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Sepultura: Que impacto Machine Messiah terá no metal?

Resenha - Machine Messiah - Sepultura

Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 17 de janeiro de 2017

Décimo-quarto álbum do Sepultura, "Machine Messiah" foi lançado neste início de 2017, mais precisamente dia 13 de janeiro. A produção é de Jens Bogren (Opeth, Soilwork, Amon Amarth) e foge da experimentação de timbres - principalmente em relação aos vocais - que incomodaram muita gente (este que vos escreve incluso) em "The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart" (2013).

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É louvável que o Sepultura siga lançando discos, ainda que, de modo geral, todos os álbuns da fase com Derrick Green soem meio homogêneos. Explico: os oito registros com o vocalista norte-americano são trabalhos sólidos, sempre com boas ideias e inovações pontuais, que funcionam não apenas como expressões artísticas, mas também como veículo para mostrar que os músicos seguem vivos e inquietos.

A questão é que, por mais que esses álbuns sejam interessantes e, em alguns casos, acima da média (acho a trilogia "Dante XXI", "A-Lex" e "Kairos" o pico de criatividade dessa fase da carreira da banda), eles não possuem algo que faça com que o Sepultura se destaque das dezenas, centenas e inúmeras bandas mundo afora. Não há mais o mojo e o molho de outros tempos - e, por favor, não me confundam com uma viúva dos irmãos Cavalera, que ao meu ver, principalmente o Max, tornaram-se caricaturas de si mesmos com o passar dos anos. Resumindo: o Sepultura se tornou uma banda comum.

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Todos são excelentes músicos, não é isso que está em discussão neste texto. O que tenho pensado bastante é no quanto um disco como "Machine Messiah" ou qualquer outro dos trabalhos recentes do quarteto impacta não apenas o público - fãs são fãs e sempre querem algo novo de seus ídolos, no fim das contas - mas, principalmente, o cenário metálico em todo o mundo. O que "Machine Messiah", ou "Roorback", ou "Against", trazem ou trouxeram de novo para o heavy metal mundial? Que influência eles tiveram no metal como um todo? Qual o impacto desses discos? Analisando de maneira fria e imparcial, por mais que a resposta possa soar até meio ofensiva, ela é clara: praticamente nenhuma.

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"Machine Messiah" não é um disco ruim, assim como nenhum álbum do Sepultura com Derrick o é. Como já dito neste mesmo texto, trata-se de um álbum competente, com algumas boas ideias e as inovações sempre presentes, mas que, analisado à luz do cenário metálico como um todo, tem pouca - ou quase nenhuma - significância.

E isso, para uma banda que foi, ao lado do Pantera, a mais influente do metal em meados dos anos 1990, é preocupante e extremamente broxante.

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.
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