O músico a quem Eric Clapton sentia que devia pedido de desculpas: "Me comportei mal"
Por Gustavo Maiato
Postado em 14 de dezembro de 2025
A maturidade costuma trazer perspectiva, e Eric Clapton tem revisitado cada vez mais seus erros do passado. No centro dessas reflexões está uma figura essencial para sua trajetória: John Mayall, líder dos Bluesbreakers e uma das primeiras grandes portas que Clapton encontrou antes de se tornar um ícone mundial. Embora Clapton tenha sido celebrado já muito jovem por sua técnica extraordinária, o próprio guitarrista admite que, fora do palco, seu comportamento estava longe de acompanhar o brilho de sua música.
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O músico reconhece hoje que sua passagem pela banda de Mayall e por outros projetos nos anos 1960 foi marcada por instabilidade e irresponsabilidade. Como relembrou em entrevista resgatada pela Far Out, "passei por todas aquelas coisas muito rapidamente", citando que o Cream durou pouco mais de um ano e meio e que, mesmo no grupo de Mayall, "eu estava só meio lá". O guitarrista diz ter plena consciência de que sua falta de comprometimento afetava quem dividia o palco com ele.
Eric Clapton e John Mayall
Clapton foi ainda mais honesto ao admitir comportamentos que ele próprio definiria hoje como inaceitáveis. Segundo contou, "eu era tão pouco confiável, tão irresponsável. Às vezes simplesmente não aparecia para os shows". Nessas ausências, Mayall precisava recorrer a substitutos - como Peter Green - porque seu jovem guitarrista simplesmente não aparecia. Décadas mais tarde, Clapton se enxerga com desconforto ao lembrar que esse comportamento prejudicava ensaios, compromissos e a própria reputação da banda.
Esse sentimento evoluiu para algo maior: vergonha. Clapton admite que jamais aceitaria que algum colaborador seu hoje tivesse a postura que ele próprio mantinha aos vinte e poucos anos. O constrangimento foi tão profundo que o guitarrista decidiu acertar as contas com seu passado antes que fosse tarde. "Fui ver John no ano passado para realmente fazer as pazes. Olhando para trás, percebi o quanto havia me comportado mal", relatou. Pouco depois do reencontro, Mayall faleceu.
A atitude é significativa, considerando como a carreira de Clapton é atravessada por controvérsias - algumas muito mais graves do que faltar a shows. Ao longo dos anos, o guitarrista também foi cobrado por declarações polêmicas, como o infame discurso racista nos anos 1970, que ajudou a motivar o movimento Rock Against Racism. Em outra fase de introspecção, ele chegou a dizer: "Eu sabotei tudo em que me envolvi. Eu tinha vergonha de quem eu era".
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