Electric Age: Som retrô mas com características originais
Resenha - Good Times Are Coming - Electric Age
Por Fabio Reis
Postado em 22 de setembro de 2014
Quando peguei em mãos o EP da banda paulistana Electric Age e coloquei o CD pra tocar, jamais poderia imaginar que a sonoridade das 6 faixas contidas fossem ser tão empolgantes. Sempre fui um apreciador assumido do Classic/Hard Rock feito nos anos 70/80 e o que escutamos aqui neste maravilhoso "Good Times Are Coming" é uma fusão perfeita de influências deste período com um toque generoso de modernidade.
O Electric Age nasceu como uma banda tributo ao Deep Purple, mas com a qualidade técnica e a forte "química" que acabou surgindo entre os músicos, a vontade de criar músicas próprias tomou forma e acabou contagiando a banda.
Nas canções presentes no EP, o que podemos perceber é a não preocupação com rótulos. As músicas soam espontâneas e cada uma delas tem suas particularidades. A facilidade que o grupo encontra em caminhar por diferentes sonoridades dentro do mesmo estilo é absurda e digna de elogios.
Nota-se claras inspirações em bandas como Deep Purple, Van Halen, Blue Oyster Cult, Led Zeppelin, The Who, entre outras. O que se extrai de positivo nisso, é que as influências são levadas apenas como meras referências, o som do Electric Age, apesar de ser totalmente "Retrô" consegue ser, de certa forma, original e não se parecer com um clone das bandas citadas. Possuem uma característica bem própria de compor e o resultado é altamente satisfatório.
O álbum inicia com a Intro "Rise", que serve como uma ponte perfeita para "Snake Eater", energética, com bons riffs e ótimas vocalizações de Júnior Rodrigues, que por sinal, se destaca em todas as faixas, com muita técnica e um alcance excelente em notas altas. "Snake Eater" é também o primeiro video clipe da banda e é um ótimo cartão de visitas.
Na sequência temos "Echoes Of Insanity", com uma levada mais cadenciada e teclados muito bem encaixados, onde a "cozinha" formada pelo baixista Otavio Cintra e o baterista Rafael "The Boss" Nicolau é o grande destaque. "All Night Long", com toda certeza é um dos pontos altos do álbum e possui um refrão que gruda na cabeça, daqueles que o ouvinte escuta poucas vezes e já sai cantarolando.
A quinta faixa, "Dreamer", remete ao Deep Purple da fase "Perfect Strangers" e possui uma ótima melodia, com um riff marcante e um solo muito bom. A última canção é a faixa título "Good Times Are Coming", a melhor do registro na minha opinião, com um trabalho de guitarras excepcional de Luiz Felipe Cardim, cheia de variações, coros e uma sonoridade à lá Van Halen dos primeiros álbuns, ainda com David Lee Roth.
O Electric Age com este EP, ganhou grande notoriedade e conseguiu se destacar no cenário nacional. Venceu o Desafio Monsters Of Rock e foi escalado para tocar no evento ao lado de nomes consagrados como Dr. Sin, Ratt, Whitesnake, Aerosmith e Queensryche.
A banda passou por um período de reestruturação após o festival e se encontra em processo de gravação de seu aguardado "Full Length". O Guitarrista Luís Felipe Cardim foi substituído por Eddie Oliver e o baixista Rafael Pontes vem tocando com o Electric Age até que um músico definitivo seja incorporado a banda. Na página oficial já foi anunciado o lançamento de um single para breve.
Que venha o primeiro álbum do Electric Age, com a mesma qualidade e desenvoltura deste EP "Good Times Are Coming". Altamente Recomendado.
Faixas:
1 - Rise
2 - Snake Eater
3 - Echoes Of Insanity
4 - All Night Long
5 - Dreamer
6 - Good Times Are Coming
Integrantes:
Júnior Rodrigues - (Vocal)
Rafael Nicolau - (Bateria)
Luis Felipe Cardim - (Guitarra)
Otavio Cintra - (Baixo)
Outras resenhas de Good Times Are Coming - Electric Age
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
Dave Murray solta um "Vai, Corinthians" após ganhar camisa do Timão
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
Glenn Hughes ficava muito acelerado quando tomava café, segundo Tony Iommi
Os dois ex-membros do Black Sabbath que não se davam bem
"Ozzy & Black Sabbath: Back To The Beginning" ganha versões físicas em dezembro
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Eminem iria gravar música do primeiro disco solo de Tony Iommi
A banda de heavy metal que Josh Homme ama, mas não quer imitar de jeito nenhum
Por que James Hetfield do Metallica foi expulso de sua própria casa, segundo o próprio
A cantora que usou música do Slayer para combater o patriarcado
O cover que o Black Sabbath mais tocou ao vivo durante toda a carreira
O baterista que defende Lars Ulrich no caso Napster mais que o próprio Lars
A atuação de Chester Bennington que rendeu Grammy ao Linkin Park, segundo Mike Shinoda
Demissão de Joey Jordison foi a decisão mais difícil da carreira do Slipknot
Roger Waters confessa que não tem o mínimo interesse em AC/DC ou Van Halen

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



