Sepultura: completamente diferente, sem medo de arriscar!
Resenha - Machine Messiah - Sepultura
Por Sidney Alencar
Fonte: Meus 300 discos
Postado em 20 de julho de 2017
Nota: 8 ![]()
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Um SEPULTURA completamente diferente, sem medo de arriscar!
Lançado em 13 de janeiro de 2017, "Machine Messiah" é o 14° álbum de estúdio da banda mineira e chega pra mostrar que a banda resolveu oxigenar seu som como nunca antes.
Pra começo de conversa, a banda usou e misturou vários elementos diferentes, como instrumentos de maracatu e música árabe. Isso estranhamente faz com que o som em alguns momentos chegue a lembrar uma atmosfera doom metal com pitadas de melodic death metal (é, eu sei, doideira né?).
Quê mais?
Os riffs marcantes e já característicos de Andreas Kisser continuam lá, mas inspirados pelo clima do novo disco, eles aparecem sempre na hora certa, com sua já conhecida melodia caótica, ao mesmo tempo agressiva e psicodélica.
Destaque especial para Derrick Green, que mostrou facetas ainda não conhecidas (além claro, da brutalidade vocal já conhecida). A cozinha também mostrou força e qualidade, tirando sons nítidos e bem definidos, sem deixar de ser pesado. Aposto sem medo que o baterista Elói Casagrande quebra um bom número de baquetas, pratos e outros apetrechos de seu instrumento durante as sessões de gravação.
Sobre a parte técnica, o disco foi gravado em Estocolmo, Suécia (ah, suécia…), nos estúdios Fascination Street e produzido por Jen Bogren, que tem em seu currículo bandas como OPETH, AMON AMARTH, KREATOR e SYMPHONY X. Fraco o rapaz? Talvez este tenha sido um dos vários motivos que levaram o SEPULTURA a esta nova sonoridade, tão diferente dos trabalhos habituais.
A arte da capa é de autoria da artista filipina Camille Della Rosa e o seu conceito "neo-surrealista" casa bem com as letras que falam de um mundo futuro, onde teremos as máquinas por toda parte, tomando conta das principais atividades e assumindo o protagonismo das decisões globais.
Na minha opinião, o conceito para a arte é muito interessante, mas a execução poderia ter sido mais caprichada. Talvez isso seja porque a pintura já estava pronta anos antes da gravação do disco e a banda apenas escolheu-a como capa, não podendo participar desde o início de todo o processo.
Com "Machine Messiah", o SEPULTURA mostrou que está num momento em que não precisa mais provar nada para ninguém. E sendo assim, finalmente criou coragem para se arriscar e dar um passo além, mesmo que tardio, na evolução da sua música.
Vale seu tempo?
Sim, com certeza! É revigorante e traz um Sepultura inspirado como há muito tempo não se via! Baixe na sua plataforma favorita de streaming pra não consumir seu pacote de dados do celular. Porque você vai escutá-lo durante um bom tempo! Escuta lá e volta aqui pra me dizer o que achou!
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