A fonte na qual o Pink Floyd bebeu no começo da carreira, mas rejeitou anos mais tarde
Por Bruce William
Postado em 06 de abril de 2025
No início da carreira, o Pink Floyd era frequentemente associado ao movimento psicodélico britânico. Álbuns como "The Piper at the Gates of Dawn", liderado por Syd Barrett, tinham letras enigmáticas e experimentações sonoras que se encaixavam perfeitamente naquele momento cultural. Mas essa relação, embora tenha sido um ponto de partida, logo se tornou um incômodo para os integrantes da banda.
Pink Floyd - Mais Novidades
Com a saída de Barrett e a transição para obras mais densas, como "Ummagumma" e "Meddle", o grupo começou a buscar um caminho diferente. A faixa "Echoes", por exemplo, já mostrava como o Pink Floyd evoluía em direção a algo mais técnico e introspectivo. Aos poucos, o som foi se afastando da psicodelia clássica dos anos 60.
O ápice dessa mudança veio com "The Dark Side of the Moon" (1973). Ao tratar de temas como alienação, tempo e morte, o álbum deixava para trás os conceitos psicodélicos. Nick Mason explicou isso com clareza em fala de entrevista resgatada pela Far Out: "A psicodelia foi uma ótima plataforma de lançamento, mas não era algo com o qual nos sentíssemos à vontade. Estava ligada a todo esse papo hippie - amor, cristais e tudo mais - enquanto nós seguíamos por um caminho mais sombrio."
Mason ainda ressaltou que o grupo fazia questão de se desvincular da imagem de banda lisérgica. "Era importante deixar para trás a imagem de 'viajantes de ácido'." Para eles, a psicodelia pertencia a um estágio anterior da banda, marcado pelas composições caóticas de Barrett, que ainda pairavam como lembrança em algumas jams, mas não definiam mais a identidade sonora do grupo.
Essa ruptura também funcionou como uma espécie de luto silencioso pela saída de Syd Barrett. Mesmo que a música da banda ainda flertasse com atmosferas viajadas e improvisos, a busca agora era por profundidade emocional, não por êxtase psicodélico. A bem da verdade, o Pink Floyd nunca negou completamente as origens, mas fez questão de mostrar que não era mais uma banda presa à estética psicodélica. Se ainda havia ecos do passado em algumas passagens instrumentais, eles vinham agora filtrados por outra visão – mais técnica, mais madura e muito mais sombria.
Mesmo que resquícios desse passado estejam presentes aqui e ali, o Pink Floyd rejeitou a ideia de que sua música servia para embalar experiências com drogas. O objetivo, a partir de certo ponto, era outro: criar paisagens sonoras que provocassem reflexão, não fuga escapista da realidade dura e crua.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dirk Verbeuren, do Megadeth, agradece Pete Sandoval por ter inspirado "legiões de bateristas"
Moyses Kolesne manda recado a quem reproduz discursos de Lemmy sobre política
Como Jason Newsted criou o riff de "Blackened" do Metallica e a reação de James e Lars
A humilhação que Ozzy Osbourne sofreu num show e Tony Iommi jamais esqueceu
Novo disco de Tony Iommi mantém acesa a chama do Sabbath, segundo resenha da Classic Rock
O roqueiro brasileiro que se queimou com Jô Soares após falar mal de Ayrton Senna
Devido à demanda, U2 anuncia data extra no Brasil
O astro do country de quem Dave Mustaine tem mágoa até hoje: "É uma implicância minha?"
Slayer toca "Reign in Blood" na íntegra no México; confira setlist e vídeos
O pior disco do Pink Floyd, de acordo com a Paste Magazine
A música do Iron Maiden que influenciou o Big Four do thrash metal, segundo o Ultimate Guitar
Marko Hietala arrisca palpite sobre o que levou Floor Jansen a sair do Nightwish
"Stairway to Heaven" nem "Comfortably Numb"? O solo que Slash coloca acima de todos
Os cinco melhores discos do Megadeth, segundo Mateus Ribeiro
A noite em que Chuck Berry invadiu show de banda punk e deixou todo mundo de queixo caído

Roger Waters diz o que mudaria em "Dark Side" se o Pink Floyd tivesse a tecnologia atual
"Nevermind" (Nirvana) ultrapassa "Back in Black" (AC/DC) e "Dark Side..." (Pink Floyd) em vendas
As seis músicas preferidas de David Gilmour, incluindo um surpreendente clássico do Van Halen
O cover de Jimi Hendrix de 1968 que arrebatou Bob Dylan e fascinou David Gilmour
O clássico do Pink Floyd com letra ingênua e adolescente, de acordo com Roger Waters
"Um babaca que nem sabe tocar direito": Roger Waters fala sobre James Hetfield
A canção que fez o Pink Floyd mudar de direção para se tornar a banda que a gente ama
O disco pouco conhecido do Pink Floyd que traz um personagem da Marvel na capa


