A lição que Bob Dylan deu para Frejat e ele colocou em álbum: "Ele é o meu norte"
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de março de 2026
Lançado em 2001, o álbum "Amor pra Recomeçar" marcou uma nova fase na carreira de Frejat após anos como vocalista exclusivo do Barão Vermelho. Em 2026, o disco completa 25 anos - e, segundo o próprio cantor, continua soando atual. Para ele, isso tem relação direta com uma lição aprendida com um de seus maiores ídolos: Bob Dylan.

Em entrevista ao Pitadas do Sal, Frejat contou que costuma revisitar seus trabalhos antigos e percebe que eles não soam datados. "Eu acho que nenhum dos meus discos do trabalho solo envelheceram."
O músico explicou que essa percepção tem a ver com o tipo de referência que ele adotou ao longo da carreira. Para ele, os discos de Bob Dylan são um exemplo de como uma obra pode permanecer relevante ao longo das décadas. "Hoje em dia o meu norte é o Bob Dylan. Os discos do Bob Dylan não envelhecem."
Segundo Frejat, a força da identidade artística do compositor americano é o que faz seus álbuns resistirem ao tempo. "Você ouve um disco do Bob Dylan e é um disco do Bob Dylan."
Essa ideia, diz o cantor, também orienta sua própria forma de pensar música. Em vez de seguir tendências muito específicas de produção ou timbres que marcam determinada época, ele prefere buscar uma sonoridade mais orgânica.
"Pode ter alguma coisa de sonoridade de estúdio de uma época ou de outra, porque todo disco tem o seu tempo. Mas não vai parecer uma coisa assim: 'Nossa, isso ficou velho'."
Frejat explicou que tenta evitar arranjos ou tecnologias muito associadas a um período específico, justamente para que as músicas não soem ultrapassadas com o passar dos anos.
Esse cuidado ficou evidente em "Amor pra Recomeçar", álbum que trouxe uma sonoridade direta e baseada na força das canções - fórmula que ajudou o trabalho a atravessar gerações de ouvintes.
Para o artista, a principal lição aprendida com Bob Dylan é justamente essa: quando a identidade musical é forte o suficiente, o tempo deixa de ser um problema. "A pessoa vai ouvir e vai falar: 'Pô, é um disco do Frejat'."
Confira a entrevista completa abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
Bill Ward não quis participar da turnê de despedida do Black Sabbath
Curitiba ganha "Cidade do Rock" e recebe festival com gigantes do rock nacional anos 1980
A opinião de Bruce Dickinson sobre o Cannibal Corpse em 1994
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Slipknot e Marilyn Manson se apresentarão no The Town 2027
Baterista do Linkin Park tenta tocar Paralamas e é detonado: "João Barone dá de mil nele"
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
Bangers Open Air 2027 revela mais três atrações internacionais
A canção dos anos 60 que Geddy Lee diz ser "heavy metal antes de existir heavy metal"
O que o Nightwish pedia para Anette Olzon mudar no palco, segundo a própria
O curioso conselho de James Hetfield para vencer a bebida e ficar sóbrio para sempre
Jet anuncia show em São Paulo para abril de 2027
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
Como aconteceu a segunda separação entre Ronnie James Dio e Black Sabbath, segundo Geezer Butler
Os compactos de rock nacional que mais venderam no início dos anos 80, segundo varejista
7 clássicos do rock nacional com mais de cinco palavras no título
Por que Frejat muda trecho de letra de clássico de Cazuza quando toca ao vivo?


