Apenas mais um na discografia da banda Sepultura
Resenha - Machine Messiah - Sepultura
Por Leandro Fernandes
Postado em 11 de janeiro de 2017
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Eis que o aguardado disco do Sepultura dá as caras, muitos esperam um grandioso trabalho, algo evoluído e marcante. Sim, encontra-se esta evolução se comparado ao fraco "The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart", de grandioso continua o nome que sempre irão carregar.
A banda vem sempre procurando se inovar e trazer algo que realmente possa impactar e agradar a grande legião de fãs mundo afora, que não são poucos. Este disco mostra um Sepultura bem sólido e compactado, o entrosamento e sinergia são notáveis, coisa realmente indiscutível. O peso de Kisser juntamente com Paulo e Eloy continua na medida certa, sempre com técnica e dinamismo. A linha de vocais de Derrick é algo que parece não ter encaixado em nada, desde sua entrada na banda, exceto o disco "Against" que fora seu primeiro trabalho, mostra-se bem mais audível que os demais, seu vocal soa sempre abafado e em certos momentos parece estar fora de ritmo, raros os momentos de algo bem encaixado.
Sobre as músicas, temos a faixa título que começa com uma bela intro de guitarra, logo emendada por uma cozinha arrastada e bem pomposa, música bem trabalhada que vai evoluindo de forma gradativa. Seguindo para "I Am The Enemy", primeira a ser disponibilizada nas redes, é bem agressiva e direta que chega a mostrar um vocal mais "limpo" e "entendível", o trabalho de Andreas também é um show a parte, solos e riffs velozes. "Phantom Self" já entra com uma mescla de nossa cultura nordestina, fato que é comum nos trabalhos da banda.
Seguindo para um lado mais inovado ou experimental "Alethea"´é maçante e cansativa, apesar de tentarem mostrar algo diferente, soa bastante clichê e previsível, fato que se repete em "Iceberg Dances". "Sworn Oath" pode-se dizer que é a mais excêntrica do disco, uma pegada completamente diferente e é uma música que de fato agrada tanto com a linha de vocal quanto a parte instrumental no todo, ponto alto do disco. "Resistant Parasites" e "Silent Violence" oscilam por se mostrarem também, clichês. Nada impactante.
Indo para a parte final do disco, podemos notar que "Vandals Nest" é intensa, empolgante e a pancadaria é do início ao fim e "Cyber God" algo a mais no disco. Pois bem, como citado, este trabalho é sim melhor que o anterior mas não um grande trabalho que irá se tornar clássico com o passar dos anos, talvez isso aconteça, mas no momento é apenas mais um na discografia da banda.
Banda:
Paulo Jr. - baixo
Andreas Kisser - guitarras e backing vocals
Derrick Green - vocais
Eloy Casagrande - bateria
Músicas:
01. Machine Messiah
02. I Am The Enemy
03. Phantom Self
04. Alethea
05. Iceberg Dances
06. Sworn Oath
07. Resistant Parasites
08. Silent Violence
09. Vandals Nest
10. Cyber God
Comente: Ouviu o novo álbum? Qual a sua opinião?
Outras resenhas de Machine Messiah - Sepultura
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
Atual guitarrista considera "Smoke on the Water" a música mais difícil do Deep Purple
A condição imposta por Ritchie Blackmore para voltar aos palcos
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
A banda que o Cream odiava: "Sempre foram uma porcaria e nunca serão outra coisa"
A música "pop genérica" de um disco clássico do Jethro Tull que incomoda Ian Anderson
O melhor cantor de blues de todos os tempos, segundo Keith Richards
O músico que apagou as fitas do próprio álbum após a morte de Kurt Cobain
Megadeth, Pepeu Gomes e a mania do internauta achar que sabe de tudo
Scott Ian explica significado de "It's for the Kids", nova música do Anthrax
A torta de climão entre Zakk Wylde e Dave Grohl por causa de Ozzy Osbourne
A morte de Chico Science e as dúvidas que ainda cercam o acidente, segundo Júlio Ettore
O álbum do Queen que Derrick Green gostaria de ter feito
"Seria um idiota se aceitasse": guitarrista descarta retorno ao W.A.S.P.
Sepultura: Após três anos, qual é a impressão que fica?
O disco que fez Derrick Green perder o interesse pelo Rush
Evan Seinfeld (Biohazard) canta "Slave New World" com o Sepultura nos EUA
Derrick Green diz que Eloy Casagrande não avisou ao Sepultura sobre teste no Slipknot
A verdadeira história da capa de "Roots", clássico do Sepultura que mudou o metal mundial
Primeiro disco do Soulfly traz doses de "desespero", segundo Max Cavalera
A música do Soulfly que "flerta" com o Tool, segundo Max Cavalera
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível


