Unisonic: O EP dá uma impressão incorreta

Resenha - Unisonic - Unisonic

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por João Renato Alves, Fonte: Van do Halen
Enviar Correções  

8


Se há uma palavra que pode definir o Unisonic, é expectativa. Desde o anúncio do projeto, com seu line-up, passando pela adição posterior de Kai Hansen e culminando no EP Ignition, que deixou todos na expectativa pelo full-length. Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que, apesar de ser o trabalho da carreira de Michael Kiske que mais se aproxima de seus áureos tempo com o Helloween, há diferenças substanciais na sonoridade. O background de Mandy Meyer, Dennis Ward e Kosta Zafiriou já deixaria isso bem claro, visto que são músicos oriundos do Hard Rock europeu e suas melodias bem afiadas. Portanto, espere um híbrido de tudo que essa união realmente poderia representar.

Isso dito, vamos ao que interessa. A faixa que dá nome ao álbum e ao grupo já havia mostrado seu poder de fogo anteriormente. É um Heavy com vibração Rock and Roll da melhor qualidade, daquelas que empolgam desde a primeira escutada. Tem tudo para virar um clássico. Na sequência, "Souls Alive", que também já era conhecida, mas em sua versão demo. Mais encorpada, mostra todo seu brilho, se tornando ainda mais apreciável. Agora sim, vamos a uma novidade. "Never Too Late" traz aquela sensação de algo familiar, remetendo àqueles b-sides do Helloween com abordagem mais divertida, que eram presença garantida antigamente.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Uma batida assustadoramente acessível dá início a "I’ve Tried", fazendo os conservadores arrepiar. Sua melodia lembra os trabalhos do Place Vendome, que serviu como uma espécie de embrião para a situação atual. A mistura de estilos fica ainda mais clara na grandiosa "Star Rider", que não chega ao peso do Heavy, mas está um passo além do Hard. Destaque para os backing vocals, muito bem encaixados. O lado mais Pop dá as cartas em "Never Change Me", que poderia tranquilamente figurar em alguma rádio FM mais aberta ao contexto. Um dos melhores riffs do play está no início de "Renegade", mais cadenciada.

O peso volta na também já conhecida "My Sanctuary", com seu ótimo e grudento refrão. "King For A Day" mantém o alto nível, com Kai Hansen mostrando o que melhor sabe fazer em passagens de guitarra que são a sua cara. O começo de "We Rise" faz parecer que a música irá decolar, mas logo ela cai um pouco e fica nessa variação em toda sua duração. Para fechar, a bonita "No One Ever Sees Me" repete a tradição da baladinha com base acústica e orquestrações ao fundo. Lembra um pouco o Chameleon em sua construção.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Quem espera um novo Keeper vai cair o maior tombo do cavalo de sua vida. O Unisonic transita pelas variadas vertentes do Rock pesado, sem se prender a nada. Aliás, fica claro que escolheram algumas das mais pesadas para o EP, justamente para não assustar os mais radicais. Aqueles que tiverem a mente aberta para o fato encontrarão um disco bem divertido e com um punhado de ótimas canções. Vai de cada um.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Michael Kiske (vocals)
Kai Hansen (guitars)
Mandy Meyer (guitars)
Dennis Ward (bass)
Kosta Zafiriou (drums)

01. Unisonic
02. Souls Alive
03. Never Too Late
04. I’ve Tried
05. Star Rider
06. Never Change Me
07. Renegade
08. My Sanctuary
09. King For A Day
10. We Rise
11. No One Ever Sees Me


Outras resenhas de Unisonic - Unisonic

Unisonic: transita livre entre o Hark Rock e o Heavy Metal

Unisonic: Tarefa complicada, a de administrar expectativasUnisonic
Tarefa complicada, a de administrar expectativas

Unisonic: Pisando fundo na melodia e no clima oitentista

Unisonic: Um disco digno da carreira dos músicos envolvidosUnisonic
Um disco digno da carreira dos músicos envolvidos




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Góticas: 10 grandes bandas do gênero na Inglaterra dos anos 80Góticas
10 grandes bandas do gênero na Inglaterra dos anos 80

Silverchair: a história por trás da capa de Freak ShowSilverchair
A história por trás da capa de Freak Show


Sobre João Renato Alves

Sem descrição cadastrada.

Mais matérias de João Renato Alves no Whiplash.Net.

WhiFin CliHo Cli336 Cli336