Painkiller"). É curioso pensar como seria a line-up se o evento tivesse sido adiado para 1992 - o metal, provavelmente, daria lugar ao grunge.

5) Exigência anti-Poison

O Guns N' Roses fez exigências peculiares para se apresentar no evento. O grupo pediu que o Poison não tocasse naquela edição do Rock In Rio. Solicitou-se, ainda, a ausência de pirotecnia e da tradicional moto no show do Judas Priest - só a primeira situação foi atendida.

6) Estranho no ninho

Lobão era um estranho no ninho do metal. Ele tocou depois do Sepultura e antes do Megadeth no evento. Ele já estava sendo criticado antes mesmo de subir ao palco e foi tão vaiado que abandonou o show ainda na segunda música do repertório.

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Aí entra a bizarrice: a bateria da Mangueira, que faria uma participação em uma canção do repertório, acabou subindo ao palco sem ele. Nem mesmo o piti de Lobão impediu que os metalheads vissem a Mangueira entrar (e é claro que esse trocadilho seria feito).

7) Transmissão

Cerca de 580 milhões de pessoas assistiram à edição de 1991 pela televisão, com exibição em 55 países. Em tempos sem internet e com TV paga ainda engatinhando, trata-se de uma marca expressiva.

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8) Fora do habitat

O Rock In Rio 1991 foi a única edição brasileira do festival, até o momento, a acontecer fora da Cidade do Rock. O evento foi realizado no estádio do Maracanã. O gramado foi adaptado e o público também ocupou as arquibancadas.

9) Menor de três

O Rock In Rio 1991 teve o menor público entre as três primeiras edições do festival. Foram 700 mil pessoas, distribuídas em nove dias. Por outro lado, o recorde mundial de pagantes em um evento foi batido durante o show do A-ha no evento: 198 mil pessoas.

10) Bial e o bumbum

Pedro Bial ficou como comentarista da transmissão do evento. Ele até fez alguns comentários precisos (vale lembrar que não existia internet na época), mas cometeu gafes e ficou aficionado pelo bumbum e pelos shorts de Axl Rose. Veja um compilado de comentários:

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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