O filme que é tão absurdo que nem Bruno Sutter conseguiu fazer piada no Tela Class
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de abril de 2025
Entre centenas de DVDs toscos garimpados em lojas da Liberdade, em São Paulo, Bruno Sutter e o grupo Hermes e Renato encontraram verdadeiras pérolas para dublagens no projeto Tela Class, um dos quadros mais lembrados da era MTV. Mas um desses filmes, por incrível que pareça, foi rejeitado — não por ser ruim, mas por já ser engraçado demais por conta própria.
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O título? "O Mestre da Guilhotina Voadora", um clássico das artes marciais de Hong Kong, lançado em 1975, também conhecido como "O Boxeador de Um Braço II". "A gente pegava os DVDs pelas capas mais absurdas possíveis. Quando vimos esse com o nome Guilhotina Voadora, pensamos: ‘Não é possível!’", contou Sutter em entrevista ao Is We.
A trama é uma continuação do cult "O Boxeador de Um Braço" (1971), com o protagonista agora sendo perseguido por um assassino imperial que usa uma arma bizarra: um chapéu metálico com lâminas acopladas, preso a uma corrente longa, que, ao ser lançado na cabeça da vítima, decapita com um simples puxão.
"O filme era tão ridículo, mas tão completo em sua própria tosquice, que a gente não conseguiu escrever nada. Não dava pra competir com a história real!", lembrou Sutter, aos risos.
O longa-metragem, estrelado, dirigido e roteirizado por Jimmy Wang Yu, é recheado de efeitos especiais toscos, coreografias exageradas e soluções narrativas tão improváveis que pareceriam roteiros prontos para piadas. Mas justamente aí estava o problema.
"A gente ficou frustrado. A história original já era uma comédia involuntária. Não dava pra melhorar", explicou o humorista. Apesar de não ter entrado para o Tela Class, O Mestre da Guilhotina Voadora virou lenda interna no grupo e até hoje é lembrado por sua estética precária e criatividade duvidosa.
O filme acabou sendo distribuído em VHS e posteriormente em DVD em diversas versões alternativas, algumas delas com nomes ainda mais bizarros. Hoje, é cultuado por fãs de cinema trash e representa bem um período em que filmes de ação orientais eram produzidos em ritmo industrial — nem sempre com coerência, mas quase sempre com muita paixão.
Confira a entrevista completa abaixo.
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