O megahit de Paul McCartney que John Lennon odiava: "Não sei o que ele está pensando"
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de dezembro de 2024
A relação entre Paul McCartney e John Lennon, os principais compositores dos Beatles, sempre foi marcada por um equilíbrio entre genialidade criativa e conflitos pessoais. Esse contraste ficou evidente no álbum "Let It Be" (1970), último lançamento da banda. ~
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Apesar de conter faixas icônicas como "The Long and Winding Road" e "Get Back", o disco também expôs as crescentes divisões entre os integrantes. Um exemplo disso foi o desprezo declarado de Lennon pela música "Let It Be", composta por McCartney. As entrevistas foram resgatadas pela Far Out.
Para Lennon, a canção parecia não se encaixar no legado da banda. Ele criticou duramente: "Isso é Paul. O que posso dizer? Não tem nada a ver com os Beatles. Poderia ser algo do Wings. Não sei o que ele está pensando ao escrever ‘Let It Be’."
Lennon também sugeriu que McCartney estava tentando repetir o sucesso de "Bridge Over Troubled Water", de Simon & Garfunkel: "Acho que foi inspirada por [Simon and Garfunkel’s] ‘Bridge Over Troubled Water.’ É o que sinto, embora não tenha nada concreto. Sei que ele queria escrever um ‘Bridge Over Troubled Waters’." Para Lennon, esse tipo de tentativa comercial era incompatível com a autenticidade visceral que ele considerava essencial na música.
Em uma entrevista gravada em 1970, mas redescoberta apenas em 2013, Lennon relatou as tensões durante as gravações de "Let It Be". Ele descreveu o processo criativo como torturante: "Estávamos passando pelo inferno. Sempre passamos. É um tormento toda vez que produzimos algo. Os Beatles não têm nenhuma mágica que você não tenha. Sofremos como o diabo cada vez que fazemos algo, e ainda temos que lidar uns com os outros. Imagine trabalhar com os Beatles, é difícil."
Segundo Lennon, a pressão para finalizar o álbum agravou os conflitos internos, transformando as sessões de estúdio em um ambiente hostil: "Há apenas tensão. É tenso toda vez que a luz vermelha acende." Ele também classificou o álbum como algo inacabado e feito sem entusiasmo: "Nós nunca realmente o terminamos. Não queríamos fazê-lo. Paul estava insistindo para que fizéssemos. É os Beatles sem seus ternos."
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