Por que Bruno Sutter parou de gostar dos Trapalhões, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de abril de 2025
Em entrevista ao Is We, o cantor e humorista Bruno Sutter — conhecido por personagens como Detonator e por sua passagem pelo Hermes e Renato — relembrou um momento marcante da infância: quando deixou de gostar dos Trapalhões. Segundo ele, a mudança aconteceu de forma natural, acompanhando sua própria transformação como público.
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"Eu era muito fã dos Trapalhões nos anos 70 e 80. Mas depois o programa foi se tornando algo mais infantil, e eu não entendia isso na época", disse. Adolescente, Sutter se perguntava onde estavam os quadros mais ácidos e politicamente incorretos que o fizeram rir quando era criança. "Achava que era só um programa pra criança. Mas, conforme fui envelhecendo, entendi que é um ciclo natural."
Para o artista, a tendência de suavizar o conteúdo é uma forma de perpetuar o legado. "É algo paternal, maternal. Você quer passar adiante aquilo que te marcou. E isso faz parte do amadurecimento, tanto do público quanto do artista."
Detonator e o público infantil
Bruno também explicou como essa percepção influenciou suas próprias criações. Após sair do Hermes e Renato, em 2011, ele decidiu investir em um projeto solo: Detonator e as Musas do Metal. Inspirado pelo power metal europeu — que explora temas de fantasia, como elfos e magos —, ele criou uma versão abrasileirada do gênero, usando o folclore nacional como base para o humor.
"Lá fora, os caras falam de viking, de Tolkien. Aqui, eu quis falar de mula-sem-cabeça, de Saci. É uma sátira, mas também uma homenagem", afirmou. O álbum "Metal Folclore" no projeto Detonator e as Musas do Metal, lançado logo após a saída da MTV, consolidou a ideia.
Sem planejar, o projeto atraiu um público infantojuvenil. "Nos eventos de anime, eu via pais chegando com os filhos, dizendo que eles adoravam o Detonator. Aí percebi: meu público estava se renovando, mesmo sem eu buscar isso diretamente."
Bruno também comentou o sucesso do programa Bem Que se Kiss, exibido na rádio Kiss FM, onde crianças pedem músicas como Iron Maiden e Sepultura. "Fico fascinado ao ver crianças de 9, 10 anos pedindo metal no rádio. Isso vem muito da influência dos pais, mas mostra como a conexão está viva."
Com uma carreira que mistura humor, música e crítica cultural, Bruno Sutter se mantém fiel à missão de entreter enquanto provoca reflexão. "Se você consegue fazer um pai e um filho ouvirem a mesma música juntos, isso tem muito valor. É aí que a arte realmente se perpetua."
Confira a entrevista completa abaixo.
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