Soulfly: baixista fala sobre turnê e o álbum "Omen"
Por Nathália Plá
Fonte: Roadrunner Records
Postado em 05 de junho de 2010
O baixista do SOULFLY Bobby Burns tirou um tempo para conversar com a revista britânica Noise Addiction sobre o mais novo lançamento do SOULFLY "Omen", a turnê no Reino Unido e sobre a banda em geral. Você pode ver alguns trechos abaixo ou ir para este link para vê-la na íntegra (em inglês).
Você está tocando num dos maiores festivais do cenário heavy metal nesse ano. Você acha que isto é o ápice da banda?
"Sabe, ouvi outro dia sobre um festival que estamos fazendo onde o AEROSMITH encabeçará na sexta feira, o SOULFLY no sábado e o KISS no domingo. Eu fiquei tipo 'Como assim?', e 'Como é que pegamos o sábado?' Isso me intrigou porque me fez pensar 'Talvez esse seja o topo'. AEROSMITH na noite passada e o KISS amanhã. Foi tipo como 'Uau'".
Você prefere tocar em shows de festival ou shows indoor em cenários mais intimistas?
"O melhor dos dois mundos, de fato. Tem mais comida boa geralmente nos festivais maiores e você pode ficar com seus amigos e ver boa música o dia inteiro, ao contrário de quando é o oposto onde somos só nós e uma banda abrindo. Parece meio como 'Tá, muito chato, vou ficar andando por aí o dia inteiro'. Essa é a outra coisa boa, você não pode sair andando por aí o dia inteiro em um festival, mas aqui em Londres eu posso sair para a rua e fazer qualquer coisa. Então os dois tem pontos positivos. Eu gosto de nossos próprios shows porque eles podem durar até onde tiverem de durar enquanto estiver legal enquanto existem restrições de tempo em um festival, onde você não pode fazer esse tipo de coisa".
Seu álbum novo traz convidados especiais como Tommy Victor (PRONG) e Greg Puciato (DILLINGER ESCAPE PLAN). Como foi trabalhar com esses caras?
"Eu AMO Prong, sempre disse isso. Acho que o Prong é uma banda ótima. Tommy Victor é um cara como eu; ele toca com todo mundo e simplesmente faz discos. Ele fez turnê com o Ministry, Prong e o Danzig. Eu faço a mesma coisa, então eu e o Tommy nos damos totalmente bem e conseguimos que ele fizesse duas turnês consecutivas com o Soulfly, o que nunca tinha acontecido antes. Eu não forço para mais, mas eu fiquei tipo 'Porra, eu gosto de ver Prong toda noite'".
Eles são pessoas que você sempre teve como amigos ou algo aconteceu para você entrar em contato?
"Eu conhecia o Tommy, não em um nível pessoal mas numa forma musical, por anos. Teve uma ocasião em que nem eu nem ele estávamos fazendo nada e ele veio tipo 'Como estão as coisas? Talvez a gente pudesse fazer alguma coisa um dia...' e eu respondi 'Bem, eu recebi um telefonema. Vou tocar no SOULFLY'. Com o Greg foi do mesmo jeito. Max o conheceu em um show beneficente para o Chi (ex DEFTONES) em Los Angeles quando estávamos fazendo o disco. O DEFTONES fez um show para levantar fundos para suas despesas de hospital e o Max conheceu o Greg lá. Ele viu o Greg fazer as coisas dele e ele estava no estúdio no dia seguinte".
O Max recrutou a nova formação incluindo você no fim de 2003. Vocês se combinam como banda?
"SOULFLY é seu próprio monstro. Na verdade fizemos nossa primeira entrevista com nós 4 na mesma sala em Nova Iorque na ultima turnê; nem tínhamos percebido isso. O DJ da rádio disse 'Sabe, eu pedi vocês 4 e consegui vocês 4. Mas quero lhes dizer uma coisa: essa é a primeira vez que os quatro membros do SOULFLY, a formação mais longa do grupo, esteve na mesma sala ao mesmo tempo'. Quero dizer, eu não sei se isso é ruim, é só o jeito como sempre fomos. Eu faço minhas coisas o dia inteiro, e então eu vejo os caras no palco. Tenho pra mim que eles façam a mesma coisa".
Você participa ativamente do processo de composição, ou é algo que é mais deixado para o Max?
"Sim. Nos sempre nos encontramos no estúdio com o Max. Nunca ensaiamos ou tocamos, voamos para a Europa ou América ou qualquer lugar e começamos a fazer turnê. Fazemos um disco do mesmo jeito. Nos encontramos no estúdio, o Max vem com 4 ou 5 CDs de jams e demos de músicas e passamos por elas e tipo 'É, essa é legal, essa é legal, vamos fazer assim ali' e nós começamos a tocar em uma sala. Todos temos a liberdade de fazer nossas próprias coisas; o Mark tocas suas partes de guitarra, eu toco minhas partes de baixo".
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