Brian May escolhe os três maiores solos de guitarra de todos os tempos
Por Bruce William
Postado em 30 de novembro de 2025
Brian May nunca foi o tipo de guitarrista que acha que o solo precisa dominar a música. Ele costuma repetir que, num disco de rock, o mais importante é a combinação entre cantor e canção, e que a guitarra entra para completar essa base, não para roubar a cena o tempo todo. Ainda assim, ao longo da carreira, ele criou solos que o público canta como se fossem refrões e que ajudam a definir a identidade do Queen.
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May já comentou que gosta de pensar o solo como uma extensão da melodia principal, algo que você consegue "cantar na cabeça" antes de levar para o instrumento. Essa forma de enxergar a guitarra vem também das referências que ele ouviu quando jovem. Em diferentes ocasiões, compiladas pela Far Out, Brian citou três solos específicos como exemplos do que, para ele, há de mais alto nível na história do rock.
O primeiro é "Key to Love", gravada por Eric Clapton no álbum "Blues Breakers with Eric Clapton", de John Mayall & the Bluesbreakers, lançado em 1966. Em conversa com a revista Classic Rock, ele definiu o solo como "a peça mais quente, incendiária e cheia de paixão" que já ouviu na vida. Segundo ele, o impacto continua o mesmo: "Eu simplesmente amo. Ele destrói tudo, e eu nunca vou superar isso. É uma das minhas grandes inspirações."
Outra escolha de Brian May vem de Jeff Beck, com o solo de "Hi Ho Silver Lining", single lançado em 1967. Para o guitarrista do Queen, Beck é um caso à parte: "O solo de 'Hi Ho Silver Lining', do Jeff Beck... para mim, ele é um tipo de perfeição inalcançável. Ele está em uma categoria própria", comentou. Em entrevista à Total Guitar, May explicou que queria que sua própria guitarra tivesse esse tipo de "voz", com timbre suave de cantor, mas também com articulação clara, quase como se formasse consoantes e palavras ao tocar.
Fechando a lista, Brian May aponta "Since You've Been Gone", do Rainbow, lançada em 1979 no álbum "Down To Earth". A música é conhecida pelo lado mais acessível da banda, mas o que chama atenção de May é a forma como Ritchie Blackmore conduz tudo. Para ele, a faixa tem "um elemento perfeito de pop, porque você consegue cantar e ela fica na sua cabeça o dia inteiro" e é "apaixonada", com um solo que provoca "um puxão real nas emoções". Em seguida, ele destaca o papel do guitarrista: "Mas o Ritchie está ali, e o Ritchie é quem impulsiona tudo isso."
Em "Since You've Been Gone", Brian também elogia o solo "por baixo", aquela passagem de guitarra que sustenta a base enquanto a melodia principal segue à frente. Nas palavras dele, "o solo por baixo é simplesmente brilhante" e "eles fizeram a versão imortal dessa música". Nas três escolhas - Clapton, Beck e Blackmore - o ponto em comum é justamente o que May busca nas próprias composições: solos que não são apenas demonstrações de técnica, mas momentos que carregam a música, falam como se fossem uma voz humana e continuam ecoando na cabeça muito tempo depois que a faixa termina.
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