Dedo x Palheta: Jason Newsted joga gasolina na fogueira do debate
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 08 de abril de 2014
O baixista emérito do METALLICA, JASON NEWSTED, forneceu ao site estadunidense ULTIMATE CLASSIC ROCK um testemunho bastante racional e apaixonado sobre a eterna – e ridícula – questão do uso da palheta ou não para se tocar baixo. O texto abaixo é um a tradução para o português do trecho da entrevista.
Jason Newsted - Mais Novidades
Você tem alguma peculiaridade como músico – algum detalhe que se destaque em você?
Jason: Ah, acho que sim, agora que você perguntou. Não exatamente em relação a equipamento. Eu não sei se vem de algum lance estranho de provocação lá do começo. Eu tenho que ter uma palheta de baixo no meu bolso traseiro esquerdo de qualquer coisa que eu vista. Não importa se é no meu pijama ou num smoking, tem que estar lá. Eu realmente lesionei meus dedos no começo da carreira tocando baixo – lesionei mesmo – pra valer.
As pessoas ficam tipo, ‘por que você é tão fresco?’ e eu respondo tipo, ’sim, okay, se você tivesse feito o que eu fiz quando eu fiz, cara, você estaria em uma poça no chão, então é melhor que você fique na sua. ‘ A coisa toda é que eu tive que trabalhar com uma palheta para poder continuar tocando baixo. Eu me debilitei de tanto tocar com os dedos. Eu o fiz por um tempo e todo mundo dizia ‘você não é um baixista legítimo porque você toca com uma palheta’ e daí Lemmy veio e eu pensei, ‘ah sim, mesmo? Quem é o merda agora?’ E daí, à medida que o tempo passou – as pessoas me perturbaram por um tempo e eu entrei em meu modo analítico e disse, ‘okay, vamos colocar isso em perspectiva. ’ Eis que há um baixista bilionário no universo, e só houve um deles na história. Você sabe quem é?
Ah, não assim de cabeça.
Jason: Paul McCartney!
Ah sim, Claro!
Jason: E ele toca com palheta, irmão – e sempre tocou! Okay? E eu estou em algum lugar nessa linha, lá pela décima posição no quesito venda de discos – estou no Top 20, eu acho. Eu toco com uma palheta. Lemmy é o baixista de metal mais fudido que já existiu, no que diz respeito a ataque, liderando uma banda e a atitude do metal a vida toda. Ele toca de palheta. Você não tem como argumentar contra isso e você não tentaria.
Caras diferentes como Sting… caras que são os maiores e mais bem-sucedidos baixistas, tocaram com palheta. Então, com o tempo, eu pensei, ‘hmmmm, okay’. Mas sempre teve essa parada, ter aquela palheta no meu bolso de modo que, se alguém me convidasse, eu estaria pronto. Então olha só: agora que você trouxe isso à tona, eu vou comentar – é estranho pra burro. Eu já fiz 50 entrevistas nos últimos dois dias e não disse isso a ninguém. No Rock And Roll Hall Of Fame – nós fazemos nosso discurso de agradecimento e estamos lá no palco com Ray Burton [pai do finado baixista CLIFF BURTON] e estamos falando e todo mundo feliz. Estamos flutuando no palco, certo? Estamos nervosos pra cacete. Você não tem como imaginar qual é a sensação.
Eu estou com meu chique terno novo feito sob encomenda e tudo mais e caminho ate o cara e não é o meu técnico do Metallica – ele está tomando conta de Robert [Trujillo] agora, então ele teve que contratar outro cara para cuidar do meu baixo do outro lado. Então os caras estão todos prontos, eu estou saio pro palco, enfio a mão no bolso traseiro e adivinha o que não está lá?
A palheta! Wow!
Jason: [risos] Não é como se não fosse um grande momento ou algo assim. Então eu corro pro cara e, felizmente, meu amigo Zach [o técnico de baixo do Metallica, ZACH HARMON] tinha dito a ele ‘é melhor que você tenha uma palheta pronta para aquele cara e a coloque na palma da mão dele quando ele vier até você’ E aquele cara estava com ela na mão dele e ele a colocou na minha palma e eu me virei e 1-2-3-4 BAM e mandamos ver. Mas, quero dizer, de todas as vezes que eu poderia estar sem palheta, logo essa… Em qualquer outra ocasião, atrapalha, mas nesse momento em particular, quando eu tinha que tê-la para o maior dos prêmios. Ah, mano. Meio irônico.
Parece que funcionou na hora, eu diria.
Jason: Passou perto. [...]
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