Pink Floyd: Um trabalho, digno sim, de findar a marca
Resenha - Endless River - Pink Floyd
Por André Floyd
Fonte: Free Four
Postado em 13 de novembro de 2014
Hoje oficialmente o Pink Floyd lançou seu ato final, o último álbum com o nome do grupo. Acabo de ouví-lo por inteiro e já quis escrever esse texto, tamanha a emoção que me contagiou.
Para um disco feito à base de sobras de estúdio de outro álbum, o antecessor "The Division Bell", este é um belíssimo trabalho de despedida e também homenagem póstuma ao tecladista Richard Wright, morto em 2008.
Ao melhor estilo da fase pós-wateriana, que considero a espaço-glacial da banda, este trabalho se inicia com aquelas já clássicas faixas introdutórias, que dão a noção da viagem que vem a seguir, trata-se de "Things Left Unsaid", seguida de "It's What We Do".
O som espacial e progressivo, marcante do Pink Floyd fica estampado na quarta faixa em "Sum", e como não me remeter à lembrança do filme "Live At Pompeii", ao ouvir a bateria de Nick Mason e a guitarra distorcida de David Gilmour, na quinta música, "Skins".
"Anisina", a sétima, me fez lembrar no seu começo da antológica "Us And Them", de The Dark Side Of The Moon, com as bases de teclados inconfundíveis de Richard Wright e o sax de Dick Parry.
Que qualidade, que coisa gostosa de ouvir é a nona música, "On Noodle Street", e a já divulgada "Allons-y (1)" e sua continuação "Allons-y (2)", décima e décima segunda faixas, definitivamente nos traz de volta à atmosfera Division Bell.
Eis que a "voz" do gênio Stephen Hawking, pode ser novamente ouvida na ótima música repleta de solo de David Gilmour, "Talkin' Hawkin''.
No segmento final do álbum temos a maestria de David Gilmour, esbanjando suas cordas em "Surfacing", e, finalmente culminando num belo canto na única música vocalizada do disco, a belíssima "Louder Than Words".
Conclusão:
Um disco feito da costela de outro, contendo uma sonoridade que remete o ouvinte não só à fase do disco de origem, mas também a momentos setentistas. Um trabalho, digno sim, de findar a marca Pink Floyd, com maestria, homenagem a Rick Wright, e uma capa que traduz o que ouviremos.
Valeu Floyd, valeu mesmo! Nota DEZ!
Ouçam-no na íntegra pelo Spotify no link abaixo:
https://open.spotify.com/album/0fXAlQ9wTG2glNJvZEkBZc?ref=wp
Outras resenhas de Endless River - Pink Floyd
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine: "Fizemos um esforço para melhorar o relacionamento, eu, James e Lars"
Show do Guns N' Roses no Rio de Janeiro é cancelado
Para Mille Petrozza, humanidade vive retrocesso e caminha de volta à "era primitiva"
O álbum que, segundo John Petrucci, representa a essência do Dream Theater
A voz mais pura do rock de todos os tempos, segundo Bruce Springsteen
Filmagem inédita do Pink Floyd em 1977 é publicada online
Os 11 maiores discos de onze bandas gigantes dos anos oitenta, segundo a Loudwire
Por que Ricardo Confessori e Aquiles ainda não foram ao Amplifica, segundo Bittencourt
Os discos do U2 que Max Cavalera considera obras-primas
Sepultura anuncia última tour norte-americana com Exodus e Biohazard abrindo
Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
31 discos de rock e heavy metal que completam 10 anos em 2026
A música que Bruce Dickinson fez para tornar o Iron Maiden mais radiofônico
A banda que estava à frente do Aerosmith e se destruiu pelos excessos, segundo Steven Tyler

Pink Floyd: O rio secou em The Endless River
Pink Floyd: A crise hídrica da banda em "Endless River"
O solo de guitarra ligado ao Pink Floyd que David Gilmour disse não fazer sentido algum
Roger Waters admite medo de ser morto a mando de Donald Trump
Roger Waters dobra a aposta após falar de Ozzy; "não gosto de quem morde cabeça de morcego"
O grande problema das músicas do "Dark Side of the Moon", segundo David Gilmour
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
Por que o Pink Floyd recusou proposta de US$ 250 milhões por reunião?
Como Pink Floyd entrou nas influências que mudaram o som do The Cure, segundo Robert Smith
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai


