Pink Floyd: O rio secou em The Endless River

Resenha - Endless River - Pink Floyd

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Por Flávio Siqueira
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Muito se falava no tão aguardado novo álbum do Pink Floyd. A expectativa era imensa, pois se tratava de um álbum lançado para preencher uma espera de duas décadas. Apesar do aviso de que The Endless River seria, digamos, os restos mortais de Division Bell, os fãs ainda se mantiveram esperançosos no tocante a qualidade do disco. Novembro se iniciou e o álbum vazou. Os downloads começaram imediatamente e as opiniões foram extremadas. Alguns gostaram, outros deliraram, mas muitos odiaram.

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Quando ouvi o álbum sem pular nenhuma faixa, me veio a sensação dicotômica de apreço e decepção. A meu ver (e ouvir), The Endless poderia oferecer muito mais. Com a tentativa de impor um álbum praticamente instrumental (excetuando a faixa "Louder Than Words"), The Endless River mostrou-se com um enorme vazio que não conseguiu ser preenchido nem pelos solos de David Gilmour. Sem a voz de Gilmour e sem letras, o disco se perdeu no meio do nada.

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Em outras palavras, The Endless River em muito se parece com aqueles discos do tipo "duas horas de música para meditação". No entanto, o álbum em nada interfere na brilhante discografia do Pink Floyd. Há rumores de que David Gilmour já está trabalhando em álbum solo. Para nós, fãs do Pink Floyd, ainda resta a expectativa de ouvir um novo álbum de Gilmour, talvez o último da carreira do guitarrista.

Como ele próprio já afirmou, The Endless River marca "o fim do Pink Floyd". Foi uma despedida um tanto triste, porque o álbum decepcionou, mas valeu muito mais por ser uma espécie de homenagem a um gênio chamado Richard Wright. Falando ainda sobre a duvidosa qualidade de The Endless River, Roger Waters deve estar com um sorriso de orelha a orelha (ou não).

Minha nota para o álbum, numa escala de 0 a 10: 5,5


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Sobre Flávio Siqueira

Nascido e criado em Brasília, aos 14 anos pegou emprestado um "The Best of" do Pink Floyd. O choque foi tão grande que resolveu aprender guitarra somente para executar o solo de "Time". De lá pra cá vem estudando guitarra e apreciando bandas de stoner, grunge e rock progressivo, além de muito blues e algumas coisas de jazz e música erudita. Atualmente toca guitarra numa banda que mescla influências de stoner, grunge e uma pitada de rock psicodélico.

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