O cover que Geddy Lee diz ser uma das melhores coisas que o Rush gravou
Por Bruce William
Postado em 28 de setembro de 2024
Escolher as "melhores músicas" do Rush é uma tarefa árdua, ainda mais considerando que o trio canadense atravessou diversas fases em seus 50 anos de estrada. Fundado em Toronto em 1968, o grupo se consolidou nos anos setenta tendo Geddy Lee no baixo e vocal, Alex Lifeson na guitarra e Neil Peart na bateria, tendo gravado vinte álbuns de estúdio bem diferentes entre si: "Nos anos 70, o Rush começou fazendo um hard rock estilo Led Zeppelin; depois mergulhou no rock progressivo; em seguida partiu para uma sonoridade mais concisa, acessível e amigável às rádios, inspirado em bandas como The Police. Ao longo da década seguinte, após o sucesso de 'Moving Pictures' (1981), o trio passou a buscar um som mais moderno, mais new wave, repleto de sintetizadores".

Obviamente ao longo dos anos surgiram inúmeras listas tendo a tarefa como proposta, como esta elaborada em 2015 pelos leitores da Classic Rock Magazine que, mediante votação, enumera o que seriam as cinquenta melhores músicas da banda, com "Xanadu" do "A Farewell To Kings" em primeiro, "La Villa Strangiato (An Exercise In Self Indulgence)" do "Hemispheres" em segundo e "Tom Sawyer" do "Moving Pictures" em terceiro; ou esta outra da Team Rock segmentada somente aos anos oitenta, assim como esta lista das 20 músicas definitivas do Rush elaborada pelo uDiscover Music.
O próprio Geddy Lee já participou de uma lista assim, lá em 2018, durante entrevista para o jornal The Guardian, quando o baixista elegeu suas 19 músicas preferidas da banda, incluindo uma de sua carreira solo, que não traz as canções em ordem, e contém clássicos como "Working Man" do álbum de estreia e "Tom Sawyer", sendo que esta última ele havia pensado em não incluir na lista, mas mudou de ideia: "por que não, se foi ela que mudou nossas vidas?", disse Geddy.
Neil Peart explica como o Rush escolheu as músicas gravadas no "Feedback"
Em 2004 o Rush lançou um mini-álbum de covers, o "Feedback", que traz oito releituras de canções dos anos sessenta. Na época, o saudooso Neil Peart explicou a escolha das músicas: "[O baixista] Geddy [Lee], [o guitarrista] Alex [Lifeson] e eu estávamos lembrando dos anos 1966 e 1967, quando tínhamos 13 e 14 anos de carreira. Pensamos que seria perfeito comemorar nossos 30 anos juntos se voltássemos às nossas raízes e prestássemos um tributo àqueles com os quais nós aprendemos e nos inspiramos. Imaginamos que talvez devêssemos gravar algumas músicas que costumávamos ouvir, cujos refrões, notas e partes de bateria nós aprendemos e chegamos a tocar em nossas ex-bandas".
Uma delas é "Heart Full of Soul", gravada originalmente pelo The Yardbirds em 1965, tendo Jeff Beck na guitarra. Conforme aponta a Far Out, a canção é importante na linha evolutiva do Rock por vários motivos; por apresentar ao público mainstream o estilo de guitarra de Jeff Beck e por marcar uma das primeiras utilizações do efeito de guitarra fuzz, e também por ser uma das primeiras a trazer influência da música indiana ao rock, inaugurando a era do rock psicodélico e do espiritualismo.
E ao falar sobre a releitura feita pelo Rush, Geddy Lee comenta: "Mudamos um pouco dela. Os versos são muito simples, e os refrãos entram em um bloco de harmonias que eu compus". Na verdade, Lee chegou a chamar a versão de "Heart Full of Soul" deles de "uma das melhores coisas que já gravamos", relata a Far Out, explicando: "Assim que ela começa soa contemporânea, mas também parece ser dos anos 60. A impressão é que deveria haver um filme do Austin Powers passando junto", se referindo à série de filmes de comédia escrita e estrelada por Mike Myers.
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