Resenha - A Autobiografia - Eric Clapton
Por Flávio Siqueira
Postado em 22 de fevereiro de 2014
Não vou entrar em muitos detalhes sobre a autobiografia deste ícone do blues, até porque não quero estragar nenhuma surpresa aos fãs que queiram ler o livro. Passo, portanto, somente as impressões que tive ao ler a obra em que Clapton sai de sua caverna de Platão e grita ao mundo inteiro todas as intempéries pelas quais passou.
Aliás, parece que todo bluesman que se preze tem essa "pontinha" de sofrimento que o guia nas suas composições. E com Clapton não foi diferente. Após o término da leitura, fica-se com aquela sensação de que muito do que se conhece sobre ele é apenas a ponta do iceberg.
É um erro defini-lo apenas como o homem que, numa época musicalmente fervorosa, teve seu nome pichado nos muros londrinos e celebrado como um deus. "Clapton is God" foi a emblemática frase que o definiu no fim da década de 60. No entanto, Clapton é um deus que sangra. Desde a descoberta de que sua irmã, na verdade, era sua mãe,passando por uma lancinante paixão platônica até a morte do seu filho Conor, o músico retrata como superou tudo isso.
É claro que, em sua autobiografia, ele relatou momentos que não lhe causaram dor, como a época em que iniciou os estudos na guitarra. Mas, de certa forma, setenta por cento do livro trata-se de dor. Muita dor. E é nessa dor que Clapton tomou impulso para alçar vôos fantásticos em sua música. E, de modo muito particular, ele tratou sua dor de formas diferentes, ora desesperado como quem está no fundo do poço, ora tratando a dor com a mais fina das ironias.
Clapton era, acima de tudo, um sarcástico. Comeu o pão que o diabo amassou, mas não sem antes matar toda sua fome com os pães do inferno e saciar toda sua sede com bebida alcoólica, fato que o levou a internação duas vezes. Em certa ocasião, tentou o suicídio. Mas nem tudo é tragédia. Clapton termina o livro contando como encontrou a paz nas suas três filhas e em como finalmente conseguiu estabilizar emocionalmente sua vida. Mais do que uma simples leitura, "Eric Clapton: a autobiografia" é uma lição de que, para ter paz é preciso travar uma guerra feroz ou, para alcançar o paraíso, primeiro passa-se uma temporada no inferno.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas que formam o "Big Four" do metal oitentista, segundo o Loudwire
Roland Grapow confirma show no Brasil celebrando 30 anos de "The Time of the Oath" (Helloween)
O pior músico com quem Eddie Van Halen trabalhou; "eu tinha que ensinar todas as partes"
Lars Ulrich, do Metallica, acha que Bon Scott é o vocalista mais legal de todos os tempos
Os dois clássicos do Angra que Rafael Bittencourt ajudou a escrever, mas não foi creditado
Kiko Loureiro não está voltando ao Angra, afirma Rafael Bittencourt
A melhor música do "Black Album", do Metallica, segundo a Metal Hammer
As músicas de "Holy Diver" que Ronnie James Dio havia escrito para o Black Sabbath
O disco que apresentou o thrash metal a Mike Portnoy, baterista do Dream Theater
Axl Rose queria "o guitarrista mais maluco de todos", e Joe Satriani sabia onde achar
Especialista revela: avião dos Mamonas Assassinas quase escapou do acidente por 30 metros
A música do Paramore que Wolfgang Van Halen gostaria de ter escrito
Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Mikkey Dee anuncia shows tocando músicas do Motörhead
Zakk Wylde revela qual música fez ele querer pegar na guitarra; "foi antes do ensino médio"


Zakk Wylde mostra o riff do Black Sabbath que foi "chupinhado" do Cream de Eric Clapton
Mike Vernon, lendário produtor do blues britânico, morre aos 81 anos
As músicas dos Beatles que Eric Clapton não suportava ouvir
O guitarrista que Angus Young acha superestimado; "nunca entendi a babação"
O guitarrista que BB King disse ser melhor que Hendrix; "toca melhor do que qualquer um"
Heavy Metal: A História Completa (Ian Christe)
Run For Cover: The Art Of Derek Riggs


